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Dilma, Lula e FHC respondem Bolsonaro: “Se comporta como um fascista”

Anita Efraim
·3 minuto de leitura
Brazilian President Dilma Rousseff (C), former presidents Luiz Inacio Lula da Silva (L), Fernando Henrique Cardoso (R), Jose Sarney (2-R) and Fernando Collor (back), and other authorities arrive at Planalto Palace, in Brasilia, on May 16, 2012 to attend the inauguration ceremony of the National Commission of Truth that will investigate crimes and human rights violations committed during the Brazilian military dictatorship (1964-1984).  AFP PHOTO/Pedro LADEIRA        (Photo credit should read PEDRO LADEIRA/AFP/GettyImages)
Na frente, os ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso (Foto: Pedro Ladeira/AFP/GettyImages)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que Dilma Rousseff tenha sido torturada durante a ditadura militar brasileira. À apoiadores, Bolsonaro disse que há uma “vitimização”.

“Os caras se vitimizam o tempo todo. ‘Fui perseguido’. Teve um fato, esqueci o nome da pessoa, mas é só procurar o nome da pessoa que você acha com facilidade, que a Dilma foi torturada e quebraram a mandíbula dela. Eu falei ‘traga o raio-x pra gente ver o calo ósseo’, e olha que eu não sou médico, hein? Até hoje tô aguardando o raio-x aí.”

Enquanto Bolsonaro colocava em dúvida a tortura sofrida por Dilma, apoiadores riam.

Em nota, Dilma reagiu e chamou o presidente de fascista e sociopata. “É triste, mas o ocupante do Palácio do Planalto se comporta como um fascista. E, no poder, tem agido exatamente como um fascista. Ele revela, com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador. Ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte”, declarou a petista.

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Na visão da ex-presidente, “a cada manifestação pública como esta, Bolsonaro se revela exatamente como é: um indivíduo que não sente qualquer empatia por seres humanos, a não ser aqueles que utiliza para seus propósitos. Bolsonaro não respeita a vida, é defensor da tortura e dos torturadores, é insensível diante da morte e da doença, como tem demonstrado em face dos quase 200 mil mortos causados pela Covid-19 que, aliás, se recusa a combater. A visão de mundo fascista está evidente na celebração da violência, na defesa da ditadura militar e da destruição dos que a ela se opuseram”.

Para a ex-presidente a fala de Bolsonaro não insulta apenas a ela, mas todas as vítimas da ditadura militar brasileiras e os parentes delas, “muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos”.

Além de Dilma, vítima dos insultos, os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso também repudiaram a fala de Bolsonaro. Nas redes sociais, Lula escreveu que o Brasil “perde um pouco de sua humanidade a cada vez que Jair Bolsonaro abre a boca”. O petista se solidarizou com Dilma e a declarou que a ex-presidente é uma “mulher detentora de uma coragem que Bolsonaro, um homem sem valor, jamais conhecerá”.

Para FHC, brincar com a tortura de Dilma ou de qualquer outra pessoa é inaceitável, “concorde ou não com as atitudes políticas das vítimas. Passa dos limites”, declarou.