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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (16/04 a 22/04/2022)

·8 min de leitura

Mais um fim de semana, mais um dia de conferir as últimas imagens astronômicas destacadas pela NASA. Nesta semana, os grandes astros — com o perdão pelo trocadilho — são os planetas, e você verá diferentes fotos de alguns dos nossos vizinhos brilhando no céu; em uma, Marte, Saturno e Júpiter aparecem brilhantes, logo abaixo da Via Láctea. Já em outra foto, os vemos alinhados, acompanhados por Vênus.

Claro que há outras imagens igualmente fascinantes e variados por aqui. Em um, você encontrará uma nebulosa que, para algumas pessoas, se parece com uma galinha correndo; em outro, irá conferir um registro das atividades dos astronautas da missão Apollo 16 em solo lunar.

Vamos lá?

Sábado (16) — Noite na Espanha

As estrelas do Cinturão de Órion, popularmente conhecidas como “Três Marias”, se destacam (Imagem: Reprodução/Juan Carlos Casado (Starry Earth, TWAN))
As estrelas do Cinturão de Órion, popularmente conhecidas como “Três Marias”, se destacam (Imagem: Reprodução/Juan Carlos Casado (Starry Earth, TWAN))

Esta foto mostra o céu próximo de um vilarejo rural na Espanha; naquela noite, as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka, popularmente conhecidas como “Três Marias”, brilhavam próximas da Nebulosa da Chama, uma nebulosa de emissão na constelação de Órion, o Caçador — Alnitak, a estrela mais à esquerda no trio, emite luz ultravioleta que dá brilho à nebulosa, removendo elétrons das nuvens de hidrogênio gasoso dela.

Já a Grande Nebulosa de Órion, o berçário estelar mais próximo da Terra, aparece logo abaixo do trio de estrelas. Esta formação fica a pouco mais de mil anos-luz do nosso planeta. E seu interior há discos protoplanetários que, um dia, vão dar origem a sistemas planetários. Ao observá-la na luz visível, você encontraria estrelas e nebulosas de reflexão e emissão; já a luz infravermelha revelaria regiões de formação estelar.

As estrelas mais brilhantes da constelação de Órion e da nebulosa aparecem quase entrelaçadas pelo Laço de Barnard, uma nebulosa de emissão com forma de um grande arco que parece ter a nebulosa de Órion em seu centro. Tantos detalhes reunidos em um único registro são o resultado de várias exposições curtas que, ao serem combinadas, revelaram objetos espetaculares do céu.

Domingo (17) — Ônibus espacial Endeavour

O ônibus espacial Endeavour fotografado em 2010, com as camadas atmosféricas da Terra brilhando ao fundo (Imagem: Reprodução/NASA, Expedition 22 Crew)
O ônibus espacial Endeavour fotografado em 2010, com as camadas atmosféricas da Terra brilhando ao fundo (Imagem: Reprodução/NASA, Expedition 22 Crew)

Em 2010 astronautas da Expedição 22 a bordo da Estação Espacial Internacional observavam a chegada do ônibus espacial Endeavour quando fizeram essa foto. O veículo aparece aqui, registrado próximo do horizonte da Terra conforme se aproximava para uma acoplagem ao laboratório orbital, durante a missão STS-130.

A parte mais escura da imagem, no lado esquerdo, é a Terra. Acima, está a troposfera, que aparecem em tons alaranjados. Esta é a camada mais baixa da atmosfera terrestre, e é nela que ocorrem a maioria dos fenômenos climáticos. Sobre ela está a estratosfera, a segunda camada da atmosfera terrestre. Já a mesosfera é a camada que aparece bem atrás do Endeavour: ela tem 35 km de espessura e é formada por uma mistura de gases.

Apesar de apenas algumas estarem detalhadas nesta imagem, a Terra tem, na verdade, seis camadas atmosféricas. Juntas, elas aquecem nosso planeta, fornecem o oxigênio necessário para a respiração, comportam os fenômenos climáticos e nos protegem da radiação espacial, nociva para a vida por aqui.

Segunda-feira (18) — Via Láctea, Andrômeda e mais

Marte, Saturno e Júpiter aparecem brilhando sob o arco da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva))
Marte, Saturno e Júpiter aparecem brilhando sob o arco da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva))

A princípio, o fotógrafo queria apenas registrar pássaros voando durante a noite, mas acabou conseguindo um registro completo do céu de Mértola, um município em Portugal. A faixa central da Via Láctea, que aparece aqui como um grande arco ligando uma ponta da foto à outra, chama a atenção; logo abaixo, há nuvens coloridas que até parecem emitir um brilho de cor dourada.

Quase no topo da imagem está Vega, considerada a estrela mais brilhante da constelação de Lyra; junto de Sirius e Arcturus, Veiga é considerada uma das estrelas mais luminosas nas proximidades do Sol (ela está a apenas 25 anos-luz do nosso astro). Se você observar o lado esquerdo do arco, encontrará Andrômeda, galáxia destinada a se fundir com a nossa em um futuro ainda distante.

Por fim, Marte está no lado esquerdo da foto, brilhando mais próximo do horizonte; já no lado direito, oposto ao do Planeta Vermelho, estão Saturno e Júpiter. Ao longo do mês, quem acordar antes de o Sol nascer poderá conferir um espetáculo no céu, proporcionado pelo alinhamento de Júpiter, Vênus, Marte e Saturno.

Terça-feira (19) — Nebulosa da Galinha Correndo

A nebulosa IC 2944, com regiões de formação estelar em seu interior (Imagem: Reprodução/Stefan Steve Bemmerl)
A nebulosa IC 2944, com regiões de formação estelar em seu interior (Imagem: Reprodução/Stefan Steve Bemmerl)

Aqui, temos um registro da nebulosa IC 2944, que para alguns lembra uma galinha gigante correndo pelo céu noturno — tanto que ela é popularmente conhecida como “Nebulosa da Galinha Correndo”. Mas, para outros, esta é uma região que não se restringe somente a sua forma curiosa: ali, há áreas gasosas que darão origem a novas estrelas. Podemos até ver alguns destes “ovos estelares” na parte inferior da imagem, com cor escura.

Ali, estão os chamados Glóbulos de Thackeray, observados pela primeira vez em 1950 pelo astrônomo A.D. Thackeray. Eles são nuvens de poeira densas e escuras, e sua origem e natureza ainda não é bem compreendida; por enquanto, o que se sabe é que, geralmente, estão associados às regiões de formação estelar HII, preenchidas por hidrogênio gasoso.

Os glóbulos podem dar origem a novas estrelas através da condensação gravitacional, mas eles estão passando por processos erosivos, causados pela radiação intensa emitida por estrelas jovens próximas. Elas fazem parte do Collinder 249, um aglomerado estelar aberto com gases brilhantes e regiões repletas de poeira refletiva.

Quarta-feira (20) — Planetas alinhados no céu

Júpiter, Vênus, Marte e Saturno brilhando no céu de Nova York (Imagem: Reprodução/Stan Honda)
Júpiter, Vênus, Marte e Saturno brilhando no céu de Nova York (Imagem: Reprodução/Stan Honda)

Lembra que mencionamos acima que, se você acordar bem cedo, poderá ver alguns planetas alinhados no céu? Pois é, eles aparecem nesta foto e são tão brilhantes que podem até ser vistos no céu de uma cidade tão iluminada quanto Nova York. Da esquerda para a direita estão Júpiter, Vênus, Marte e Saturno.

Os planetas parecem estar alinhados em uma única fileira porque todos orbitam o Sol no plano da eclíptica, uma linha imaginária no céu que delineia o caminho do Sol. Esta característica é resultado da formação da nossa vizinhança espacial: como todos os planetas do Sistema Solar foram formados a partir do disco protoplanetário do Sol, eles tendem a acompanhar esta linha.

