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Diniz e a "vitória" de um tempo só, num time e clube perdedor

Alexandre Praetzel
·2 minutos de leitura
Fernando Diniz segue em debate no SP. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Fernando Diniz segue em debate no SP. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O São Paulo precisa de um milagre para seguir na Libertadores da América. A derrota de 4 a 2 para a LDU, combinada com a goleada de 6 a 0 do River Plate sobre o Binacional-PER, deixaram o time numa situação muito difícil. O São Paulo tem que vencer argentinos e peruanos e torcer para o River não derrotar a LDU, pelo fato da equipe ter 11 gols de saldo contra zero do tricolor, além de três pontos a mais.

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Em outros tempos, isso até seria provável pela qualidade e força são-paulina. Hoje, passa a imagem de ilusão, pelo momento do São Paulo como um todo, envolvendo time e gestão. O time não inspira grandes projeções e a gestão está próxima de um final melancólico, com o maior déficit da história, um rombo nas finanças e pouquíssima coisa a comemorar. Leco deveria ter antecipado a eleição, mas preferiu terminar um mandato para ser esquecido. Demitir Fernando Diniz seria apenas mais uma atitude destemperada, num clube sem ideias e parado no tempo, priorizando vontades pessoais em detrimento da instituição.

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Diniz está mal como treinador? Sim. E aumentou sua impopularidade com uma declaração totalmente desconectada da realidade. Diniz defendeu a atuação da equipe, ao lembrar que o SP “venceu” o segundo tempo por 2 a 1....Ora, isso pareceu um deboche de um cara que sempre foi muito verdadeiro nas suas respostas, dando de ombros para o vareio de 3 a 0, no primeiro tempo.

Acho que Diniz não deve ser demitido. Ele mudou a formação principal e lançou vários jovens revelados em Cotia. O problema é a maneira de colocá-los em campo, como ficou provado em Quito com os 11 que terminaram a partida, tendo sete nomes da base são-paulina. O SP perdeu com Volpi; Paulinho, Diego Costa, Léo e Reinaldo; Rodrigo Nestor, Gabriel Sara e Igor Gomes; Helinho, Brenner e Trellez, espalhados e derrotados. Assim, fica mais para o desespero do que para qualquer plano de jogo.

O SP está no G4 da Série A e ainda tem a Copa do Brasil pela frente. Trazer um novo treinador para três meses beira à irresponsabilidade, com a proximidade da eleição à presidência. O problema é que irresponsabilidade virou rotina no SP atual, fragmentado por ações políticas, nefastas e acostumado a perder dentro e fora de campo.

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