Dilma reafirma preocupação com efeitos da crise

A presidente Dilma Rousseff voltou a manifestar preocupação com a crise financeira internacional. "O Brasil viu, na criação da União Europeia e do euro, e no surgimento do moderno estado de bem-estar social, uma inspiração para o que queríamos também construir em nossa região. Por essa razão, preocupam-nos as dificuldades que este continente está enfrentando na hora atual", disse a presidente Dilma, durante almoço, em Madri, oferecido pelo Rei Juan Carlos I e pela Rainha Sofia, da Espanha, segundo discurso divulgado pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Dilma completou que a preocupação é não apenas pelos efeitos negativos que a crise tem sobre o funcionamento da economia mundial, "mas pelos efeitos sobre algumas das maiores conquistas sociais da humanidade". "Não queremos que a crise atual venha a corroer um paradigma econômico e político que nos é caro - a cooperação expressa no euro e que é exemplo para a América Latina", disse.

A presidente destacou os avanços do Brasil, com políticas públicas que favorecem dezenas de cidadãos historicamente excluídos do processo econômico, e disse que defende o crescimento inclusivo com justiça social para todos os países do mundo.

"Daí nossa preocupação com que a crise financeira não venha a solapar mais o crescimento da economia global, com impacto profundo e duradouro na Zona do Euro. A superação dessas dificuldades, sem prejuízo para a unidade europeia, é o que mais desejamos", destacou a presidente. Segundo ela, a experiência latino-americana da última década "recomenda persistir no caminho do crescimento com proteção da renda e do emprego - elementos indispensáveis para o êxito de qualquer ajuste".

A presidente Dilma destacou ainda que o Brasil será sempre um aliado disposto a participar de um pacto pelo crescimento, recuperação da demanda global e emprego. Dilma encerrou seu discurso destacando que o futuro reserva ao País muitas oportunidades "oferecidas pelo nosso Programa de Aceleração do Crescimento, pelas explorações do pré-sal e pelos grandes eventos esportivos no Brasil - a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016".

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