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'Dia dos solteiros' impulsiona economia chinesa

Patrick BAERT
·3 minuto de leitura
Um funcionário em um depósito da JD.com em Pequim, em 11 de novembro de 2020

'Dia dos solteiros' impulsiona economia chinesa

Um funcionário em um depósito da JD.com em Pequim, em 11 de novembro de 2020

O "Dia dos solteiros", o maior evento de comércio online do mundo, gerou um frenesi de compras na China, um bom presságio para a recuperação econômica do gigante asiático.

Como todos os anos, o 11 de novembro incentiva os consumidores chineses a recorrerem a seus celulares e computadores para encomendar milhões de produtos com preços promocionais, de móveis a computadores, roupas ou alimentos.

Na China, a data (11/11), com tantos 1s consecutivos, é considerada propícia ao consumo para solteiros.

A empresa postal chinesa processou pelo menos 675 milhões de pacotes na quarta-feira, 26% a mais que no ano anterior, informou a agência de notícias Xinhua nesta quinta-feira.

Em termos de faturamento, é difícil comparar os números de um ano para o outro, já que os dois maiores grupos de comércio online decidiram antecipar as vendas para 1º de novembro. Assim, as 24 horas do "Dia dos solteiros" passaram a ser 10 dias.

A gigante Alibaba, que idealizou o evento em 2009, anunciou que vendeu mercadorias no valor de 498,2 bilhões de yuans (68,3 bilhões de euros) em suas diferentes plataformas desde 1º de novembro, um número 26% maior do que no mesmo período do ano passado.

Sua concorrente JD.com anunciou vendas de 271,5 bilhões de yuans (34,8 bilhões de euros).

Outros consumidores recorreram a outras plataformas de comércio online, como Pinduoduo, que não divulga seus números.

Além disso, o comércio tradicional também reduz os preços de seus produtos no dia 11 de novembro.

- Acordado por um aspirador -

Muitos economistas esperavam ver nos números de faturamento a confirmação da recuperação econômica, após a paralisação sofrida no início do ano em função do novo coronavírus.

"Nós nos beneficiamos de uma recuperação robusta no consumo na China", disse Jiang Fan, presidente das duas plataformas de varejo da Alibaba, Tmall e Taobao, em um comunicado.

Isso é comprovado por Liu Yu, um operário de Pequim que não hesitou em aproveitar os grandes descontos desde a madrugada de quarta-feira.

"Fiquei acordado até a meia-noite para poder encomendar o aspirador robô que estava de olho por semanas", disse ele à AFP. "Em princípio, custava mais de 4.000 yuans, mas finalmente consegui por pouco mais de 2.000", conta feliz.

O bom nível de vendas deve aliviar um pouco as gigantes da internet, que estão na mira das autoridades.

Suas ações despencaram na quarta-feira na Bolsa de Valores de Hong Kong após o anúncio de novos regulamentos contra práticas anticompetitivas no setor digital, como cláusulas de exclusividade impostas por alguns grupos.

Assim, após ter despencado quase 10% na quarta-feira, Alibaba subia modestos 1,85% nesta quinta-feira em Hong Kong, enquanto a JD.com subia 7,67% depois de cair mais de 9% no dia anterior.

Além disso, as autoridades proibiram na semana passada o IPO do Ant Group, entidade especializada em pagamentos online da Alibaba, que administra Alipay.

Um veto ocorrido dias depois que Jack Ma, o excêntrico fundador do Alibaba, questionou publicamente o papel dos reguladores. A razão pela qual eles alegaram é que as plataformas de empréstimos online da Ant podem estar violando os regulamentos dos bancos públicos.

tjx-bar/oaa/jvb/mar/mr