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Dia da Amazônia e a luta pela preservação da maior floresta tropical do mundo

·6 minuto de leitura

No dia 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e rica em biodiversidade. A data é uma oportunidade de conhecer mais sobre este bioma e conscientizar as pessoas sobre sua importância para o mundo — sobretudo a importância da preservação desta grande unidade.

O Dia da Amazônia foi estabelecido pela Lei nº 11.621, em 19 de dezembro de 2007. O dia 5 de setembro foi escolhido porque, nesse mesmo dia em 1850, Dom Pedro II decretou a inauguração da Província do Amazonas, onde hoje é o atual estado do Amazonas. A Amazônia se estende por nove países, mas cerca 69% de seu território se encontra em terras brasileiras.

Por isto, neste dia, diversas ações se concentram em chamar a atenção da população para o crescente desmatamento e queimadas na Amazônia, em decorrência da exploração de seus recursos naturais, o que tem causado profundos danos a este bioma de valor inestimável.

Conhecendo a Amazônia

(Imagem: Reprodução/USDA Forest Service/NASA)
(Imagem: Reprodução/USDA Forest Service/NASA)

A Amazônia tem a maior floresta tropical do mundo, fazendo parte de nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Em território brasileiro, o bioma está presente nos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão e do Mato Grosso, o equivalente a quase metade do território nacional.

Ainda, abriga uma flora sem igual, onde a Vitória Régia, uma planta típica da região, se destaca como uma das maiores plantas aquáticas do mundo — ela pode atingir até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos. A Amazônia é tão grande — cerca de 5.500 km quadrados — que, se fosse um país, seria o sétimo maior do mundo.

O bioma também é conhecido por seus "rios voadores", que se formam com a alta umidade da região e que tem uma relação direta com as árvores locais. Entre as seis mil espécies de árvores conhecidas, algumas delas têm raízes que chegam a mais de 30 metros de profundidade para retirar a água necessária do solo. Quando essa água chega aos galhos e flores, a árvore transpira e alimenta a umidade da região. Estima-se que cada árvore lance até 500 litros de água no ar ao dia — um total de 20 bilhões diariamente, somente na Amazônia.

Ao contrário do que muitos pensam, a Amazônia não é o pulmão do mundo — este título fica para os oceanos com suas algas marinhas —, mas pode ser encarada como uma espécie de ar-condicionado global. Embora contribua com 20% do oxigênio na atmosfera, a floresta atua mais na retirada de dióxido de carbono do ar, contribuindo, assim, para o controle do clima global. Além disso, cada vez mais pesquisas documentam o potencial de plantações de algas marinhas na região como forma de combate às mudanças climáticas, pois elas crescem rápido e possuem uma alta eficácia no armazenamento de carbono.

Suas riquezas naturais

(Imagem: Reprodução/CIAT/NeilPalmer)
(Imagem: Reprodução/CIAT/NeilPalmer)

A Amazônia abriga uma das maiores diversidades de espécies e animais. De acordo com um levantamento realizado pela World Wildlife Fund (WWF), quase todo dia uma nova espécie é descoberta — só em 2017, foram descobertas 216 espécie de plantas, 93 de peixes, 32 de anfíbios, 19 de répteis, uma ave e 18 mamíferos. A região também abriga o maior volume de água do planeta, com uma vazão anual média de 176 milhões de litros de água por segundo.

A costa amazônica possui o maior número de manguezais do Brasil — cerca de 80% —, locais estes que abrigam uma grande quantidade de material lamoso rico em nutrientes. Abaixo do Rio Amazonas, a 4 mil km de profundidade, cientistas descobriram um rio subterrâneo, batizado de Hamza, que corre no mesmo sentido do Amazonas. É nessa mesma região que se encontra o maior número de peixes elétricos, capazes de produzir descargas elétricas entre 300 e 1.500 Volts.

Um dos maiores símbolos da região são as tribos indígenas, presentes na floresta muito antes da colonização do Brasil. Os maiores grupos são os Guaranis, Xerentes, Amawákas, Anambés, Kambebas e os Aruá — em todo o país, há mais de 200 diferentes etnias.

Colaborando com a preservação da Amazônia

Delta do Rio Amazonas registrado por satélite (Imagem: Reprodução/NASA)
Delta do Rio Amazonas registrado por satélite (Imagem: Reprodução/NASA)

O professor da ESPM, Marcus Nakagawa, é especialista em sustentabilidade e escreveu o livro 101 dias com ações mais sustentáveis para mudar o mundo (2018), vencendo o Prêmio Jabuti em 2019. Ele conversou com o Canaltech e propôs algumas medidas a serem adotadas em favor da conservação não apenas da Amazônia, mas do meio ambiente como um todo.

Nakagawa aponta que as pessoas que vivem nos grandes centros urbanos, distantes da Floresta Amazônica, podem contribuir pela preservação do bioma apoiando as várias organizações e movimentos que ajudam a Amazônia. “Sejam ambientais ou movimentos ligados aos povos indígenas locais. Essas organizações têm batalhado pela manutenção, preservação e pela busca de um ganho focado no ambiental”, acrescentou. Ele também recomenda, quando possível, participar de ações e campanhas voltadas pela preservação e conservação da Amazônia — e, inclusive, repassá-las aos amigos. “Assinar petições públicas e tudo o que possa fazer a mobilização de longe”, ressaltou Nakagawa.

Outra maneira de fazer sua parte é adotar uma postura de consumo consciente. Por exemplo, antes de comprar papel ou madeira, procurar pelas certificações que atestam a sustentabilidade daqueles produtos. “Escolher empresas que trabalhem pelo desenvolvimento sustentável” é importante, segundo o professor. Por último, ele também ressalta a importância de cada um se envolver no tema, buscando sempre informações confiáveis com especialistas. “Estudar, divulgar e ensinar mais pessoas” é importante!

Campanha da National Geographic

A National Geographic também celebra o Dia da Amazônia, focando na conscientização sobre a preservação do bioma com a campanha O que você faz importa. A ação convida o público a refletir sobre o assunto, adotando novos hábitos que se baseiam em cinco pilares: a redução do consumo de energia; a redução do uso de plásticos descartáveis; a mudança de pensamento sobre os hábitos de consumo; a adoção de meios de transporte sustentáveis; e a atividade de inspirar os demais, gerando consciência coletiva.

Rosa Vázquez Espinosa, bióloga química e exploradora da National Geographic, recomenda, ainda, enxaguar bem qualquer recipiente plástico antes de descartá-los, uma vez que produtos químicos que possam estar ali dentro podem contaminar diferentes fontes de água — como rios, lagos e mares —, o que prejudica o ciclo biológico da vida marinha e terrestre. Já Fernando Trujillo, biólogo marinho e explorador da Nat Geo, acrescenta que o consumo responsável e consciente é essencial para evitar processos de sobre-exploração do planeta, o que inclui a Amazônia.

Entre as ações da Nat Geo, está uma página temática sobre a Amazônia, repleta de informações sobre a região e matérias especiais assinadas por exploradores da Nat Geo. Já na TV, uma programação especial começa no canal National Geographic a partir das 14h deste domingo (5).

Fonte: Canaltech

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