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Dicas para prevenir e identificar a melanoma, câncer que matou Roberto Leal

Melanoma é um tipo de câncer (Getty Iamges)

O cantor e compositor Roberto Leal faleceu no dia 15 de setembro, aos 67 anos, vítima de um câncer de pele conhecido como melanoma, que se agravou e acabou se espalhando para o fígado.

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De acordo com o médico Elimar Gomes, especialista em cirurgia dermatológica e coordenador da campanha Dezembro Laranja – iniciativa para prevenção do câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o melanoma não é o tipo mais frequente entre os cânceres de pele: “mas pode ter um prognóstico ruim e alto índice de mortalidade”, afirma. Segundo o médico, o melanoma é considerado agressivo por conta da alta probabilidade de metástase – a disseminação do câncer para outros órgãos do corpo.

Detecção prematura é essencial para um tratamento adequado

A doença que atingiu o cantor representa apenas 3% das neoplasias malignas encontradas na pele. Apesar disso, não é um caso isolado: estima-se que, no Brasil ocorreram 6.260 novos casos da doença em 2018, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Gomes explica que o melanoma é um câncer de pele originário dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina e que dão cor à nossa pele. A detecção prematura é essencial para um tratamento rápido e adequado. “Embora o diagnóstico do melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90% quando há detecção precoce da doença”, explica o médico.

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De acordo com o médico, o diagnóstico precoce deve ser dado mesmo para o tumores menos agressivos e de baixa letalidade, porque “podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.”

Como identificar o melanoma?

No geral, ele aparece em forma de pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou mais escuros. “A ‘pinta’ ou ‘sinal’, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento”, esclarece o especialista. Ele diz ainda que é importante ter o hábito de sempre observar a própria pele e procurar um médico ao notar qualquer anomalia. “Vale lembrar que uma lesão considerada normal para um leigo, pode ser suspeita para um médico”, ressalta.

As lesões de pele podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente, “são mais comuns no tronco, principalmente nas costas em homens, e pernas e no tronco, em mulheres”, aponta Gomes. Pessoas de pele clara e as que se queimam com facilidade ao se expor ao sol, devem ter atenção especial porque têm maior risco de desenvolver a doença. Peles negras e asiáticas, apesar de menor probabilidade, também devem se prevenir.

Cinco dicas para se proteger

De acordo com a SBD, não existe medida fotoprotetora que, isoladamente, garanta uma fotoproteção adequada. Por isso, a recomendação é combinar o maior número possível de medidas:

  1. Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h. Considerando a época do ano (verão) e a localidade da exposição, deve-se considerar um período ainda maior de restrição ao sol;

  2. Usar roupas, chapéus ou bonés;

  3. Usar óculos de sol para prevenção do dano solar nos olhos;

  4. Sombras naturais (cobertura de árvores) ou artificiais (guarda-sol, tenda, cobertura de edificações ou outras) é sempre medida adicional;

  5. Usar corretamente protetor solar com FPS (Fator de Proteção Solar) mínimo de 30.