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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (04/06 a 10/06/2022)

Mais um fim de semana, mais um compilado de fotos astronômicas selecionadas pela NASA. Desta vez, você poderá dar uma espiadinha no futuro da Via Láctea daqui a alguns bilhões de anos, quando estiver começando a colidir com a galáxia Andrômeda. Não estaremos aqui para ver o processo, mas uma foto do compilado te mostra como poderá ser a visão do céu noturno quando estiver acontecendo.

Os buracos negros e nebulosas também estão nas fotos selecionadas nesta semana — há quem veja formas parecidas com as de dragões na foto de uma delas. Será que você verá algo do tipo também?

As galáxias não poderiam ficar de fora e aparecem em grande estilo na foto do trio Arp 286, composto por três delas; uma está interagindo gravitacionalmente com outra e, por isso, acabou distorcida. Confira:

Sábado (04) — Meteoros Tau-Herculídeas no espaço

Meteoros da chuva Tau-Herculídeas, fotografados pelo telescópio espacial Yangwang-1 (Imagem: Reprodução/Zhuoxiao Wang, Yangwang-1 Space Telescope, Origin.Space)
Meteoros da chuva Tau-Herculídeas, fotografados pelo telescópio espacial Yangwang-1 (Imagem: Reprodução/Zhuoxiao Wang, Yangwang-1 Space Telescope, Origin.Space)

As dezenas de rastros brilhantes nesta foto foram deixadas por meteoros da chuva Tau-Herculídeas, cujo pico ocorreu na madrugada de 31 de maio. A foto é do telescópio espacial Yangwang-1, da China, e é o resultado de uma sequência de observações conduzidas durante cinco minutos, perto do pico do fenômeno.

Conforme previsto, a Terra atravessou uma nuvem densa de detritos do cometa 3P/Schwassmann-Wachmann 3 (ou apenas “SW 3"), o que causou uma chuva bastante ativa neste ano. Por outro lado, o fenômeno não trouxe muitos meteoros brilhantes, o que acabou dificultando os planos de quem queria vê-los — pode não parecer, mas grande parte dos meteoros da foto tem brilho fraco demais para serem detectados por instrumentos em solo.

O cometa “pai” desta chuva foi descoberto em 1930 por Arnold Schwassmann e Arno Wachmann. O SW 3 é considerado um cometa periódico, que leva 5,4 anos para orbitar nosso astro. Este foi o terceiro cometa periódico descoberto pela dupla, e também o 73º cometa classificado como periódico.

Domingo (05) — Dupla de buracos negros

Buracos negros supermassivos em um sistema binário, separados por aproximadamente 25 mil anos-luz (Imagem: Reprodução/ NASA/CXC/D. Hudson, T. Reiprich et al. (AIfA); Radio: NRAO/VLA/ NRL)
Buracos negros supermassivos em um sistema binário, separados por aproximadamente 25 mil anos-luz (Imagem: Reprodução/ NASA/CXC/D. Hudson, T. Reiprich et al. (AIfA); Radio: NRAO/VLA/ NRL)

Esta é uma foto composta por dados de raios X (em azul) e rádio (em rosa), que mostram duas formas brilhantes: elas são buracos negros supermassivos que formam 3C75, uma fonte gigantesca de ondas de rádio. Eles ficam no coração de Abell 400, um aglomerado de galáxias a cerca de 300 milhões de anos-luz de nós, e estão separados por aproximadamente 25 mil anos-luz.

Ao que tudo indica, estes buracos negros fazem parte de um sistema binário, ou seja, estão unidos pela gravidade. Um pouco disso se deve aos jatos expelidos por eles, que parecem ter ficado distorcidos em função do movimento em comum dos objetos, que se movem pelo gás do aglomerado extremamente aquecido a uma velocidade de 1.200 km/s. Futuramente, eles devem causar ondas gravitacionais.

Os buracos negros supermassivos têm entre 100 mil e 10 bilhões de massas solares, mas ainda não se sabe exatamente como eles se formam. As evidências da existência destes objetos extremos vem de observações da matéria no coração das galáxias, orbitando alguma massa invisível a velocidades bem altas.

Estas velocidades poderiam ser explicadas somente pela aceleração proporcionada por algum objeto imenso com forte campo gravitacional, em uma pequena região do espaço — ou seja, um buraco negro supermassivo!

Segunda-feira (06) — Futuro da Via Láctea

Representação do início da colisão entre a Via Láctea e Andrômeda (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Z. Levay and R. van der Marel (STScI); T. Hallas; and A. Mellinger)
Representação do início da colisão entre a Via Láctea e Andrômeda (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Z. Levay and R. van der Marel (STScI); T. Hallas; and A. Mellinger)

É provável que a Via Láctea se choque com Andrômeda, a maior galáxia espiral próxima da nossa, no futuro. Também conhecida como “Messier 31” (ou somente “M31”), Andrômeda fica a 2,5 milhões de anos-luz de nós, sendo o objeto mais distante que pode ser observado a olho nu. De acordo com os dados de pequenas mudanças na posição das estrelas de M31, obtidos pelo telescópio Hubble, esta galáxia pode estar em rota de colisão direta com o centro da nossa.

Por outro lado, erros na velocidade lateral parecem suficientemente grandes para os astrônomos admitirem uma boa chance de que as partes centrais das duas galáxias escapem do encontro por pouco. Mesmo assim, os halos externos de ambas devem ficar próximos o suficiente para se misturarem gravitacionalmente com a colisão; depois que isso acontecer, as duas galáxias vão se fundir e devem dar origem a uma grande galáxia elíptica.

Ainda deve levar alguns bilhões de anos para isso acontecer, e não estaremos aqui para acompanhar. Mas não fique frustrado por não poder ver o fenômeno: a foto acima traz uma combinação de fotos do céu noturno da Terra, representada pelas montanhas escuras, que mostra como poderia ser a nossa visão quando as partes externas das galáxias começarem a colidir.

Terça-feira (07) — Nebulosa de emissão NGC 6188

A nebulosa NGC 6188 fica a cerca de 4.000 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/haun Robertson)
A nebulosa NGC 6188 fica a cerca de 4.000 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/haun Robertson)

Assim como podemos ver nuvens no céu com formato parecido com animais, há quem veja dragões em meio aos filamentos coloridos da nebulosa NGC 6188 — que, claro, são simplesmente ilusões de ótica causadas pelo gás e poeira da nebulosa. Ela fica a aproximadamente 4.000 anos-luz de nós na direção de uma grande nuvem molecular que não pode ser vista na luz visível, no sul da constelação Ara.

Ali, há estrelas jovens e massivas nascidas na região há apenas alguns milhões de anos, esculpindo as formas escuras e alimentando o brilho da nebulosa com fortes ventos estelares e radiação ultravioleta. É possível que a formação destas estrelas tenha sido desencadeada por ventos e explosões de supernovas, ocorridas em estrelas massivas de gerações anteriores; as emissões delas podem ter varrido e comprimido o gás molecular.

Se você observar o canto inferior direito da foto, verá a NGC 6164, uma nebulosa de emissão formada por estrelas do tipo O, consideradas raras e bastante brilhantes. Com aparência que lembra a das nebulosas planetárias, a NGC 6164 tem uma estrutura gasosa simétrica e um halo difuso que cerca a estrela, próxima da parte inferior da imagem.

Quarta-feira (08) — Rastros de navios no oceano Pacífico

Estes rastros são deixados no oceano pela exaustão dos motores dos navios (Imagem: Reprodução/NASA, Terra, MODIS; Text: Raymond Shaw (MTU)
Estes rastros são deixados no oceano pela exaustão dos motores dos navios (Imagem: Reprodução/NASA, Terra, MODIS; Text: Raymond Shaw (MTU)

Pode até parecer que esta foto mostra a superfície de algum planeta distante ou, quem sabe, alguma visão microscópica. Na verdade, a imagem é do oceano Pacífico, e nos traz rastros brilhantes que, às vezes, podem ser vistos no oceano após a passagem de navios. Eles aparecem como faixas de cor clara, e são formados por interações entre a fumaça dos motores das embarcações e a água.

O vapor d’água é condensado ao redor de aerossóis, pequenas partículas; depois, mais água vai se acumulando, até formar uma nuvem visível. Os rastros se estendem por longas distâncias porque eles acompanham a direção em que o vento soprou a fumaça dos navios — tanto que é por isso que os vários rastros desta foto aparecem com formatos alongados.

Pensando nestas formações criadas pela exaustão das embarcações, alguns cientistas sugerem lançar boias flutuantes nos oceanos, que liberem no ar um spray de compostos com sal aerossolizado e água do mar. A ideia aqui é que as partículas do spray formem nuvens refletoras com a ajuda do vento, que podem refletir tanta luz que, talvez, se tornem aliadas no combate ao aquecimento global.

Quinta-feira (09) — Nuvens na constelação de Cygnus, o Cisne

Nuvens formadoras de estrelas perto da constelação de Cygnus (Imagem: Reprodução/Wolfgang Zimmermann)
Nuvens formadoras de estrelas perto da constelação de Cygnus (Imagem: Reprodução/Wolfgang Zimmermann)

Estas nuvens de gás e poeira podem ser encontradas em direção à constelação de Cygnus, o Cisne — contudo, mesmo que você tente observá-las em uma noite de céu limpo e distante da poluição luminosa, não conseguirá vê-las. A boa notícia é que este mosaico te mostra o que existe nesta região, composta por nuvens de poeira formadoras de estrelas em contraste com o brilho do hidrogênio atômico e oxigênio gasoso.

A foto traz a nebulosa de emissão NGC 6888, a região brilhante perto da parte superior da foto. Também conhecida como Nebulosa Crescente, ela fica a cerca de 5.000 anos-luz da Terra e é formada por fortes ventos estelares vindos da estrela WR 136, do tipo Wolf-Rayet. Esta classificação é dada a estrelas massivas em etapas avançadas de seus processos evolutivos, que perdem massa a altas taxas.

Geralmente, elas têm massa 25 vezes maior que o Sol e vidas breves. A temperatura média delas é maior que 25 mil Kelvin, e estas estrelas podem ter brilho até um milhão de vezes maior que o do Sol. Cerca de 50% das estrelas Wolf-Rayet ocorrem em sistemas binários, sendo vizinhas de outra estrela do tipo ou até de buracos negros ou estrelas de nêutrons.

Sexta-feira (10) — Trio de galáxias Arp 286

As galáxias designadas como Arp 286 ficam a quase 90 milhões de anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/ Nicolas Rolland, Telescope.Live)
As galáxias designadas como Arp 286 ficam a quase 90 milhões de anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/ Nicolas Rolland, Telescope.Live)

Este é um trio de galáxias passando por interações gravitacionais interessantes e unidas por grandes pontes de matéria. A maior delas é a NGC 5566, a galáxia espiral com quase 150 mil anos-luz de extensão, presente mais ao meio da foto. Ela é barrada, ou seja, tem uma estrutura em forma de barra em seu centro, formada por estrelas; as barras estão presentes em cerca de metade das galáxias espirais.

Além disso, estas estruturas afetam o movimento das estrelas e do gás interestelar no interior das galáxias deste tipo, e podem também afetar seus braços; curiosamente, elas são fenômenos temporários, e decaem ao longo do tempo. Estas estruturas parecem atuar como berçários estelares, direcionando os gases dos braços espirais e alimentando processos de formação estelar.

Acima da NGC 5566, no lado esquerdo, está a pequena galáxia espiral NGC 5569. Já do lado direito, vemos a NGC 5560, uma galáxia espiral que parece ter acabado distorcida pela gravidade da NGC 5569. O trio de galáxias aparece no Atlas das Galáxias Peculiares, catálogo produzido pelo astrônomo Halton Arp e publicado em 1966.

Fonte: Canaltech

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