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Diplomacia da vacina da China perde força com menor demanda

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- No começo das campanhas de imunização contra a Covid-19, as vacinas chinesas salvaram inúmeras vidas. Deram início a programas na Ásia, América Latina e Oriente Médio, enquanto países mais ricos estocaram os poucos imunizantes com a tecnologia de RNA mensageiro da Pfizer e da Moderna.

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Mas muitos governos que antes dependiam das vacinas da Sinovac Biotech ou da Sinopharm agora buscam opções dos Estados Unidos e da Europa em meio à preocupação sobre a eficácia dos imunizantes chineses contra a cepa delta e menor controle de suprimentos de RNAm pelo Ocidente. Essa preferência já pode estar aparecendo nos dados alfandegários da China, onde as exportações de vacinas para humanos caíram 21% em agosto, para US$ 1,96 bilhão, em relação a US$ 2,48 bilhões em julho, após aumentarem de forma constante desde dezembro de 2020.

“Basicamente, as pessoas pegaram o que podiam” quando as vacinas contra a Covid foram disponibilizadas pela primeira vez, disse Nicholas Thomas, professor associado da Universidade da Cidade de Hong Kong que editou vários livros sobre política externa e saúde pública.

“Mas depois disso a população em geral - e não apenas os médicos - obteve mais informações sobre as diferenças”, disse. “Perceberam que nem todas as vacinas são iguais em termos de proteção.”

Essa mudança ocorreu durante uma onda mortal de Covid-19 na Tailândia no início deste ano. À medida que os casos aumentavam e o Sudeste Asiático emergia como o novo epicentro da pandemia, o país tentava desesperadamente comprar vacinas. Apenas um fornecedor apareceu a tempo: a chinesa Sinovac.

As vacinas permitiram que o país de 70 milhões de habitantes começasse a campanha de vacinação antes do esperado, mas a Tailândia logo se deparou com um desafio agora enfrentado por autoridades de países em desenvolvimento.

A eficácia das chamadas vacinas inativadas da China varia de cerca de 50% a 80% em ensaios clínicos. Mas são menos potentes do que os imunizantes de RNAm e aumentam as dúvidas sobre sua eficácia contra a variante delta, que é mais transmissível. Como resultado, o governo tailandês se tornou o primeiro do mundo a aplicar a vacina da AstraZeneca em pessoas que já haviam recebido uma dose ou mesmo duas da Coronavac, fabricada pela Sinovac. Embora não seja um imunizante de RNAm, estudos tailandeses mostraram que a vacina de vetor viral da empresa de Cambridge, no Reino Unido, é potente como reforço para a vacina chinesa, e que a dose da Pfizer foi considerada ainda mais eficaz.

Exportações de vacinas

Em uma resposta por escrito à Bloomberg, a Sinovac disse que a Coronavac foi eficaz na prevenção de hospitalizações, internações em unidades de terapia intensiva e mortes durante a pandemia. Um porta-voz disse que alguns países aplicaram a vacina da Sinovac primeiro em idosos, que são mais propensos a serem hospitalizados com Covid-19, enquanto populações mais jovens receberam vacinas diferentes posteriormente, “e isso deve ser levado em consideração na avaliação da eficácia da Coronavac”.

Muitos países, incluindo a Tailândia, “compraram vacinas de vários fornecedores para maximizar o número de doses disponíveis para a população”, disse a empresa.

Mesmo no Paquistão, um aliado do governo de Pequim em todas as ocasiões e onde as vacinas chinesas responderam por 84% de sua campanha de vacinação, algumas pessoas buscam encontrar vacinas ocidentais: Muhammad Kashif, um entregador de 41 anos em Karachi, conseguiu uma rara dose do imunizante da Moderna em um centro de vacinação lotado, onde os que chegaram depois tiveram que tomar a Coronavac.

Embora a Sinovac tenha permitido que a Tailândia iniciasse sua campanha antes do planejado, os 6 milhões de doses que chegam em outubro serão a última remessa. Em 2022, pelo menos 75% dos pedidos do governo também virão da Astra e da Pfizer.

Empresas chinesas exportaram cerca de 884 milhões de doses de vacinas do país por meio de acordos, principalmente bilaterais, com países como Brasil e Indonésia. Esta semana, o Chile começou a administrar a Coronavac em crianças de apenas 6 anos, um forte endosso de uma vacina que foi base do programa de imunização do país.

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