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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (07/05 a 13/05/2022)

Mais um sábado, mais um compilado de imagens astronômicas selecionadas por astrônomos da NASA no site Astronomy Picture of the Day. Vale já antecipar que, em meio às fotos destacadas nesta semana, está a primeira imagem já obtida de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea. Claro que o registro histórico não poderia ficar de fora, e aparece aqui acompanhado de algumas curiosidades.

Além do buraco negro, temos também uma imagem de uma galáxia fascinante com estrutura formada por dois anéis, e uma nebulosa que, para alguns, lembra a pata de um gatinho. Por fim, você poderá conferir também uma lente gravitacional curiosa, que acabou com forma parecida com a de um rosto sorridente.

Vamos lá?

Sábado (7) — Cachoeira de fogo

Cachoeira iluminada pela Lua (Imagem: Reprodução/Tara Mostofi)
Cachoeira iluminada pela Lua (Imagem: Reprodução/Tara Mostofi)

Se você estiver passeando pelo Parque Nacional Yosemite, nos Estados Unidos, durante fevereiro, pode conseguir observar um fenômeno interessante por lá: em determinadas datas, o Sol se põe em uma direção que faz com que a cachoeira Horsetail Fall fique iluminada por raios de luz avermelhada, que dão à queda d'água uma aparência dramática, como se fogo estivesse fluindo por ali.

Este efeito precisa de algumas condições, como céu limpo e ausência de névoa. Por outro lado, também pode ser observado durante a noite, como aconteceu neste clique; neste caso, a cachoeira é iluminada pelo brilho da Lua durante as noites da fase cheia — mas, claro, contanto que nosso satélite natural esteja posicionado na direção certa, ao longo do horizonte.

Como a foto está clara, pode até parecer que o registro foi capturado durante o dia, mas não se engane. Para consegui-lo, o fotógrafo começou a se preparar às 3h da madrugada, e fez as fotos entre as 4h e 5h30; no fim, ele pôde registrar a Lua quase na fase cheia, brilhando o suficiente para iluminar a cachoeira.

Domingo (8) — Anéis internos da galáxia NGC 1512

A galáxia NGC 1512 e seu anel nuclear (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble Space Telescope)
A galáxia NGC 1512 e seu anel nuclear (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble Space Telescope)

Esta é uma galáxia que, logo de primeira, chama a atenção pela estrutura curiosa perto de seu centro. Ali está um anel nuclear que, como o nome indica, cerca o núcleo da galáxia e brilha intensamente com a luz de estrelas recém-formadas — mas, se você observar bem, verá que a maioria delas orbita o centro galáctico em um anel muito mais amplo e distante do central.

Ironicamente, esta outra estrutura é chamada “anel interno”. Tanto este quanto o outro anel (o nuclear) parecem ter sido originados pelos processos evolutivos da galáxia. A gravidade das regiões assimétricas faz com que gás e poeira saiam do anel interno e sigam para o nuclear. O resultado disso é uma alta taxa de formação estelar no anel.

Além dos anéis, a NGC 1512 tem também uma barra central difusa que se estende na direção horizontal. Formadas por estrelas, estas barras estão presentes em até 65% das galáxias espirais e causam efeitos no movimento das estrelas, gás e poeira das galáxias. É possível também que as barras atuem como “funis”, acumulando matéria e a despejando no bojo da galáxia, formado pelo grupo central de estrelas da maioria das galáxias espirais.

Segunda-feira (9) — Eclipse solar em Marte

Se você tem acompanhado as últimas notícias de ciência e astronomia, provavelmente está por dentro do eclipse solar que aconteceu recentemente. Agora, que tal conferir um eclipse solar em Marte? Na sequência acima, você observa lua Fobos, um dos satélites naturais do Planeta Vermelho, passando à frente do Sol na perspectiva do rover Perseverance.

