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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (17/04 a 23/04/2021)

Daniele Cavalcante
·7 minuto de leitura

Essa semana foi marcada pelo voo histórico do Ingenuity, o primeiro veículo humano a voar na atmosfera de outro planeta. O sucesso do voo inaugural do pequeno helicóptero da NASA foi confirmado na manhã da segunda-feira (19), por volta das 07h46 (horário de Brasília). Foi um voo curto e de baixa altitude, mas o suficiente para comprovar que temos a tecnologia necessária para voar em uma atmosfera onde a pressão equivale a 1% da que existe aqui na Terra. Por isso, a NASA não podia deixar o Ingenuity de fora do APOD desta semana.

Além do voo em Marte, temos abaixo imagens de nebulosas, de nossa galáxia e do nosso planeta visto do espaço. É que no dia 22, quinta-feira, foi comemorado o Dia da Terra, uma data na qual organizações de todo o mundo realizam eventos para amplificar nossa consciência em relação às questões ambientais e à preservação do nosso único lar no universo.

Sábado (17/04) — dentro da Nebulosa da Chama

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/IPAC/Amal Biju)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/IPAC/Amal Biju)

Na semana anterior, o APOD trouxe uma imagem da Nebulosa da Chama, catalogada como NGC 2024, em uma visualização que dava destaque à sua relação com a estrela Alnitak. Dessa vez, a mesma nebulosa aparece com um aspecto bem diferente, na luz infravermelha, o que nos proporciona uma visão do interior da estrutura de gás e poeira. A estrela Alnitak continua presente no cenário — o ponto mais brilhante do lado direito.

Localizada a 1.400 anos-luz de distância, a nebulosa tem cerca de 15 anos-luz de diâmetro e conta com inúmeras estrelas de um aglomerado recém-formado, concentradas no centro da Chama. Essas estrelas variam de idade, algumas com 200 mil anos e outras com até 1,5 milhão de anos. Curiosamente, as estrelas mais jovens parecem estar perto do meio do aglomerado, embora os modelos prevejam que a formação de estrelas começa no centro mais denso de um núcleo de nuvem molecular. Ou seja, o coração da Chama deveria conter estrelas mais velhas.

O brilho da NGC 2024 é o resultado de sua relação com a estrela Alnitak. Essa estrela é a mais oriental do Cinturão de Orion e emite sua luz energética em direção à nebulosa e afasta os elétrons das grandes nuvens de gás hidrogênio que existem ali, o que resulta na ionização dessas partículas. Quando esse hidrogênio é recombinado com os elétrons, o resultado é o brilho característico da nebulosa.

Domingo (18/04) — airglow

(Imagem: Reprodução/ Miguel Claro)
(Imagem: Reprodução/ Miguel Claro)

Um céu espetacular apareceu acima do horizonte nessa imagem noturna. As faixas coloridas entre o céu e a ilha abaixo sao resultado de uma luminescência atmosférica chamada "airglow". Trata-se da emissão fraca de luz na atmosfera planetária, fazendo com que a noite não seja completamente escura. O brilho está no ar o tempo todo, mas geralmente é difícil de ver. Uma perturbação causada por tempestades se aproximando, por exemplo, pode causar ondulações perceptíveis na atmosfera da Terra, ou seja oscilações no ar. Some isso a uma exposição de longa duração, e voilà, tudo se torna bem visível.

As cores das ondulações são reações moleculares. Por exemplo, o vermelho é resultado de moléculas de OH (hidroxila, molécula de água com déficit de um átomo de hidrogênio) excitadas pela luz ultravioleta do Sol, enquanto o laranja e o verde provavelmente são causados por átomos de sódio e oxigênio localizados um pouco mais acima.

No céu noturno, é possível identificar no céu a faixa central de nossa Via Láctea subindo a partir do centro da imagem, e a Galáxia de Andrômeda, visível perto do canto superior esquerdo. Quanto ao cenário terrestre, as luzes ao longe vêm da ilha do Faial, no Oceano Atlântico.

Segunda-feira (19/04) — Via Láctea em infravermelho

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Spitzer/Susan Stolovy/SSC/Judy Schmidt)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Spitzer/Susan Stolovy/SSC/Judy Schmidt)

O centro de nossa galáxia, localizado a 26.700 anos-luz de distância, é sempre alvo dos astrofotógrafos, tanto que já podemos reconhecer facilmente a faixa de estrelas tão icônica quando ele aparece em uma imagem. Mas os fotógrafos nos mostram a Via Láctea na luz visível, e nessa faixa de onda não podemos ver as coisas que estão por trás das grandes nuvens de poeira e gás. Entretanto, na luz infravermelha podemos ver através de tudo isso.

