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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (11/09 a 17/09/2021)

·8 minuto de leitura

Que tal aproveitar este sábado para conferir a última seleção de imagens astronômicas selecionadas pela NASA e publicadas no site Astronomy Picture of the Day (APOD)?

A sequência de fotos desta semana conta com um registro impressionante de Saturno, feito pela sonda Cassini — por enquanto, nenhuma outra sonda conseguiu uma visão tão privilegiada da noite no planeta quanto esta! Além disso, você encontra também um panorama de Marte, que mostra um pouco do que o rover Curiosity está explorando por lá, bem como nebulosas coloridas e de formas curiosas, que inspiraram seus nomes populares.

Aliás, as imagens não se restringem apenas a registros de objetos fora do nosso planeta: há uma foto que mostra uma aurora de forma tão diferente que impressionou os moradores que conseguira observá-la, e outra mostra o resultado da criatividade do fotógrafo combinada a um jogo de reflexos para mostrar objetos do céu noturna.

Confira:

Sábado (11) — Noite em Saturno

(Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, Space Science Institute, Mindaugas Macijauskas)
(Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, Space Science Institute, Mindaugas Macijauskas)

Por mais que hoje tenhamos telescópios poderosos à disposição, nenhum deles consegue nos proporcionar uma visão tão detalhada de Saturno à noite quanto esta, proporcionada pela sonda Cassini. Ela foi lançada em 1997 com destino ao sistema do gigante gasoso e o alcançou somente em 2004, completando sua missão primária em 2008, mas continuando suas atividades depois disso.

A Cassini passou mais de 13 anos na órbita de Saturno e se despediu do planeta em grande estilo: com um mergulho em sua atmosfera em 2017. Apenas dois dias antes do fim da missão, ela utilizou a câmera grande-angular durante duas horas para capturar 80 imagens; deste total, 42 duas foram utilizadas para produzir essa imagem que, junto de filtros espectrais do vermelho, verde e azul, recriaram as cores do planeta próximas de como as veríamos a olho nu.

Domingo (12) — Uma aurora diferente

(Imagem: Reprodução/Davide Necchi)
(Imagem: Reprodução/Davide Necchi)

Quando pensamos nas auroras, é comum que venham em mente luzes coloridas no céu em formato de cortinas brilhantes, certo? Pois bem, elas podem aparecer também em outras formas, como esta aurora em espiral, observada na Islândia. O fenômeno foi tão diferente que chamou a atenção dos moradores locais, porque a aurora se formou bem rapidamente e tinha brilho suficiente para iluminar uma ponte da cidade de Selfoss.

Essa aurora potente e colorida foi o resultado de uma tempestade solar, evento em que o Sol libera partículas altamente energéticas que, conforme viajam pelo Sistema Solar, encontram cantinhos na magnetosfera que protege a Terra de raios cósmicos. Como resultado, ocorrem essas luzes impressionantes, cujas cores podem variar de acordo com as moléculas que as partículas encontram na atmosfera. Como são causadas pelo material expelido pelo Sol, as auroras têm relação bastante próxima com as atividades da nossa estrela que variam ao longo de ciclos de aproximadamente 11 anos de duração. Atualmente, o Sol está passando por seu 25º ciclo e segue muito bem acordado — e, por isso, a atividade solar deverá aumentar, acompanhada de mais auroras boreais e austrais ocorrendo por aqui.

Segunda-feira (13) — O céu em Mostardas

(Imagem: Reprodução/Egon Filter)
(Imagem: Reprodução/Egon Filter)

Esta foto mostra um pouco do que há no céu noturno de Mostardas, uma cidade do Rio grande do Sul, com bastante criatividade. Além do espetáculo no céu, o fotógrafo aproveitou também os reflexos proporcionados pela água e pelo espelho, e há vários objetos para observarmos.

No lado esquerdo da foto, está a Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que se estende por aproximadamente 7.000 anos-luz. Ao lado dela, mais ao meio, encontramos a Grande Nuvem de Magalhães, galáxia anã cujo diâmetro é 20 vezes menor que o da Via Láctea. Ambas são satélites da nossa galáxia, e são também algumas das mais brilhantes que aparecem no céu noturno. Além das galáxias satélites, encontramos também um braço da Via Láctea, que aparece no céu e no reflexo da água.

Já na imagem refletida no espelho, encontramos algumas nuvens de poeira próximas do centro da Via Láctea e Júpiter, que aparece brilhando no canto inferior direito. A foto mostra tantos registros porque é o resultado de uma composição de várias fotos feitas todas com uma só câmera, em um único local e em uma só noite de 2019. Com tantos detalhes obtidos cuidadosamente, essa foto foi a vencedora da edição de 2021 do concurso Capture the Dark na categoria Connecting to the Dark.

Terça-feira (14) — Panorama de Marte

(Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, MSSS/Elisabetta Bonora & Marco Faccin (aliveuniverse.today)
(Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, MSSS/Elisabetta Bonora & Marco Faccin (aliveuniverse.today)

Em 2011, a NASA lançou o rover Curiosity com destino a Marte para buscar a responder se, afinal, o planeta já teve as condições ambientais adequadas para dar suporte a formas de vida microbianas. O veículo pousou na cratera Gale em 2012 e, desde então, segue explorando o local e coletando amostras de rochas, solo e ar para análises em seu laboratório de bordo. Desde setembro, esse simpático cientista robótico está subindo o Mount Sharp, que forma o pico central da cratera, em busca de água e de novas evidências de que as condições de Marte possam ter permitido a ocorrência de vida. Assim, a foto acima mostra um pouco da paisagem por lá.

