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Diesel, gasolina e etanol mantêm alta nos postos do Brasil na semana, indica ANP

Gabriel Araujo
·3 minuto de leitura
Carro sendo abastecido com combustíveis em um posto em Cuiabá

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) - O preço médio do diesel subiu pela terceira semana seguida nos postos do Brasil, enquanto gasolina e etanol também aumentaram, segundo levantamento da reguladora ANP, mantendo viés de alta em meio a um intenso debate no país sobre o valor dos combustíveis, que mobilizou até o presidente Jair Bolsonaro.

A cotação média do diesel nas bombas atingiu 3,811 reais por litro nesta semana, alta de 1,3% em relação à semana anterior, mostraram os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira.

Até o momento neste ano, ainda de acordo com as pesquisas semanais da ANP, o valor do combustível mais consumido do Brasil recuou em apenas uma ocasião --entre 17 e 23 de janeiro, quando registrou uma modesta queda de 0,1%.

A gasolina comum seguiu a mesma toada e avançou 1,34% nesta semana, para uma média de 4,833 reais o litro nas bombas. Esta é a oitava semana consecutiva de ganhos no preço da gasolina.

O etanol, concorrente da gasolina nas bombas, também subiu. Com alta de 0,67% em relação à semana anterior, o litro do biocombustível alcançou em média 3,311 reais nos postos.

O preço médio do diesel, conforme a pesquisa da ANP, está 4,8% acima do patamar em que começou o ano, enquanto o da gasolina acumula aumento de 7% em 2021. O etanol subiu 4,12% no período.

O valor dos combustíveis tem se mantido no foco do governo federal nas últimas semanas, principalmente após caminhoneiros terem ameaçado uma greve que incluía entre suas pautas os altos custos com o diesel.

O movimento, marcado para 1º de fevereiro, acabou não ganhando força, mas o presidente Jair Bolsonaro seguiu fazendo acenos à categoria.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro encaminhou ao Congresso uma proposta que altera a cobrança do ICMS --um imposto estadual-- sobre combustíveis, o que segundo ele daria mais previsibilidade e reduziria os preços finais dos produtos.

O presidente alega que os governos estaduais aumentam arrecadação com o ICMS sempre que os preços dos combustíveis sobem, afirmando repetidamente que o os impostos federais que incidem sobre esses produtos permanecem os mesmos.

Ajudando a pressionar as cotações nos postos, a Petrobras anunciou reajustes nas refinarias a partir da última terça-feira-- com alta de 8% na gasolina e 6% no diesel, enquanto também reafirmou sua independência do governo federal para definição dos valores.

No acumulado do ano, o diesel apura alta de 10,9% nas refinarias da estatal, que domina o mercado de refino no Brasil. Na gasolina, o aumento era de 22,2% no período, de acordo com cálculos da Reuters.

A Petrobras diz definir seus preços de acordo com a paridade de importação, com influência de fatores como a cotação do dólar e o valor do petróleo no mercado internacional.

Os valores nos postos, no entanto, não acompanham necessariamente os reajustes nas refinarias e dependem de uma série de questões, incluindo margem de distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biocombustíveis.

O movimento interno de alta dos preços acompanha em parte uma recuperação nas cotações globais do petróleo e combustíveis, à medida que a demanda retoma níveis pré-pandemia de coronavírus diante da flexibilização de lockdowns em diversos países.

Os preços da gasolina na Ásia, Europa e Estados Unidos avançaram para máximas de um ano nesta semana, enquanto o petróleo Brent, referência internacional da commodity, superou a marca de 60 dólares por barril pela primeira vez em um ano.

(Por Gabriel Araujo)