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Dia da doença de Alzheimer: o que a ciência tem feito rumo à cura e à prevenção?

Esta quarta-feira (21) marca tanto o Dia Mundial da Doença de Alzheimer quanto o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. Independente do nome que recebe, a data busca ampliar o debate sobre esta doença que afeta, de forma permanente, a memória, a cognição e o comportamento dos pacientes. Atualmente, a ciência busca maneiras de curar e prevenir este quadro que ainda é irreversível.

Se a ciência ainda não chegou a uma cura para o Alzheimer, isso não significa que milhares de cientistas não estejam trabalhando em formas de controlar o avanço deste tipo de demência ou ainda em reverter quadros avançados da condição. Nos últimos anos, pesquisas sobre o tema avançaram de forma significativa e, hoje, parte do mistério da doença de Alzheimer foi revelado.

Vale lembrar que cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência no Brasil, sendo que a mais comum é o Alzheimer. Por ano, 100 mil novos casos de declínio cognitivo são registrados entre os brasileiros. Para os próximos anos, a tendência é que os novos diagnósticos continuem a aumentar, conforme aponta o último relatório da Alzheimer’s Disease International. Neste cenário, novos avanços na medicina são extremamente necessários.

Ciência vança na compreensão do cérebro humano e busca novas formas de combater o alzheimer (Imagem: Alexstand/Envato)
Ciência vança na compreensão do cérebro humano e busca novas formas de combater o alzheimer (Imagem: Alexstand/Envato)

Doença de Alzheimer identificada através do sangue

"Com o investimento público e privado em pesquisa recorde, é um momento emocionante para a pesquisa sobre o Alzheimer e a demência", afirma Heather Snyder, vice-presidente da Alzheimer's Association, em comunicado. Inclusive, em movimento recente, bilionários estão investindo em estudos promissores contra a doença.

Em agosto, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e outros empresários anunciaram uma doação de US$ 11 milhões — cerca de 56,6 milhões de reais — para acelerar o desenvolvimento de testes de diagnóstico que identifiquem, de forma precoce, casos da doença de Alzheimer.

Baseado nos exames de sangue que diagnosticam o câncer, o objetivo específico do financiamento é criar formas de biópsia líquida para o Alzheimer. Estas oferecem uma maneira não invasiva de se rastrear os pacientes e ainda fornecem diagnósticos precoces. Na área oncológica, eles já permitem a identificação de alguns tipos de câncer até 4 anos antes dos primeiros sintomas.

Conhecido pelo nome de biópsia líquida, exame de sangue pode fornecer diagnóstico precoce de Alzheimer (Imagem: Maxxyustas/Envato Elements)
Conhecido pelo nome de biópsia líquida, exame de sangue pode fornecer diagnóstico precoce de Alzheimer (Imagem: Maxxyustas/Envato Elements)

Estudos buscam novas formas de diagnóstico

Além das biópsias líquidas e os biomarcadores de demência no sangue, outros estudos se concentram em entender quais alterações precoces o Alzheimer provoca no organismo e, com isso, acelerar o diagnóstico.

Recentemente, cientistas portugueses anunciaram ter descoberto a primeira ou pelo menos uma das primeiras regiões do cérebro afetadas pela doença. Através de exames de imagem, a equipe observou que a condição se inicia em uma região conhecida como cíngulo posterior.

De forma paralela, pesquisadores norte-americanos treinam uma Inteligência Artificial (IA) para a identificação do quadro. A estratégia consiste em analisar os padrões de uso da glicose nos cérebros de pacientes que, potencialmente, podem ter demência.

Tratamentos promissores para a cura do Alzheimer

Apesar dos avanços dos últimos anos, a ciência ainda não sabe exatamente o porquê da doença ocorrer. É possível que o seu desenvolvimento esteja relacionado com infecções virais, por exemplo. Um aparente consenso é de que duas proteínas — beta-amiloide e tau — desempenham papel fundamental na evolução do quadro de demência.

Sabe-se que, em pacientes com Alzheimer, elas se acumulam, de forma desproporcional no cérebro, afetando o comportamento e as atividades regulares do sistema nervoso. Por exemplo, quando as beta-amiloides se agrupam, estas proteínas parecem ter um efeito tóxico nos neurônios. Com isso, interrompem a comunicação célula a célula. Em determinado momento, elas formam grandes aglomerados, chamados de placas amiloides.

Declínio cognitivo do Alzheimer está relacionado com a formação de placas beta-amiloides no cérebro (Imagem: Ermal Tahiri/Pixabay)
Declínio cognitivo do Alzheimer está relacionado com a formação de placas beta-amiloides no cérebro (Imagem: Ermal Tahiri/Pixabay)

Quais medicamentos podem ajudar contra o avanço da doença?

A partir do comportamento disfuncional da proteína beta-amiloide observado no cérebro dos pacientes, diferentes laboratórios e farmacêuticas desenvolveram medicamentos que têm elas como alvo de ação. No momento, estes estudos ainda estão em andamento ou passam por análises da agência Food and Drug Administration (FDA) dos EUA.

Entre as fórmulas mais promissoras, a plataforma Healthline destaca três que miram na proteína beta-amiloide:

  • O anticorpo monoclonal lecanemab, da Biogen e Eisai;

  • O medicamento donanemab, da Eli Lilly;

  • O remédio gantenerumab, da Roche.

Formas de prevenção conhecidas do Alzheimer

Praticar exercícios e dormir bem estão relacionados com menor risco para o Alzheimer (Imagem: Schantalao/Freepik)
Praticar exercícios e dormir bem estão relacionados com menor risco para o Alzheimer (Imagem: Schantalao/Freepik)

A boa notícia é que a ciência também avançou no estudo das estratégias que evitam o risco de desenvolver o Alzheimer, como a importância de uma vida ativa. Isso porque, segundo pesquisa norte-americana, o exercício físico consegue alterar a atividade das células imunológicas do cérebro, o que reduz a inflamação e aumenta a proteção do indivíduo contra este tipo de demência.

Outro ponto que merece destaque é a importância das boas noites de sono, segundo outro estudo dos EUA. Os autores apontam que, durante o sono, as células do sistema imunológico atacam e eliminam as proteínas prejudiciais que ameaçam se acumular no cérebro, como a beta-amiloide. Quando o período de descanso é afetado, o controle natural dessas proteínas também é, o que facilita a multiplicação desproporcional.

Além disso, outras condições podem aumentar o risco de Alzheimer, como obesidade, pressão alta, colesterol elevado, diabetes descompensada, hábito de fumar e consumo excessivo de álcool. Para os próximos anos, a ciência deve estar mais perto de reduzir o risco de novos casos e, muito provavelmente, irá aumentar o leque de tratamentos disponíveis para além da prevenção.

Fonte: Canaltech

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