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Diretor financeiro das Organizações Trump se declara inocente de crimes fiscais

·3 minuto de leitura

O diretor financeiro das Organizações Trump, Allen Weisselberg, declarou-se nesta quinta-feira inocente de crimes fiscais, em um tribunal de Nova York, sendo essas as primeiras acusações relacionadas à investigação sobre os negócios do ex-presidente americano.

Weisselberg, 73, foi levado à sala algemado, por volta das 14h15 locais, para a sua acusação ante um juiz federal, após se entregar a autoridades de Nova York. A acusação contra ele era aguardada há dias, como parte de uma investigação de quase três anos do promotor do distrito de Manhattan sobre os negócios das Organizações Trump.

Embora o próprio Trump não esteja entre os acusados, ou nenhum membro de sua família, as acusações podem representar um duro golpe para o ex-presidente, que sugeriu que poderia voltar a se candidatar à Casa Branca em 2024. As organizações e Weisselberg foram acusados de 15 crimes, entre eles um plano de fraude, conspiração e falsificação de números empresariais.

Considerado o guardião dos segredos das Organizações Trump, Weisselberg é acusado de sonegar impostos sobre US$ 1,7 milhão de renda relacionada a benefícios adicionais fornecidos por seu empregador. Ele "irá lutar contra essas acusações nos tribunais", afirmaram seus advogados Mary Mulligan e Bryan Skarlatos à AFP.

O promotor de Manhattan, Cyrus Vance, e a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, investigam se Weisselberg e outros executivos sonegaram o pagamento de impostos sobre benefícios recebidos das Organizações Trump. Os benefícios incluíam matrículas em escolas privadas, aluguel de carros e apartamentos de luxo, segundo a imprensa.

- Caça às bruxas -

Trump, 75, rejeitou hoje as acusações contra a sua empresa e Weisselberg, chamando as mesmas de "caça às bruxas política dos democratas da esquerda radical. Está dividindo o nosso país como nunca!".

As Organizações Trump declararam nesta quinta-feira em comunicado que os promotores estão usando Weisselberg como "um peão em uma estratégia de terra queimada para prejudicar o ex-presidente". "Isso não é justiça, é política", declarou um porta-voz da empresa familiar do magnata nova-iorquino, em comunicado citado por vários veículos da mídia americana.

As Organizações Trump são uma holding familiar não listada na bolsa, que possui clubes de golfe, hotéis e propriedades de luxo. Trump entregou as rédeas do negócio aos seus dois filhos mais velhos e a Weisselberg quando ocupou a Casa Branca, no início de 2017.

Os promotores de Nova York pedem que Weisselberg coopere com suas amplas investigações sobre as finanças da Organizações Trump. Uma acusação formal aumentaria a pressão sobre ele para que faça sua parte.

Os promotores nova-iorquinos investigam se a empresa supervalorizava ou subestimava regularmente seus ativos, especialmente várias propriedades no estado de Nova York, para obter empréstimos bancários ou reduzir seus impostos. O ex-advogado pessoal de Trump Michael Cohen garantiu que o fizeram, o que poderia constituir uma possível sonegação de impostos ou uma fraude de seguro.

As investigações também são voltadas para oito anos de declarações de impostos de Trump, obtidas pelos promotores em fevereiro após uma longa batalha judicial que chegou até a Suprema Corte.

A investigação de Vance inicialmente se concentrou em pagamentos pelo silêncio de duas mulheres que alegam terem tido aventuras com Trump, antes que a investigação se ampliasse.

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