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Didi, dona da 99, deixa Bolsa dos EUA após pressão chinesa e nova lei

·2 min de leitura

O Didi Chuxing, grupo chinês do transporte de passageiros que controla a brasileira 99, anunciou nesta sexta-feira (3) que vai deixar de ter cotação na Bolsa de Nova York. O movimento acontece apenas cinco meses após sua abertura de capital (IPO), que foi considerada um fracasso por analistas.

Em junho, a Didi arrecadou US$ 4,4 bilhões (hoje, R$ 24,9 bilhões) e tornou-se a segunda maior entrada de uma empresa chinesa na Bolsa norte-americana, perdendo apenas para a Alibaba em 2014, que abocanhou US$ 25 bilhões (hoje, R$ 141,5 bilhões).

Porém, pouco depois foi alvo de uma investigação da China sobre a cibersegurança de grandes empresas de tecnologia do país. Seus apps foram removidos das lojas online chinesas. Como resultado, os títulos da Didi perderam 45% do valor, caindo de US$ 14 (R$ 79,28) a US$ 7,80 (R$ 32,85).

Braço brasileiro da Didi, a 99, afirma ter 18 milhões de passageiros e 600 mil motoristas (Imagem: Divulgação/99)
Braço brasileiro da Didi, a 99, afirma ter 18 milhões de passageiros e 600 mil motoristas (Imagem: Divulgação/99)

A situação piorou nesta sexta-feira, quando o SEC, órgão regulador do mercado dos EUA, anunciouo surgimento de uma regulamentação que permite retirar do pregão as empresas que não auditam suas contas com auditores autorizados. Entram nesse perfil todas as empresas chinesas em Wall Street. Pouco depois, a Didi anunciou sua saída da Bolsa do país.

"Após considerações cuidadosas, [a Didi] iniciará o processo de retirada da Bolsa de Nova York a partir de hoje e começará os preparativos para a cotação em Hong Kong", afirmou a empresa em um comunicado. A Didi domina o mercado de transporte privado na China, com 15 milhões de motoristas e quase 500 milhões de clientes. Já seu braço brasileiro, a 99, afirma ter 18 milhões de passageiros e 600 mil motoristas.

Mas a nova regra americana ainda pode fazer mais vítimas. Outras gigantes chinesas caíram na Bolsa de Nova York nesta sexta, como as empresas de e-commerce JD.com e Alibaba, que caíram mais de 7% e 5% respectivamente, além do buscador Baidu (3,6%) e a companhia de jogos e música NetEase (8%). Resta saber se esse grupo também repetirá os passos da Didi.

Fonte: Canaltech

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