Mercado abrirá em 8 h 20 min
  • BOVESPA

    100.552,44
    +12,61 (+0,01%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.669,25
    +467,44 (+1,22%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,78
    -0,25 (-0,62%)
     
  • OURO

    1.916,20
    -13,30 (-0,69%)
     
  • BTC-USD

    12.776,76
    +1.719,75 (+15,55%)
     
  • CMC Crypto 200

    256,13
    +11,24 (+4,59%)
     
  • S&P500

    3.435,56
    -7,56 (-0,22%)
     
  • DOW JONES

    28.210,82
    -97,97 (-0,35%)
     
  • FTSE

    5.776,50
    -112,72 (-1,91%)
     
  • HANG SENG

    24.694,75
    -59,67 (-0,24%)
     
  • NIKKEI

    23.454,85
    -184,61 (-0,78%)
     
  • NASDAQ

    11.617,00
    -74,25 (-0,64%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6510
    +0,0010 (+0,02%)
     

Dinâmica recente da dívida é desequilíbrio "muito perigoso", diz Campos Neto

·1 minuto de leitura
.
.

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central tem conversado com o governo sobre a dinâmica recente da dívida com a avaliação de que o aumento recente dos prêmios em títulos curtos faz parte de desequilíbrio "muito perigoso", sinalizou o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

O presidente do BC ressaltou, em entrevista à Jovem Pan veiculada nesta quarta-feira, que a trajetória da curva de juros no Brasil está muito ligada à percepção de estabilidade fiscal.

O compromisso do governo com a sustentabilidade das contas públicas tem sido colocado em xeque em meio a indefinições sobre o financiamento de um novo programa de transferência de renda a partir do ano que vem e o respeito à regra do teto de gastos nesse contexto.

Questionado sobre a possibilidade da rolagem dos títulos públicos que vencem no curto prazo ficar muito mais complicada caso o governo não consiga passar o recado de comprometimento com o fiscal, ele respondeu "exatamente".

"Começou a ter uma percepção no mercado que a necessidade de rolagem de dívida era muito alta. Isso pressiona o prêmio desses títulos de dívida, faz com que as taxas de juros futuras comecem a subir. O governo reage encurtando um pouco a dívida, depois os próprios papéis de dívida mais curta começam também a ter um prêmio e isso gera uma disfuncionalidade", afirmou.

"Nós (do BC) somos a parte monetária e cambial da equação, mas a gente sempre tem uma interação com o governo no sentido de alertar que isso é um equilíbrio, ou é um desequilíbrio, melhor falando, muito perigoso", acrescentou.

(Por Marcela Ayres)