O vídeo foi gravado pelo rover em tempo real; portanto, o trânsito (o nome dado quando um objeto passa em frente ao outro) de Fobos pelo Sol não chegou a durar um minuto. Além de impressionante, esta foi a observação de um eclipse solar com maior zoom e com maior taxa de quadros por segundo já capturada por um robô na superfície de Marte — mas não foi a primeira.

Outros rovers já observaram estes eclipses na superfície do Planeta Vermelho algumas vezes: os rovers Spirit e Opportunity, por exemplo, capturaram as primeiras observações dos eclipses marcianos em 2004. Já em 2019, foi a vez do rover Curiosity produzir os primeiros registros do fenômeno em vídeo. Além de impressionantes, as fotos e vídeos destes eclipses ajudam os cientistas medir e analisar mudanças na órbita de Fobos.

Terça-feira (10) — Nebulosa da Pata de Gato

A Nebulosa da Pata de Gato é uma nebulosa de emissão (Imagem: Reprodução/Stefan Steve Bemmerl & Team Wolfatorium (Hakos/Namibia)
A Nebulosa da Pata de Gato é uma nebulosa de emissão (Imagem: Reprodução/Stefan Steve Bemmerl & Team Wolfatorium (Hakos/Namibia)

A cerca de 5.500 anos-luz de nós, está a nebulosa NGC 6334 — ou, se preferir, pode chamá-la por algum de seus apelidos populares simpáticos, como “Nebulosa da Pata de Gato” ou até de “Nebulosa da Garra do Urso”. Esta é uma nebulosa de emissão (uma nuvem de gás ionizado que brilha em comprimentos de onda da luz visível) com cor avermelhada, vinda dos átomos de hidrogênio ionizado.

Considerada um dos berçários estelares mais ativos na nossa galáxia, esta nebulosa já produziu estrelas com quase dez massas solares nos últimos milhões de anos, e abriga várias estrelas "bebês"; contudo, como estão escondidas em meio à poeira da NGC 6334, estudá-las não é uma tarefa fácil. Ao que tudo indica, a Nebulosa da Pata de Gato pode conter algumas dezenas de milhares de estrelas em seu interior.

Localizada em direção à constelação Scorpius, o Escorpião, esta nebulosa ocupa uma área no céu maior que a Lua cheia e aparece aqui brilhando graças à luz emitida pelo hidrogênio, oxigênio e enxofre. Ela foi descoberta em 1837 pelo astrônomo John Herschel.

Não bastasse a forma curiosa, a imagem acima tem um "bônus" para os fãs de ficção científica: observe com atenção a região entre os três "dedos" da pata. O que você vê?

Quarta-feira (11) — Lente gravitacional

Lente gravitacional observada pelos telescópios Hubble e Chandra (Imagem: Reprodução/ <a class="link " href="https://canaltech.com.br/empresa/nasa/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:NASA">NASA</a> /CXC/J. Irwin et al./STScI)
Lente gravitacional observada pelos telescópios Hubble e Chandra (Imagem: Reprodução/ NASA /CXC/J. Irwin et al./STScI)

O que pode lembrar um rosto sorridente em meio a várias galáxias é, na verdade, uma lente gravitacional. Esta lente é resultado de um fenômeno ocorrendo com a luz de algumas das galáxias do grupo “Gato de Cheshire”, em uma referência ao felino sorridente do clássico Alice no País das Maravilhas, escrito por Lewis Caroll. Parte das características do “gato” são galáxias distantes, que tiveram sua luz estendida e distorcida por grandes quantidades de massa.

As tais regiões massivas estão presentes ao redor dos “olhos” e “nariz”, todos formados por galáxias — isso sem mencionar a matéria escura, uma grande responsável pelo efeito. Já os arcos da “cara” do gato são formados pelas lentes de quatro galáxias ao fundo, bem mais distantes que aquelas dos “olhos”. As galáxias individuais e os arcos aparecem aqui através de dados coletados pelo telescópio Hubble, enquanto dados do observatório Chandra, em roxo, mostram gases a altas temperaturas por lá.

Para entender as lentes gravitacionais, precisamos recordar, primeiro, um pouco do que Albert Einstein propôs na Teoria da Relatividade Geral: um dos principais pontos dela é que a matéria distorce o espaço-tempo, ou seja, um objeto massivo pode afetar a “distorção” da luz de um objeto ao fundo. Além de serem exemplos práticos da teoria, as lentes gravitacionais ajudam os astrônomos a estudar galáxias distantes de forma que seria impossível, mesmo usando os telescópios mais poderosos.

Quinta-feira (12) — Aglomerado estelar NGC 346

A região NGC 346 contém estrelas massivas de vida curta, altamente energéticas (Imagem: Reprodução/NASA, ESA - acknowledgement: Antonella Nota (ESA/STScI) et al.,)
A região NGC 346 contém estrelas massivas de vida curta, altamente energéticas (Imagem: Reprodução/NASA, ESA - acknowledgement: Antonella Nota (ESA/STScI) et al.,)

Em meio aos aglomerados e nebulosas da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã irregular bem próxima da Via Láctea, está o aglomerado estelar aberto que você viu na imagem acima. Estes aglomerados contêm estrelas formadas a partir de uma única nuvem molecular, de modo que têm idades semelhantes — no caso, o aglomerado em questão é o NGC 346, composto por estrelas massivas e altamente energéticas, de vida breve.

Os ventos e a radiação emitidos por estas estrelas ajudam a abrir caminhos em meio à nuvem de gás e poeira da região de formação estelar presente ali, dando início ao surgimento de novas estrelas e “esculpindo” a parte mais interna da região, catalogada como “N66”. Este berçário estelar parece ter grandes grupos de estrelas bem jovens, que mal chegaram aos 5 milhões de anos de existência e ainda não realizam fusão nuclear com hidrogênio.

A imagem do aglomerado NGC 346, junto das regiões formadoras de estrelas em seus arredores, foi obtida através de dados coletados pelo telescópio espacial Hubble, em 2004. Em verde e azul, aparecem comprimentos de onda da luz visível e quase infravermelha, combinada à luz da nebulosa que atravessou um filtro de hidrogênio-alfa, em vermelho.

Sexta-feira (13) — O buraco negro supermassivo da Via Láctea

Detalhe da primeira foto já feita de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo da Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/SAO, IR - NASA/HST/STScI; Event Horizon Telescope Collaboration)
Detalhe da primeira foto já feita de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo da Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/SAO, IR - NASA/HST/STScI; Event Horizon Telescope Collaboration)

Por muito tempo, os astrônomos observaram que havia estrelas orbitando "algo" invisível no coração da Via Láctea, um objeto compacto e extremamente massivo. Tudo indicava se tratar de um buraco negro, mas ainda faltava capturar alguma evidência visual direta do objeto. Pois bem, a evidência aparece destacada acima: ali, vemos a primeira imagem já capturada do buraco negro Sagitário A* (ou "Sgt A*"), localizado no centro da Via Láctea.

Claro, não é possível observar o buraco negro propriamente dito, porque é tão massivo (tem quatro milhões de massas solares!) que nem mesmo a luz consegue escapar de sua atração gravitacional, o que o torna completamente escuro. Por outro lado, a gravidade do buraco negro é tão forte que ela "dobra" a luz e cria uma região que, apesar de ser escura, está cercada por um anel brilhante de gases aquecidos próximos do horizonte de eventos, região considerada a "superfície" do buraco negro.

Para conseguir a imagem, foi necessário trabalhar com oito observatórios de ondas de rádio que fazem parte da colaboração EHT (Event Horizon Telescope), espalhados pelo planeta. Juntos, eles funcionaram como um telescópio virtual poderoso do "tamanho" da Terra, capaz de observar Sgt A*, mesmo ele estando a 27 mil anos-luz de nós.

Fonte: Canaltech

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