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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (06/02 a 12/02/2021)

Daniele Cavalcante
·7 minuto de leitura

Bem-vindos a mais uma compilação de imagens astronômicas selecionadas pela NASA durante a semana. Hoje, além das imagens impressionantes, todas muito interessantes visualmente, temos um bocado de curiosidades sobre o mundo da astronomia. Você sabia que alguns observatórios disparam lasers no céu para criar "estrelas falsas" e "enganar" intencionalmente os telescópios? Pois você conhecerá um deles e suas quatro estrelas fake, e entenderá por que isso é feito!

Além disso, temos composições impressionantes de cenários cósmicos, galáxias de formatos peculiares, aglomerados globulares, e muito mais.

Sábado (06/02) — Noite panorâmica

(Imagem: Reprodução/Lukasz Zak)
(Imagem: Reprodução/Lukasz Zak)

Às vezes, a melhor estratégia para obter uma “astroimagem” incrível é adicionar um toque de criatividade às fotos do céu noturno. Nesse caso, deu certo! O fotógrafo criou uma imagem panorâmica de uma floresta perto de Siemiony, Polônia, incluindo a neve, as árvores, e, claro, o céu estrelado. O conjunto de exposições prolongadas garantiu uma boa visão da faixa central da Via Láctea e o resultado é este panorama esférico super interessante.

Perto do zênite (o ponto imaginário do céu que fica exatamente acima da cabeça do observador, que no caso desta imagem é o centro do panorama) está a estrela Capella, a mais brilhante da constelação do Cocheiro e a sexta mais brilhante do céu, localizada a 43 anos-luz de distância do topo das árvores que, nesta foto, apontam para ela. Mais à direita estão estrelas mais famosas, como a constelação de Órion, incluindo as Três Marias, que estão excepcionalmente brilhantes, formando o cinturão do Caçador.

Domingo (07/02) — Estrelas azuis em aglomerado globular

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA)

Este objeto cósmico é um aglomerado globular, mais especificamente o M53 (ou NGC 5024), que fica na constelação de Coma Berenices, a uma distância de aproximadamente 50.000 anos-luz do centro da Via Láctea. Nosso Sistema Solar, por exemplo, fica a mais ou menos 58.000 anos-luz de distância do núcleo galáctico, então ambos os objetos são considerados bastante periféricos. Você pode vê-lo com nada mais do que um simples par de binóculos adequados para astronomia.

O aglomerado tem mais de 250 mil estrelas, dentre as quais a maioria é de estrelas mais velhas — e, portanto, mais vermelhas — que o nosso Sol, mas também há algumas azuis e mais jovens. Esse contraste estranho não é exatamente o que os astrônomos esperariam encontrar, e poderia significar que as estrelas do M53 se formaram em períodos diferentes. Só que essa conclusão contradiz a hipótese mais aceita sobre o objeto, então alguns estudos e debates acadêmicos levantaram a teoria de que essas estrelas azuis foram rejuvenescidas por matéria fresca que veio de um companheiro estelar binário, e assim é considerado atualmente.

Estrelas como essas (as azuis e aparentemente jovens) são conhecidas como stragglers azuis, uma classe observada em sistemas estelares antigos e densos, como é o caso dos aglomerados globulares. De acordo com estudos recentes, os stragglers azuis se formaram em ambientes densos, onde as distâncias entre estrelas são pequenas. Assim, colisões entre estrelas acabam sendo relativamente comuns. Quando duas velhas estrelas vermelhas colidem, o resultado seria uma estrela com uma massa maior (portanto, de cor mais azul).

Segunda-feira (08/02) — Nebulosa de Gabriela Mistral

(Imagem: Reprodução/Ariel Cappelletti)
(Imagem: Reprodução/Ariel Cappelletti)

A Grande Nebulosa de Carina, também conhecida como Eta Carinae, é um objeto fabuloso. Com um diâmetro de 300 anos-luz, esta nebulosa é um dos maiores “berçários” de estrelas — ou seja, uma área de formação estelar — de nossa galáxia. Está localizada a 7.500 anos-luz de distância da Via Láctea, mas é brilhante o suficiente para ser vista a olho nu casos você esteja no hemisfério sul, em uma noite de céu livre de poluição luminosa. Além disso, ela abriga outros objetos menores, mas igualmente fantásticos.

Na Eta Carinae estão mais de 14 mil estrelas, incluindo aglomerados, estrelas de nêutrons e remanescentes de supernovas. Esses objetos criam seus próprios filamentos de gás e poeira, e seus ventos estelares ficam responsáveis por esculpir essas estruturas que mais parecem pinturas de um artista muito inspirado. Nesta imagem, estamos vendo apenas duas das muitas nuvens de gás da Grande Nebulosa de Carina, mais especificamente a nuvem formada por uma estrela Wolf-Rayet (um tipo bastante massivo de estrelas evoluídas que possuem espectros anormais em suas linhas de emissão) e outra esculpida por um aglomerado globular chamado NGC 3324.