Esse registro é, na verdade, parte de um panorama em 360º que irá ajudar a equipe do Curiosity a compreender melhor a paisagem local para, assim, planejar as rotas futuras que o Curiosity irá explorar em seguida. Na imagem, encontramos algumas colinas e suas camadas, o solo avermelhado típico da paisagem avermelhada e a atmosfera coberta por poeira. Ao lado esquerdo, está a colina Maria Gordon Notch, que será estudada pelo rover em breve. A formação recebeu este apelido como uma homenagem à geóloga May Ogilvie Gordon, a primeira mulher que recebeu o grau de doutora em ciência pela Universidade de Londres, sendo também a primeira PhD pela Universidade de Munique.

Quarta-feira (15) — O caminho dos ciclones

(Imagem: Reprodução/National Hurricane Center, NOAA, NASA; Nilfanion (via Wikipedia)
(Imagem: Reprodução/National Hurricane Center, NOAA, NASA; Nilfanion (via Wikipedia)

Este mapa mostra a trajetória de todas as grandes tempestades ocorridas entre 1985 e 2005. Antes de entendê-las, é importante diferenciar os tipos delas: quando os ciclones ocorrem no Oceano Atlântico, eles são chamados furacões, enquanto os tufões são formados no Oceano Pacífico. Assim, o mapa mostra que os ciclones costumam se formar na água — o que faz sentido, já que eles são causados pela movimentação do ar quente e úmido que sobe para as camadas mais altas da atmosfera, enquanto o ar frio, seco e denso desce à superfície. Durante a condensação, que faz com que o ar quente e úmido suba, grande quantidade de calor é liberada, criando uma área de instabilidade que causa o ciclone.

Além disso, o mapa nos mostra também uma característica interessante dessas tempestades: perceba que os ciclones nunca se cruzam e dificilmente se aproximam do equador da Terra. Isso acontece em função do efeito coriolis, uma força inercial causada pela movimento de rotação do nosso planeta — mas, na região equatorial, essa força essencial para os ciclones circularem é zerada. Esta e outras tendências, como as que projetam que os furacões vêm ficando mais fortes no oceano Atlântico, continuam sendo estudadas.

Quinta-feira (16) — Dupla de nebulosas

(Imagem: Reprodução/Andrew Klinger)
(Imagem: Reprodução/Andrew Klinger)

A imagem acima mostra uma dupla de nuvens cósmicas interessantes, cujas formas proporcionaram apelidos bastante adequados. Por exemplo, repare na emissão brilhante no lado esquerdo, contornada por poeira escura: ela parece formar um contorno geográfico que, por acaso, lembra o da América do Norte — daí recebeu o apelido de "Nebulosa da América do Norte". Esta formação colorida é uma nebulosa de emissão localizada na constelação de Cygnus, o Cisne, e brilha devido à radiação das estrelas jovens e quentes que tem em seu interior.

Já do lado direito, está a IC 5070, uma nuvem cuja forma parece lembrar a de um pelicano — que, como você deve ter imaginado, formou o apelido "Nebulosa do Pelicano". Ambas estão a cerca de 1.500 anos-luz de nós, e fazem parte da Nebulosa de Orion, uma grande e complexa região formadora de estrelas. Esse retrato cósmico utilizou imagens de banda estrita combinadas, para destacar a ionização e o brilho típico do hidrogênio atômico, enxofre e oxigênio. Se você estiver em um local escuro o suficiente, conseguirá observá-las com binóculos; basta procurar na direção da estrela Deneb, na constelação do Cisne.

Sexta-feira (17) — Um flash brilhante em Júpiter

Em 1992, o cometa Shoemaker–Levy 9 se rompeu e, depois de dois anos, seus fragmentos atingiram a atmosfera de Júpiter. Aquele foi um evento que causou grande expectativa para os astrônomos já que, até então, ainda não haviam conseguido observações diretas de dois corpos tão significativos do Sistema Solar colidindo. Desde aquele ano, somente outros sete impactos foram observados no planeta, mas o vídeo acima mostra um possível novo candidato a essa lista graças a novas observações, que registraram o que parece ser um objeto atingindo o gigante gasoso. Perceba que um brilho aparece rapidamente no centro do planeta, e depois desaparece do lado esquerdo.

O ocorrido foi descoberto há alguns dias, quando um grupo de astrônomos estava monitorando o planeta e notaram um flash que surgiu por alguns segundos e desapareceu — entre os sortudos que puderam flagrar o acontecimento, está José Luis Pereira, astrônomo brasileiro amador que estava observando o planeta e notou uma alteração nas imagens que conseguiu. Assim, novas análises serão necessárias para confirmar se o fenômeno foi realmente causado por algo atingindo Júpiter; se este for o caso, o objeto pode ser um pedaço de rocha e gelo, liberado por algum cometa ou asteroide.

Fonte: Canaltech

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