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Dinossauro americano pode ser o elo perdido da evolução do Tiranossauro Rex

Paleontólogos encontraram um possível elo perdido da evolução dos tiranossauros: é o recém-nomeado Daspletosaurus wilsoni, um curioso animal que tinha protuberâncias espinhosas ao redor dos olhos, cujos restos do crânio, costela e dedo fossilizados foram encontrados no noroeste do estado americano de Montana, entre 2017 e 2021.

Ele data de 76,5 milhões de anos atrás, quando o planeta passava pelo período Cretáceo, que foi de 145 a 66 milhões de anos atrás. A primeira identificação do fóssil partiu de Jack Wilson, membro da equipe de escavação que notou um osso chato saindo do sopé de uma colina: era a narina do antigo dinossauro. A descoberta foi publicada no último sábado (25) no período Paleontology and Evolutionary Science.

Dr. Denver Fowler posando com a mandíbula superior do Daspletosaurus (Imagem: Eliás Warshaw, um dos paleontólogos da equipe, escavando a rocha para recuperar o fóssil (Imagem: Dickinson Museum Center))
Dr. Denver Fowler posando com a mandíbula superior do Daspletosaurus (Imagem: Eliás Warshaw, um dos paleontólogos da equipe, escavando a rocha para recuperar o fóssil (Imagem: Dickinson Museum Center))

A linhagem de Sísifo

Enterrado em 8 metros de rocha, o fóssil foi de difícil extração, requerendo o uso de britadeiras para remover grandes pedaços da encosta até conseguir remover os ossos individualmente. A dificuldade rendeu o apelido de "Sísifo" ao espécime (oficialmente, BDM 107), em referência ao deus grego que leva uma rocha ao topo de uma colina indefinidamente.

Evolucionariamente, calcula-se que o D. wilsoni seja descendente da espécie Daspletosaurus torosus e ancestral do Daspletosaurus hornerii, surgindo entre 77 e 75 milhões de anos atrás. Sua anatomia sugere que ele estava na linhagem ancestral ao Tyranossaurus rex, já que todas as espécies aqui citadas são da família Tyrannosauridae, que abarca 9 gêneros.

Eliás Warshaw, um dos paleontólogos da equipe, escavando a rocha para recuperar o fóssil (Imagem: Dickinson Museum Center)
Eliás Warshaw, um dos paleontólogos da equipe, escavando a rocha para recuperar o fóssil (Imagem: Dickinson Museum Center)

A escassez de fósseis, no entanto, torna difícil a definição de uma linha evolucionária completa e sequencial: por isso, muitos pesquisadores acreditam que a linhagem não seria única, e que espécies relacionadas não descenderiam uma da outra. Com o D. wilsoni, temos uma sugestão mais forte de uma linha consecutiva, um tipo de escada evolutiva que põe as espécies em sequência, e não como primos evolutivos.

A posição da nova espécie é idealmente colocada entre o D. torosus e o D. horneri por conta de alguns traços que compartilha com tiranossauros mais antigos, como os chifres em torno dos olhos, e outras características presentes em espécies mais antigas, como bolsões de ar no crânio. É um ótimo elo perdido dos tiranossaurídeos, segundo os cientistas.

Representação do D. wilsoni e outros tiranossaurídeos lutando por uma carcaça de centrossauro (Imagem: Rudolf Hima/Badlands Dinosaur Museum)
Representação do D. wilsoni e outros tiranossaurídeos lutando por uma carcaça de centrossauro (Imagem: Rudolf Hima/Badlands Dinosaur Museum)

E no que isso impacta no nosso dinossauro mais famoso? Bem, já que temos indicações mais fortes de uma linhagem sequencial entre as espécies já encontradas de ancestrais, os outros tiranossaurídeos — incluindo o T. rex — podem ter, também, evoluído de uma forma igualmente linear. O plano dos paleontólogos é seguir com a pesquisa para explorar a possibilidade mais a fundo.

Fonte: Canaltech

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