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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (11/06 a 17/06/2022)

Pronto para mais um compilado de imagens astronômicas reunidas no site Astronomy Picture of the Day? A seleção de fotos desta semana traz algumas imagens divertidas e curiosas: por exemplo, em uma delas, há quem veja um rosto na Lua! Em outra, você confere um verdadeiro "desfile planetário" com cinco dos nossos vizinhos brilhando no céu do Chile. Há, ainda, fotos da Via Láctea, de satélites riscando o céu e, claro, da superlua que encantou observadores nesta semana.

Confira:

Sábado (11) — Estrada e a Via Láctea

Céu noturno fotografado em Alentejo, Portugal (Imagem: Reprodução/David Cruz)
Céu noturno fotografado em Alentejo, Portugal (Imagem: Reprodução/David Cruz)

Se você estivesse viajando pelas estradas de Alentejo, em Portugal, poderia muito bem aproveitar para fazer uma pausa no passeio e observar o céu noturno, conferindo o brilho da Via Láctea. Outra possibilidade é fazer isso sem sair de casa, admirando esta foto panorâmica capturada no início do mês de junho.

O brilho do arco na foto vem de bilhões de estrelas espalhados pelo plano galáctico, cuja luminosidade é difusa demais para conseguirmos diferenciá-las individualmente. Contudo, a luz das estrelas não viaja livremente até nós; se você observar bem, verá que o brilho delas fica "escondido" por nuvens de poeira interestelar.

Pode não parecer, mas assim como a Terra orbita o Sol, o Sistema Solar viaja ao redor do centro da Via Láctea a mais de 800 mil km/h. Por isso, leva mais de 200 milhões de anos para nosso sistema completar uma única volta em nossa galáxia — na última vez em que isso aconteceu, os dinossauros haviam acabado de aparecer em nosso planeta!

Domingo (12) — Um rosto na Lua?

Será que você também consegue ver o “rosto” na Lua? (Imagem: Reprodução/Dani Caxete)
Será que você também consegue ver o “rosto” na Lua? (Imagem: Reprodução/Dani Caxete)

Se você observar esta foto da Lua com atenção, pode encontrar alguma forma que pareça familiar em meio às crateras e formações da superfície lunar — como um rosto, por exemplo. Claro, não há rosto algum na Lua e o que vemos é, na verdade, resultado da pareidolia, a tendência que o cérebro humano tem de encontrar significados em estímulos visuais abstratos.

Apesar de não haver nenhuma face na Lua, as formas escuras na superfície dela nos ajudam a identificar algumas características interessantes. Entre elas, estão as regiões circulares que formam os “olhos”; ali estão os chamados “mares” lunares, formados por grandes planícies de lava basáltica solidificada. Eles podem ser observados com binóculos ou a olho nu.

Caso você não tenha conseguido enxergar o rosto, não se preocupe, já que há outras “formas” para ver na Lua: há quem veja algo parecido com uma figura feminina, e algumas culturas apontam haver um formato de “coelho” na Lua — o Mar da Tranquilidade, local de pouso da Apollo 11, seria a cabeça do bichinho; já os mares do Néctar e Fertilidade seriam as orelhas.

Segunda-feira (13) — Galáxia do Redemoinho

A galáxia M51 também é conhecida como "Galáxia do Redemoinho" (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Bernard Miller)
A galáxia M51 também é conhecida como "Galáxia do Redemoinho" (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Bernard Miller)

Esta é a M51, um ótimo exemplo de galáxia espiral. Ela é formada por braços grandes e delicados, que até lembram uma grande escada cósmica, se projetando em espiral pelo espaço; estes braços são formados por estrelas e gases envolvidos por poeira, e representam algumas das características mais conhecidas das galáxias espirais.

Também conhecida como "Galáxia do Redemoinho", a M51 fica a cerca de 30 milhões de anos-luz de nós e tem quase 60 mil anos-luz de extensão. Além da beleza, os braços da M51 têm um papel importante: eles são como “fábricas estelares”, que comprimem o hidrogênio gasoso e formam novos aglomerados de estrelas.

Alguns astrônomos acreditam que os braços desta galáxia são bem proeminentes porque sofreram os efeitos gravitacionais de um encontro com NGC 5195, a galáxia menor e amarelada que aparece à esquerda. Ela parece estar “puxando” os braços da outra, e as forças gravitacionais de maré podem ter desencadeado processos de formação estelar.

Terça-feira (14) — Poluição luminosa

Os rastros luminosos que aparecem nesta foto vêm de vários satélites artificiais (Imagem: Reprodução/Joshua Rozells)
Os rastros luminosos que aparecem nesta foto vêm de vários satélites artificiais (Imagem: Reprodução/Joshua Rozells)

De onde será que esta formação rochosa do Parque Nacional de Nambung, na Austrália, veio? Bem, ainda não se sabe exatamente o processo que deu origem a ela, mas ao que tudo indica, a rocha foi formada a partir de antigas conchas marinhas. Mas além dela, outra característica que chama a atenção na foto são os vários rastros brilhantes no céu.

Eles foram deixados por satélites na órbita baixa da Terra, que refletem a luz solar. Grande parte dos rastros foi deixada pelos satélites Starlink, da SpaceX — o que é esperado, já que a empresa vem se dedicando a expandir a megaconstelação de satélites de internet, que já chega a dezenas de milhares de unidades em operação.

Os rastros dos satélites nos mostram, de forma bem prática, o problema da quantidade crescente de dispositivos artificiais na órbita da Terra. Eles ficam ainda mais evidentes durante o amanhecer e entardecer e prejudicam observações astronômicas, aparecendo em meio a imagens de objetos distantes no universo.

Quarta-feira (15) — O coração do aglomerado de Virgem

O Aglomerado de Virgem é o mais próximo da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Saulius Adomaitis)
O Aglomerado de Virgem é o mais próximo da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Saulius Adomaitis)

O Aglomerado de Virgem aparece com toda sua beleza nesta foto. Localizado a cerca de 70 milhões de anos-luz de nós, ele compõe o coração do Superaglomerado de Virgem, nome dado a uma grande concentração de galáxias que inclui aquelas do chamado Grupo Local, do qual a Via Láctea faz parte, entre outras. Pelo menos 100 grupos galácticos e aglomerados existem ali.

Já o Aglomerado de Virgem é o lar de mais de 2 mil galáxias, repletas de estrelas e gases a temperaturas tão altas que brilham em raios X. Outra característica interessante deste objeto é a intensa e perceptível força gravitacional que exerce nas galáxias do Grupo Local.

Agora, vamos conhecer alguns detalhes desta foto do aglomerado. No canto superior esquerdo da foto, está o grupo de galáxias conhecido como Cadeia de Markarian; já à direita, um pouco acima do centro, está a galáxia M86. Por fim, no canto inferior direito, você encontra a galáxia NGC 4388, do tipo espiral.

Quinta-feira (16) — Superlua de morango

Superlua fotografada no céu de Chongqing, na China (Imagem: Reprodução/Jeff Dai (TWAN))
Superlua fotografada no céu de Chongqing, na China (Imagem: Reprodução/Jeff Dai (TWAN))

Você observou a Lua nesta terça-feira (14)? Se sim, você conferiu a chamada “superlua”, que ocorre quando a fase cheia coincide com o ponto de maior proximidade do nosso satélite natural ao longo de sua órbita elíptica ao redor da Terra. Durante a superlua, o disco lunar aparenta ser um pouco maior e mais brilhante do que o comum.

Nesta foto, vemos a superlua brilhando no céu de Chongqing, na China. Esta imagem é composta por duas exposições, que foram fundidas para mostrar a superlua e a visão do céu noturno durante a noite do dia 14; graças à técnica usada pelo fotógrafo, conseguimos observar também uma coroa lunar bem discreta, causada pelas nuvens no céu na hora da foto.

Caso você esteja se perguntando sobre o porquê dos "morangos" no nome da Lua, saiba que o apelido não indica mudanças na cor aparente do nosso satélite natural e nem nada do tipo; na verdade, ele está relacionado à época da colheita dos morangos na América do Norte, que coincide com a última Lua cheia da primavera por lá.

Sexta-feira (17) — "Desfile planetário" no Chile

De cima para baixo, da esquerda para a direita, estão Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio(Imagem: Reprodução/Elke Schulz (Daniel Verschatse Observatory)
De cima para baixo, da esquerda para a direita, estão Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio(Imagem: Reprodução/Elke Schulz (Daniel Verschatse Observatory)

Quem está no Chile e acordou bem cedo pode ter conseguido conferir os planetas alinhados no céu, visíveis a olho nu. Nesta foto, temos Mercúrio (mais próximo do horizonte), Vênus com seu brilho típico e Marte, com seus tons alaranjados. Eles estão acompanhados por Júpiter e Saturno, planeta gasoso que aparece mais alto no céu nesta foto.

Quando dois objetos astronômicos aparecem juntos no céu da nossa perspectiva na Terra, dizemos que eles estão em conjunção. As conjunções planetárias não são eventos muito raros, mas uma conjunção com cinco deles, como essa, aconteceu pela última vez em dezembro de 2004.

Se você reparar bem, perceberá que os planetas apareceram no céu na ordem de suas respectivas órbitas ao redor do Sol, da direita para a esquerda. A conjunção dos planetas pode ser vista mesmo em lugares com poluição luminosa; portanto, vale a pena tentar acompanhar o fenômeno logo, já que Mercúrio ficará cada vez mais perto do horizonte nos próximos dias!

Fonte: Canaltech

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