Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    61.701,54
    -1.892,94 (-2,98%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6872
    -0,0339 (-0,50%)
     

Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (20/03 a 26/03/2021)

Daniele Cavalcante
·6 minuto de leitura

Enquanto a NASA se prepara para os próximos movimentos do Perseverance e do helicóptero Ingenuity em Marte, outro rover, que está no Planeta Vermelho há mais tempo, continua capturando imagens impressionantes. Estamos falando do Curiosity, que recentemente montou um panorama em 360° da cratera Gale, exibindo céus cobertos por nuvens. Este é um dos grandes destaques do APOD desta semana.

As imagens selecionadas pela NASA também incluem nebulosas, galáxias e, como já é tradicional, composições que colocam em contraste o céu noturno e paisagens terrestres interessantes.

Sábado (20/03) — Trigêmeas de Leão

(Imagem: Reprodução/Francis Bozon)
(Imagem: Reprodução/Francis Bozon)

O pequeno porém famoso grupo de galáxias conhecido como Trigêmeas de Leão é o destaque neste cenário, que compreende uma área de mais de meio bilhão de anos-luz. Também conhecido como Trio do Leão, o conjunto é formado pelas galáxias NGC 3627, M65 e NGC 3628, e a distância estimada é de 30 milhões de anos-luz. Como o próprio nome indica, as Trigêmeas de Leão estão localizadas na constelação de Leão, e podem ser encontradas com certa facilidade através de telescópios relativamente pequenos.

Todas são galáxias espirais, embora a aparência seja diferente na observação, porque seus discos galácticos são inclinados em ângulos diferentes em relação à nossa linha de visão. Os três objetos estão em uma interação gravitacional que pode ser detectada através de sinais como “caudas”, criadas pelas marés.

Domingo (21/03) — O primeiro computador astronômico

(Imagem: Reprodução/Marsyas/Wikipedia)
(Imagem: Reprodução/Marsyas/Wikipedia)

Essa imagem não é de nenhum objeto astronômico, mas tem tudo a ver com astronomia e é tão misterioso quanto os segredos do universo que ainda não pudemos desvendar. Esta é a Máquina de Anticítera, um dispositivo cuja tecnologia ninguém sequer cogitava existir há 2.000 anos. Mas ele é real, e foi encontrado em 1901 por mergulhadores em um navio, a uma profundidade de aproximadamente 43 metros, na costa da ilha grega de Anticítera. Sua complexidade levou os pesquisadores a décadas de estudo, e ainda hoje algumas de suas funções permanecem desconhecidas.

A princípio, o objeto não atraiu muita atenção, principalmente porque estava corroído e incrustado, e foi só na década de 1950 que um pesquisador percebeu pela primeira vez que se tratava de um artefato usado para astronomia. Mas a real função veio à tona mais recentemente, com análises em raios-X e raios gama — quando o usuário girava o botão, as engrenagens de pelo menos 30 rodas ativavam três mostradores para prever ciclos astronômicos, incluindo eclipse, em relação ao ciclo de quatro anos dos Jogos Olímpicos e outros jogos pan-helênicos.

Ele era capaz de prever futuras localizações de estrelas e planetas, bem como as fases e localização da Lua e os eclipses solares. Esta imagem é apenas o núcleo corroído da maior engrenagem do mecanismo. Ele mede cerca de 13 cm, enquanto o mecanismo inteiro tinha 33 centímetros de altura. Agora, pesquisadores usam modelagem de computador para recriar componentes ausentes e, assim, montar uma réplica completa — na medida do possível — desta máquina fascinante.

Segunda-feira (22/03) — De Auriga a Orion

(Imagem: Reprodução/Alistair Symon)
(Imagem: Reprodução/Alistair Symon)

Uma das regiões celestes mais conhecidas é também muito povoada. Aqui. em um pequeno trecho do céu noturno, estão estrelas como Rigel, Bellatrix, Betelgeuse, e as Três Marias, que fazem parte da constelação de Orion. Não só isso, mas também há nebulosas bem famosas, como a Roseta, Medusa, Cone e Cabeça de Macaco. Essa vista, no entanto, não aparecerá diante de seus olhos desnudos — só é possível ver todas essas estruturas de gás e poeira com 34 imagens separadas, somando um total de 430 horas de exposição.

A constelação de Auriga está bem à esquerda, perto da Nebulosa Estrela Flamejante, e também podemos contemplar a nebulosa Loop de Barnard, na constelação de Orion, à direita. Ela faz parte de uma nuvem molecular gigante que também contém as nebulosas de Cabeça de Cavalo e Órion, que também aparecem por ali. Confira a versão com legendas do céu entre Auriga e Orion.

Terça-feira (23/03) — Marte sobre círculo de pedra

(Imagem: Reprodução/Ged Kivlehan)
(Imagem: Reprodução/Ged Kivlehan)

Este círculo de pedras não é tão famoso quanto o Stonehenge, mas também tem sua importância. Trata-se do Duddo Five Stones, também localizado na Inglaterra, mais precisamente perto do topo de uma inclinação no condado de Northumberland. De acordo com estudos de suas superfícies perfuradas e desgastadas, as pedras provavelmente estão ali há cerca de 4000 anos, mas ainda não se sabe com qual propósito o círculo foi contruído.

Seja como for, o cenário oferece uma ótima combinação para o céu noturno, especialmente nesta noite de outubro do ano passado, quando a Terra passava perto de Marte, fazendo com que o Planeta Vermelho parecesse ainda maior e mais brilhante. Graças à exposição fotográfica prolongada, Marte está semelhante a um pequeno Sol nessa paisagem.

Quarta-feira (24/03) — Aurora e relâmpagos em Júpiter

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI)

Júpiter é um planeta cuja superfície atmosférica está repleta de tornados, tempestades, auroras e relâmpagos. Lá, o relâmpagos costumam aparecer perto dos polos, o que chamou a atenção dos astrônomos, já que na Terra os relâmpagos são mais frequentes na linha do equador. A imagem acima é o resultado de um estudo realizado pela sonda Juno, da NASA, que está na órbita de Júpiter.

Enquanto observou vários eventos de aurora e relâmpagos no gigante gasoso, a Juno tirou fotos pela câmera Stellar Reference Unit para revelar os fenômenos com maiores detalhes. Esta imagem, por exemplo, foi capturada em 24 de maio de 2018, e mostra o círculo ovalado e azul da aurora norte de Júpiter, junto de vários pontos e listras brilhantes, que são uma série de relâmpagos. Essa é uma das fotos mais próximas desses fenômenos jupiterianos já obtidas por uma sonda humana.

Quinta-feira (25/03) — Panorama marciano

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Elisabetta Bonora/Marco Faccin/aliveuniverse.today)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Elisabetta Bonora/Marco Faccin/aliveuniverse.today)

Embora o rover Perseverança tenha atraído para si todos os "holofotes" no que diz respeito às pesquisas em Marte, o Curiosity ainda tem seu lugar garantido entre os veículos robóticos mais importantes no Planeta Vermelho. Ele pousou em Marte em 5 de agosto de 2012, e agora, no dia 2 de março de 2021, completou o 3.048º dia marciano (um dia marciano corresponde a 24 horas 39 minutos e 35,244 segundos). Este panorama de 360° foi feito pelo Curiosity nesta mesma data.

Para criar o mosaico, foram necessários 149 quadros da Mastcam, a câmera localizada acima do convés do rover. Foram 23 imagens só para retratar o céu nublado e suas nuvens, que por sinal são relativamente raras em imagens como esta. Perto do centro do panorama está o Mont Mercou, localizado no Monte Sharp, que está ali erguendo-se a mais de 5 quilômetros de altura. Tudo isso fica na cratera Gale, a região investigada pelo Curiosity.

Sexta-feira (26/03) — Nebulosa Medusa

(Imagem: Reprodução/Josep Drudis)
(Imagem: Reprodução/Josep Drudis)

Conheça a Nebulosa Medusa, que não deve ser confundida com a galáxia apelidada de "fusão da Medusa" (NGC 4194). Esta formação circular e colorida é uma nebulosa planetária antiga, localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância, na constelação de Gêmeos. Ela é resultado do estágio final da evolução de uma estrela como o Sol, ou seja, de massa insuficiente para explodir em uma supernova. Contudo, estrelas assim se transformam em gigantes vermelhas e, tempos depois, em estrelas anãs brancas quentes. No processo, encolhem suas camadas externas, deixando para trás essa formação incrível.

A estrela que gerou a Medusa é o objeto de brilho tênue, perto do centro da nebulsa. Nessa imagem, filamentos fracos se estendem acima e à direita da região brilhante, completando um conjunto que mede aproximadamente 4 anos-luz de diâmetro.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: