Mercado fechado

Ele começou vendendo sapatos de porta a porta e hoje possui uma fábrica

José Belusci, fundador da Di Pollini, e o filho, Pompeu (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

José Belusci começou a trabalhar muito cedo, com 10 anos de idade, em uma gráfica. Um dia, conheceu uma pessoa que vendia sapato de porta em porta e foi quando resolveu seguir esses passos. Assim nascia a Di Pollini, marca brasileira de calçados.

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"Meu pai começou a pegar gosto pelos sapatos e, ao invés de comprar nos depósitos de São Paulo, ia direto para Franca. Ele começou a ter melhores condições de ganho e também passou a participar da confecção dos produtos, dando palpite ao pessoal da fábrica", conta Pompeu, um dos filhos de José e responsável pelo comercial da marca. “Meu irmão Edson é CFO e meu pai cuida da fábrica até hoje.”

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O filho de José conta que esse acesso próximo às fábricas fez com que ele tivesse o desejo de abrir uma. E foi em 1974 que ele realizou o seu sonho e começou a vender os seus sapatos para grandes magazines da época. "Em 1979, ele resolveu abrir uma loja própria ao lado da fábrica e conta que essa proximidade era ótima por conta dos feedbacks dos clientes", conta.

O grande salto nas vendas aconteceu por conta do jogador de futebol Basílio, do Corinthians, que virou cliente e indicou a Di Pollini para os demais amigos que eram jogadores. “Os jogadores têm um pé difícil de calçar, são mais altos que o normal. É uma característica de quem joga bola. Meu pai fez um sob medida para o Basílio e ele começou a levar todos os amigos para lá. A nossa exposição de marca cresceu significativamente", conta. 

Então, em 1984, Pompeu conta que o pai resolveu abrir a primeira loja da marca em um shopping de São Paulo. “Estávamos com crescimento muito bom e foi determinante ter esse ponto de venda. Nos fomentou para conseguir abrir as lojas que ainda viriam pela frente. Até a década de 90 já tínhamos seis lojas próprias”, relembra. 

Mas o maior desafio que a Di Pollini enfrentou aconteceu nos anos 2000 por conta de um incêndio na fábrica, que fica instalada no centro de São Paulo. “O Brasil estava enfrentando o déficit de energia elétrica e aconteciam vários apagões. Um desses aconteceu em uma madrugada e ocorreu uma sobrecarga, que fez com que um dos chuveiros do vestiário estourasse e o local pegasse fogo”, conta.

O que não foi destruído por conta do fogo na fábrica, foi perdido pela água. “Meu pai precisou pegar todos os recursos que tinha para alugar um galpão na frente, comprou as principais máquinas e voltou a produzir. Em 60 dias, estávamos com o primeiro par”, afirma.

Atualmente, a Di Pollini conta com 15 lojas em funcionamento, todas próprias, espalhadas por São Paulo, Campinas, Curitiba e Distrito Federal. A fábrica produz cerca de 400 pares por dia e emprega 170 pessoas.