É o que fez o Telescópio Espacial Spitzer nesta imagem. Ele usou suas câmeras de infravermelho para revelar as estrelas que se aglomeram aos montes no centro da Via Láctea. Para criar essa imagem, foi feito um mosaico formado por muitos instantâneos e pós edição que adicionou cores falsas para nos mostrar quais são as estrelas mais velhas — que no caso são as de tom azulado. As nuvens de poeira, associadas a estrelas jovens e quentes nas regiões onde elas nascem, também ganharam um tratamento especial.

Terça-feira (20/04) — primeiro voo em Marte

Após algumas semanas de espera, a NASA confirmou o sucesso na primeira demonstração de voo do Ingenuity em Marte. A confirmação veio na manhã da segunda-feira (19), por volta das 07h46 (horário de Brasília), oficializando a primeira vez que uma aeronave realizou um voo motorizado e controlado em outro planeta. O rover Perseverance funcionou como um retransmissor dos dados do voo e também registrou a operação com suas câmeras.

Segundo os dados do voo, o Ingenuity subiu cerca de 3 metros acima da superfície marciana durante 30 segundos. Ao descer, registrava um total de 39,1 segundos. Como ele não foi planejado para fins científicos, não carrega instrumentos, mas tem o suficiente para testar a capacidade tecnológica atual de voar em outros mundos, principalmente em atmosferas finas como a de Marte, onde a pressão equivale a 1% da que experimentamos em nosso planeta.

Quarta-feira (21/04) — Centaurus A

(Imagem: Reprodução/ESO/Max Planck Institute/ESO/APEX/A.Weiss/NASA/Chandra/R. Kraft/J. Keene)
(Imagem: Reprodução/ESO/Max Planck Institute/ESO/APEX/A.Weiss/NASA/Chandra/R. Kraft/J. Keene)

Essa é uma imagem polarizada da galáxia Centaurus A obtida pelo observatório voador SOFIA — aquele que fica em um Boeing 747. O objetivo aqui é entender o que aconteceu com os campos magnéticos das duas galáxias que colidiram há tempos atrás para formar essa que atualmente é uma galáxia lenticular visível a olho nu em condições adequadas. A Centaurus A tem um formato peculiar, que é resultado dessa colisão e da interação com os jatos relativísticos do buraco negro supermassivo central que existe por lá.

Localizada a cerca de 14 milhões de anos-luz de distância, a Cent A é uma das radiogaláxias próximas à Terra. Além disso, seu núcleo galáctico faz com que seja a quinta galáxia mais brilhante do céu no hemisfério sul. Na imagem, as linhas magnéticas são sobrepostas na foto em luz visível obtida pelo ESO (representada aqui em branco), além de dados do APEX em ondas submilímétricas (em laranja). Também há os raios-X coletados pelo Chandra (azul) e infravermelhos do Spitzer (vermelho).

Os campos magnéticos estão paralelos às faixas de poeira na periferia da galáxia, mas distorcidos perto do centro porque as forças gravitacionais perto do buraco negro aceleram os íons e aumentam o campo magnético. Isso significa que a colisão das duas antigas galáxias não apenas combinou suas massas, mas ampliou seus campos magnéticos.

Quinta-feira (22/04) — crepúsculo à distância

(Imagem: Reprodução/ISS Expedition Crew 2/NASA)
(Imagem: Reprodução/ISS Expedition Crew 2/NASA)

No dia 22 de abril foi celebrada a 51ª edição do Dia da Terra, um evento global cujo objetivo é intensificar a consciência de todos sobre a conservação do nosso planeta. A NASA sempre participa com debates sobre o papel das agências espaciais na preservação da Terra. Esta foto foi tirada em junho de 2001 da Estação Espacial Internacional e mostra como é a zona de crepúsculo vista do espaço.

Essa visão é sempre surpreendente, tanto para nós quanto para os astronautas mais “acostumados” a estar no espaço. É como se estivéssemos sempre “descobrindo” a Terra cada vez que olhamos para ela de longe, através das lentes dos que vivem no laboratório orbital. Essas “redescobertas” sempre ajudam a nos lembrar do quão precioso é nosso lar e da necessidade de protege-lo. Afinal, é o único que temos.

Sexta-feira — atmosfera noturna vista do alto

Se ainda precisa de mais vistas magníficas da Terra para se convencer do quão maravilhoso é nosso planeta, esse timelapse pode cumprir bem o papel. O vídeo é uma sequência de imagens gravadas durante 2017 a partir da Estação Espacial Internacional e compiladas para o deleite dos fãs de eventos atmosféricos terrestres. Começa com fascinantes auroras boreais verdes e vermelhas espalhadas pelo céu e segue para regiões iluminadas artificialmente e por outras que recebem o brilho de relâmpagos. Além disso, é possível notar estrelas se erguem acima do horizonte curvo do planeta e um leve brilho atmosférico.

Fonte: Canaltech

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