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Dez acusados serão julgados por atentados de 2016 em Bruxelas

·2 minuto de leitura
Por causa dos ataques islamitas em Bruxelas, em março de 2016, dez suspeitos devem responder no tribunal. Entre eles está o principal réu no julgamento de terrorismo em Paris, Salah Abdeslam (AFP/JOHN THYS)

O franco-marroquino Salah Abdeslam e outros nove acusados serão julgados por sua participação nos ataques terroristas cometidos em Bruxelas em março de 2016, que causaram 32 mortes, anunciou nesta sexta-feira (17) o Ministério Público Federal.

Seis dos acusados, incluindo Abdeslam, são atualmente julgados na França pelos ataques em Paris, em 13 de novembro de 2015, que mataram 130 pessoas.

Na manhã de 22 de março de 2016, dois extremistas islâmicos detonaram os explosivos que carregavam no aeroporto internacional Bruxelas-Zaventem e, simultaneamente, um terceiro fez o mesmo em uma estação de metrô na capital belga.

As investigações permitiram determinar rapidamente que os responsáveis pelos ataques estavam relacionados aos autores dos atentados cometidos meses antes em Paris.

Os ataques em Paris e Bruxelas foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Além de Abdeslam, o processo em Bruxelas inclui o belga-marroquino Mohamed Abrini, que segundo imagens de câmeras de segurança acompanhou os dois homens-bomba que se explodiram no aeroporto, e o tunisino Sofien Ayari, que facilitou a fuga de Abdeslam da capital belga.

O sueco de origem síria Osama Krayem e os belga-marroquinos Osama Atar e Ali El Haddad Asufi também são processados. Esses seis réus também estão sendo julgados pelos ataques de Paris.

O julgamento pelos atentados em Bruxelas começará em setembro do próximo ano, em data ainda não definida, segundo informou o MPF em nota nesta sexta.

As audiências vão acontecer nas dependências do MPF que ocupam instalações ultrasseguras e que pertenciam à Otan.

Para o julgamento, são esperadas pelo menos mil pessoas. O Ministério Público Federal afirma já ter identificado 964 partes civis, incluindo familiares de vítimas, feridos ou traumatizados, que pedem indenização por danos e prejuízos sofridos.

Na Bélgica, ao contrário da França, os ataques não são julgados por um tribunal composto especialmente (apenas com magistrados) para este fim, mas submetidos a um júri popular como outros crimes, o que torna a organização das audiências ainda mais complexa.

Este será o segundo julgamento na Bélgica de Salah Abdeslam, condenado em 2018 a 20 anos de prisão por atirar em policiais. O tiroteio ocorreu em Bruxelas em 15 de março de 2016, três dias antes de sua prisão. Uma prisão que levou ao ato dos agressores de 22 de março.

mad/fmi/thm/mr

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