Caso você queira acompanhar um “desfile planetário” ainda mais completo, basta observar o céu em junho, quando faltarem poucas horas antes de o Sol nascer. É que o grupo de planetas que você viu aqui continuará visível ao longo de abril e maio, mas durante o sexto mês do ano, eles estarão acompanhados de Mercúrio no céu.

Quinta-feira (21) — Lembrança da Apollo 16

John Young preparando uma antena de comunicação durante a missão Apollo 16 (Imagem: Reprodução/Apollo 16, NASA; Montagem do panorama: Mike Constantine)
John Young preparando uma antena de comunicação durante a missão Apollo 16 (Imagem: Reprodução/Apollo 16, NASA; Montagem do panorama: Mike Constantine)

No dia 16 de abril de 1972 a NASA lançou a missão Apollo 16, levando o comandante John W. Young, o piloto do módulo de comando Thomas K. “Ken” Mattingly e o piloto do módulo lunar Charles M. Duke rumo ao nosso satélite natural. Eles entraram na órbita lunar no dia 19, e no dia seguinte o módulo lunar Orion desceu à superfície da Lua, pousando em um ponto próximo das Terras Altas de Descartes.

Enquanto Mattingly orbitava a Lua a bordo do módulo lunar Casper, trabalhando em experimentos e fazendo fotografias, John Young e Charles Duke exploravam a superfície do nosso satélite natural. Eles passaram quase três dias na Lua, e a imagem acima é um panorama produzido a partir de várias fotos, que nos mostra um pouco do terceiro e último dia de atividades por lá. Observe que o módulo lunar aparece à distância, no canto esquerdo da imagem.

Enquanto as fotos ficaram por conta de Duke, astronauta responsável pela operação da câmera, Young estava próximo do rover lunar elétrico. O veículo foi projetado para os astronautas alcançarem e explorarem regiões mais distantes do módulo lunar do que conseguiriam se fossem até lá andando em trajes espaciais. Ali, ele estava preparando uma antena de comunicação para posicioná-la em direção à Terra.

Sexta-feira (22) — Crepúsculo na Terra

Oceanos e nuvens refletindo a luz solar, filtrada pela atmosfera (Imagem: Reprodução/ISS Expedition 2 Crew, Gateway to Astronaut Photography of Earth, NASA)
Oceanos e nuvens refletindo a luz solar, filtrada pela atmosfera (Imagem: Reprodução/ISS Expedition 2 Crew, Gateway to Astronaut Photography of Earth, NASA)

Esta foto foi feita pelos astronautas da Expedição 2 e há algo interessante nela: além da beleza da Terra marcada pelos oceanos e nuvens, perceba que não há uma divisão nítida da passagem do dia para a noite. A tal divisão é conhecida como "terminador" e, ao invés de aparecer como uma linha nítida e bem definida, aqui ela se mostra mais como uma transição difusa, marcando o início do crepúsculo em parte do planeta.

A luz do Sol vinha do lado direito, e a parte superior das nuvens reflete uma luz avermelhada, filtrada pela troposfera; esta é a camada mais baixa da atmosfera terrestre, e também é aquela que abriga o ar que respiramos e as nuvens que vemos no céu. Portanto, quando você sente o vento soprando ou observa pássaros voando, está experienciando um pouco do que a troposfera nos oferece. Nada mau, né?

Você deve ter percebido que, no lado iluminado da Terra, há um brilho azul discreto; nós o vemos porque a camada atmosférica ali dispersa a luz azul, e depois se difunde na escuridão do espaço. Conhecido como "Dispersão de Rayleigh", este é o mecanismo que faz com que o céu aparente ter uma cor azul, enquanto pôr do Sol tem tons avermelhados.

Fonte: Canaltech

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