A formação proveniente da estrela Wolf-Rayet são os filamentos semicirculares ondulados à esquerda, que ficaram conhecidos como WR 23. A curiosa cavidade no canto superior direito tem 35 anos-luz de diâmetro e é formada pelos ventos e radiação das estrelas que compõem o NGC 3324. Juntas, essas “pinturas” formam a região conhecida como Nebulosa de Gabriela Mistral (NGC 3324). Os tons de vermelho, verde e azul representam enxofre, hidrogênio e oxigênio ionizados, respectivamente.

Terça-feira (09/02) — Pulsar do Caranguejo

Se você reparar bem neste curto vídeo montado em timelapse, você notará um pontinho piscando no meio de uma grande mancha clara. Trata-se de um pulsar, um tipo de estrela que “pisca” em intervalos de tempo precisos. Na verdade, pulsares são estrelas de nêutrons que transformam a energia rotacional em energia eletromagnética. Assim, quando gira, o campo magnético da pulsar induz um enorme campo elétrico na sua superfície.

Essa estrela de nêutrons específica é conhecida como Pulsar do Caranguejo, porque ela é o remanescente de uma supernova que explodiu e formou a Nebulosa do Caranguejo. A NASA conta que essa pulsar pode ter sido vista pela primeira vez por uma mulher desconhecida, em uma noite de observação pública na Universidade de Chicago em 1957, mas ninguém acreditou nela.

Quarta-feira (10/02) — Estrelas falsas no céu

(Imagem: Reprodução/Juan Carlos Muñoz/ESO)
(Imagem: Reprodução/Juan Carlos Muñoz/ESO)

Este é o Paranal Observatory, localizado no Observatório Europeu do Sul (ESO), e as rajadas de laser que ele emite são emitidas pelo Guide Star Facility ou 4LGSF. Mas para que ele serve? O sistema envia quatro feixes de laser aos céus para produzir quatro estrelas artificiais ao interagir com os átomos de sódio da atmosfera terrestre a uma altitude de 90 km. Cada laser fornece 22 watts de potência e eles são importantes para dar suporte à nova era de instrumentos do Paranal, ajudando a vencer a maior barreira entre os telescópios terrestres e as estrelas, que é a própria atmosfera terrestre.

A turbulência atmosférica causa um efeito que pode ser bonito aos nossos olhos, mas que também atrapalha a astronomia. Estamos falando do aparente piscar das estrelas. Elas não estão piscando de verdade, mas as luzes de cada uma interagem com a atmosfera, e isso resulta em imagens borradas. A óptica adaptativa resolve esse problema combinando as tecnologias para corrigir as distorções introduzidas pela atmosfera, e para isso é necessário a luz de uma estrela suficientemente brilhante, que esteja perto do alvo no céu, servindo como referência. Só que para muitos alvos, não há estrelas adequadas por perto, então cria-se estrelas artificiais com estes lasers. É como enganar o telescópio, mas por um bom motivo!

Quinta-feira (11/02) — O lago do Cisne

(Imagem: Reprodução/P Metsavainio)
(Imagem: Reprodução/P Metsavainio)

Este incrível cenário foi composto ao longo de mais de uma década, com 400 horas de dados de imagem. Estamos olhando para um mosaico que abrange 28x18 graus no céu, ou seja, uma área muito grande, rica em detalhes. A região é a circunvizinhança da estrela alfa da constelação do Cisne, que é a supergigante Deneb, ou Alpha Cygni. Ela está à esquerda da imagem, indicada de maneira sutil. Também há muitas outras estrelas e nuvens de gás luminosas na região de Cygnus, além da nebulosa escura Saco de Carvão.

Aí também estão presentes as regiões de formação de estrelas NGC 7000, a Nebulosa da América do Norte e a IC 5070, a Nebulosa do Pelicano, logo à esquerda e um pouco abaixo da estrela Deneb. Os olhares mais experientes poderão identificar outras nebulosas e aglomerados de estrelas nesse cenário impressionante.

Sexta-feira (12/02) — O olho cósmico

(Imagem: Reprodução/Mike Selby/Warren Keller)
(Imagem: Reprodução/Mike Selby/Warren Keller)

A galáxia espiral NGC 1350 está a cerca de 85 milhões de anos-luz de distância, em direção à constelação de Fornax. Ali, há aglomerados de estrelas azuis facilmente perceptíveis nos braços espirais. Essa galáxia é um pouco maior que a nossa Via Láctea, com cerca de 130.000 anos-luz de diâmetro. O curioso formato que os braços desenham ao redor do núcleo garantiu à NGC 1350 o apelido de “olho cósmico”.

Fonte: Canaltech

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