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'Dia de lockdown nacional' tem paralisações e protestos em terminais de ônibus e metrô

FERNANDA BRIGATTI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Trabalhadores do transporte coletivo realizaram nesta quarta-feira (24) protestos e paralisações em terminais de ônibus e metrô em diversas cidades brasileiras. As manifestações integram o “dia de lockdown nacional” convocado pelas centrais sindicais, que cobram velocidade na vacinação contra a Covid-19, auxílio emergencial de R$ 600 e medidas de proteção ao emprego e às empresas. O Brasil vive o momento mais dramático desde que a pandemia teve início, há pouco mais de um ano. Na capital paulista, os protestos foram nos terminais Pinheiros, Parque Dom Pedro, Santana, Cachoeirinha, Capelinha, Santo Amaro, AE Carvalho, São Miguel, Sapopemba e Tiradentes. O Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) diz que os trabalhadores não chegaram a fazer uma paralisação, mas em alguns terminais houve atraso na saída dos veículos. A entidade afirma que foram organizadas ações de protesto, como a abertura de faixas onde era possível ler “Vacinação, já!”. Os metroviários de São Paulo também participaram do movimento e estenderam faixas em estações, que diziam “Lockdown pela Vida! Vacina para todos! Renda emergencial de R$ 600 até o fim!”. Segundo a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), houve registro de adesão ao movimento entre os rodoviários do transporte suburbano de Sorocaba e também nos terminais da Vila Régia e em Mairinque, e em Guarulhos (SP). A entidade diz ainda ter registrado paralisações em Salvador (BA), onde o sindicato dos rodoviários metropolitanos ofereceu café da manhã aos trabalhadores, e em Natal (RN). Nessas cidades, segundo a CNTTL, houve paralisações das atividades em dois momentos do dia, entre 4h e 6h, e depois entre 10h e 13h. Pela manhã, os dirigentes das centrais sindicais participaram de uma transmissão pela internet, em que discutiram a pauta do “dia de lockdown” e defenderam a necessidade de os governos definirem estratégias de defesa do emprego e de proteção às empresas. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, também participou da transmissão, como representante do fórum de gestores estaduais. Para ela, a retomada do pagamento do auxílio emergencial é fundamental para conter as contaminações. Para os sindicatos, sem uma contrapartida financeira, trabalhadores sem emprego e sem renda não terão condições de adotar quarentenas voluntárias. A demanda por doações de alimentos e dinheiro para atender populações vulneráveis aumentou. Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), diz que os sindicatos estão elaborando uma carta, que deverá ser assinada também por empresários, pedindo que os governos reforcem os benefícios emergenciais. Nesta quarta, governadores de 16 estados enviaram à cúpula do Congresso uma carta pedindo que o novo auxílio seja de R$ 600. O governo federal prevê parcelar entre R$ 150 e R$ 375. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, defendeu a realização de lockdowns “planejados e organizados” por todo o país, para frear o avanço da pandemia no Brasil. Os sindicalistas também voltaram a cobrar mais velocidade na vacinação, que permita a retomada segura das atividades. “Sem vacina, a economia não sai do buraco”, diz Patah. Também participaram da live os presidentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sérgio Nobre, da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Adilson Araújo, da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Antonio Neto, e da NCST (Nova Central), José Reginaldo Inácio. Juntas, essas centrais representam cerca de 80% dos trabalhadores sindicalizados no Brasil, o equivalente a 10 milhões de pessoas.