Mercado fechado
  • BOVESPA

    98.672,26
    +591,91 (+0,60%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.741,50
    +1.083,62 (+2,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    107,06
    +2,79 (+2,68%)
     
  • OURO

    1.828,10
    -1,70 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    21.520,91
    +593,70 (+2,84%)
     
  • CMC Crypto 200

    462,12
    +8,22 (+1,81%)
     
  • S&P500

    3.911,74
    +116,01 (+3,06%)
     
  • DOW JONES

    31.500,68
    +823,32 (+2,68%)
     
  • FTSE

    7.208,81
    +188,36 (+2,68%)
     
  • HANG SENG

    21.719,06
    +445,19 (+2,09%)
     
  • NIKKEI

    26.491,97
    +320,72 (+1,23%)
     
  • NASDAQ

    12.132,75
    +395,25 (+3,37%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5524
    +0,0407 (+0,74%)
     

Dióxido de carbono pode não ser o "culpado" pela perda da água de Marte

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pode não estar por trás do desaparecimento da água líquida em Marte . A conclusão vem de um estudo liderado por Edwin Kite, cientista geofísico da Universidade de Chicago que, junto de seus colegas, investigou os vestígios dos rios marcianos para descobrir mais sobre o passado da água e atmosfera do planeta vermelho.

No início da década de 1970, cientistas ficaram surpresos com as fotos da missão Mariner 9, da NASA: enquanto orbitava Marte e mapeava a superfície do planeta, a sonda fotografou uma paisagem repleta de leitos de rios, que mostravam que nosso vizinho teve grande quantidade de água líquida no passado. Como não tem placas tectônicas capazes de se mover e alterar a superfície, os vestígios dos leitos dos rios seguem visíveis.

Os pesquisadores discutem há anos se Marte teve água suficiente para formar um oceano no passado (Imagem: Reprodução/ESA & MPS for OSIRIS Team)
Os pesquisadores discutem há anos se Marte teve água suficiente para formar um oceano no passado (Imagem: Reprodução/ESA & MPS for OSIRIS Team)

Assim, Kite e seus colegas analisaram mapas baseados em milhares de fotos de satélites, capturadas em órbita. Ao analisar a sobreposição dos remanescentes dos rios e o desgaste deles, a equipe conseguiu reconstruir uma linha do tempo da mudança da atividade dos rios marcianos em relação à elevação e latitude, ao longo de bilhões de anos.

Depois, eles combinaram os resultados com simulações de diferentes condições climáticas para verificar quais condições indicariam um planeta quente o suficiente para ter água líquida, que depois desapareceria subitamente. Contudo, conforme comparavam as simulações, a equipe notou algo surpreendente: mudar a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera não mudava este desfecho; portanto, é possível o composto não seja o causador das mudanças em Marte.

Kite é especialista no clima de outros mundos, e observa que, como o dióxido de carbono é um forte agente quando o assunto é o efeito estufa, o gás era o principal candidato para explicar a perda de água de Marte. “Mas estes resultados sugerem que, talvez, não seja tão simples”, disse. Por outro lado, as evidências correspondem ao proposto em um estudo do ano passado, em que nuvens finas e geladas na atmosfera de Marte poderiam ter causado um efeito estufa que teria ajudado a manter a água no estado líquido.

Chamada "Mawrth Vallis", esta região abrigou um rio há bilhões de anos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL Caltech/University of Arizona)
Chamada "Mawrth Vallis", esta região abrigou um rio há bilhões de anos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL Caltech/University of Arizona)

Outros cientistas sugerem que, se hidrogênio fosse liberado do interior do planeta, poderia ter interagido com o dióxido de carbono da atmosfera para absorver luz infravermelha e, assim, aquecer Marte. A equipe sugere diferentes caminhos para tentar reduzir ainda mais a quantidade de possíveis fatores, como alguns testes com o rover Perseverance, que está explorando o planeta vermelho.

Além disso, Kite e sua colega Sasha Warren fazem parte da equipe que conduzirá o rover Curiosity para buscar pistas do porquê Marte se tornou um mundo tão árido. Eles esperam que esta iniciativa, somada aos dados coletados pelo Perseverance, tragam pistas adicionais para o mistério envolvendo o passado do nosso vizinho.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos