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‘Dinheiro esquecido’: nova consulta aos valores é adiada; entenda

In this photo illustration being displayed one hundred and two hundred reais bills and a one reais coin highlighted. The Real is the current money in Brazil.
Primeira fase durou até 17 de abril

(Getty Images)

  • Banco Central adia segunda fase da consulta ao 'dinheiro esquecido' em bancos;

  • Checagem estava programada para o dia 2 de maio, mas greve dos servidores interrompeu os planos;

  • Vale destacar que quem não tinha quantias a receber na 1ª fase, pode achar nesta próxima.

O Banco Central adiou a segunda fase da consulta ao ‘dinheiro esquecido’ em bancos após servidores passarem a maior parte do mês de abril em greve e retomarem o movimento nesta terça-feira (3). A checagem estava programada para começar na segunda-feira (2) e, por enquanto, ainda não tem uma nova data definida.

A primeira fase durou até 17 de abril e disponibilizou R$ 3,9 bilhões para 28 milhões de pessoas ou empresas que tinham saldos residuais em contas-correntes. Já a segunda fase restituirá os R$ 4,1 bilhões provenientes de:

  • Tarifas cobradas indevidamente, não previstas em Termos de Compromisso assinados pelo banco com o BC;

  • Parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente;

  • Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;

  • Contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários para registro de operações de clientes encerradas com saldo disponível;

  • Entidades em liquidação extrajudicial;

  • Valores referentes ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC);

  • Recursos do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

Vale destacar que quem não possuía valores esquecidos na primeira fase, poderá encontrá-los na segunda, já que o Banco Central prometeu uma atualização nas informações. Além disso, não haverá mais a necessidade de agendar o resgate do dinheiro.

Greve dos servidores

O movimento teve início no dia 1º de abril e chegou a ser suspenso no dia 19, como um “voto de confiança” ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto, com quem chegaram a se reunir.

Apesar disso, as reuniões com a diretoria do BC foram frustrantes para os servidores, que decidiram retomar a greve nesta terça-feira (3). De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), o retorno da paralização se deve à insatisfação com o reajuste pretendido pelo governo federal, de 5% para todas as categorias.

Os funcionários do BC pedem reajuste de 27%, o que seria suficiente para repor as perdas com a inflação desde a última revisão salarial, ocorrida há três anos. Também há reivindicações não salariais, como a exigência de ensino superior para contratação de técnicos e a alteração da nomenclatura analista para auditor.

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