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Dificuldade para emagrecer? A culpa pode ser da química cerebral!

Cientistas do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia estão investigando as químicas cerebrais envolvidas em nossos desejos por comidas gordurosas, e trazem uma conclusão: a obesidade tem mais a ver com processos no cérebro do que com força de vontade. No centro dos estudos está a leptina, conhecida como hormônio da fome.

O peptídeo em questão, segundo os pesquisadores, pode ser o principal culpado pela reincidência no consumo excessivo de alimentos gordurosos por indivíduos que passaram por dietas bem-sucedidas para controle da obesidade — o que acontece, na verdade, com a maioria deles. Testes mostram que algumas pessoas têm propensão a engordar mesmo quando seguem os exercícios e regimes recomendados.

Culpa de sair da dieta e ter vontade de comer comidas gordurosas pode não cair na falta de força de vontade individual — mas sim nos hormônios (Imagem: Prostock-studio/Envato)
Culpa de sair da dieta e ter vontade de comer comidas gordurosas pode não cair na falta de força de vontade individual — mas sim nos hormônios (Imagem: Prostock-studio/Envato)

Leptina e o ganho de peso

A leptina é um dos hormônios produzidos por células de gordura que podem diminuir o apetite ao sinalizar que você está saciado, quando as reservas de energias são suficientes. Um pouco da substância também é produzida no estômago depois de comer, circulando pelo corpo e indo até o cérebro. Interagindo com o tronco cerebral e o hipotálamo, a leptina ajuda a manter o corpo saudável, afetando o metabolismo, a regulação do sistema endócrino e o sistema imune.

Os níveis da substância no sangue são menores em pessoas mais magras, mas os números podem variar dependendo de quando foi a última vez que comemos e dos padrões de sono: evitar comidas gordurosas pode ajudar a diminuir o apetite porque isso afeta os níveis de leptina do corpo. A questão é que algumas pessoas obesas não respondem bem aos sinais que suprimem o apetite lançados pela leptina — alguns estudos dizem que a obesidade pode levar à resistência a esses efeitos hormonais.

Quando o corpo resiste à supressão de apetite, a sensação de saciedade nunca vem, fazendo com que você coma mais mesmo quando há gordura armazenada o suficiente. Nesse estado, o corpo também entra em estado de "faminto", diminuindo os níveis energéticos e fazendo com que usemos menos calorias para preservar as reservas de gordura.

À medida que a ciência for entendendo melhor a relação entre hormônios, cérebro e gordura, mais tratamentos poderão ser elaborados para a perda de peso (Imagem: Nestea06/Envato Elements)
À medida que a ciência for entendendo melhor a relação entre hormônios, cérebro e gordura, mais tratamentos poderão ser elaborados para a perda de peso (Imagem: Nestea06/Envato Elements)

Alguns estudos, ao longo dos anos, têm focado em abordagens terapêuticas para controlar hormônios da fome na luta contra a obesidade e resistência à leptina. Certos cientistas injetaram hormônios que bloqueiam a fome em camundongos após dietas, evitando o efeito rebote; outros estudam a ligação de tecidos gordurosos com o cérebro e a liberação de hormônios; um último encontrou uma relação entre hormônios nas vísceras que bloqueiam os efeitos da leptina e agem mais sob dietas com muita gordura.

A leptina foi descoberta em 1994, mas ainda está sendo estudada, já que não entendemos completamente como ela se relaciona com outros hormônios, com a gordura corporal e os circuitos cerebrais relacionados à obesidade. As lições que temos de estudos como esse são, em suma, que a obesidade não é culpa da falta de força de vontade dos indivíduos — e pesquisas como as citadas aqui estão buscando abordagens terapêuticas que possam lidar com as relações hormonais envolvidas no ganho de peso.

Como de costume, o melhor que se pode fazer até que tratamentos com a leptina sejam elaborados é ter uma dieta nutritiva, balanceada e com consumo limitado de gordura, fazer exercícios regularmente por pelo menos 30 minutos na maioria dos dias e controlar estresse e hábitos do sono. Espera-se que, a partir de pesquisas como essas, entendamos melhor porque as pessoas acabam saindo de suas dietas — sem cair na culpa pessoal por isso.

Fonte: Canaltech

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