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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (30/04 a 06/05/2022)

Abril já se foi, e maio começou marcado por uma imagem histórica: no compilado de fotos astronômicas desta semana, temos uma foto do buraco negro da galáxia M87, a primeira já produzida de um deles. Outros objetos fascinantes também aparecem por aqui, como um aglomerado estelar próximo da Terra, um alinhamento planetário registrado junto da pirâmide mais antiga do mundo e até uma galáxia que parece ter "flocos" em seus braços.

Confira:

Sábado (30) — Aglomerado da Colmeia

O Aglomerado da Colmeia fica a cerca de 600 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/Drew Evans)
O Aglomerado da Colmeia fica a cerca de 600 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/Drew Evans)

Aqui, temos uma “colmeia” diferente: ao invés de uma sociedade de abelhas, ela abriga cerca de mil estrelas jovens, com apenas 600 milhões de anos — para comparação, lembre-se que o Sol já passa dos 4 bilhões de anos. Designado “M44”, este é um aglomerado estelar também conhecido como Aglomerado da Colmeia e fica a apenas 600 anos-luz de nós, o que o torna um dos aglomerados estelares mais próximos do Sistema Solar.

O M44 é considerado um aglomerado estelar aberto, ou seja, é formado por alguns milhares de estrelas nascidas de uma única nuvem molecular, o que faz com que tenham idades parecidas. Os aglomerados estelares abertos se mantêm unidos pela atração gravitacional mútua; contudo, se ocorrerem encontros com outros aglomerados e até nuvens de gás conforme orbitam o centro da galáxia, eles podem se romper.

Durante o século XVIII, o astrônomo Charles Messier trouxe o Aglomerado da Colmeia para seu célebre catálogo de objetos estelares; mas, antes disso, o objeto já era descrito como uma “nuvem difusa” ou uma “neblina celestial”. Caso queira conferir esta “nuvem” com seus próprios olhos, uma boa dica é utilizar binóculos, que vão te ajudar a observar as estrelas vermelhas e azuladas existentes por lá.

Domingo (1º) — A primeira imagem de um buraco negro

Imagem do buraco negro da galáxia M87 (Imagem: Reprodução/Event Horizon Telescope Collaboration)
Imagem do buraco negro da galáxia M87 (Imagem: Reprodução/Event Horizon Telescope Collaboration)

Em 2019, o projeto Event Horizon Telescope (EHT) divulgou a imagem histórica que você viu acima. Este é o buraco negro localizado no coração da galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz da Terra. A tarefa não foi fácil: além da rede internacional de telescópios, o EHT contou também com a colaboração de mais de 200 cientistas de todo o mundo, que trabalharam por anos para chegar no resultado acima.

Os buracos negros são tão densos que tudo que cruzar o chamado “horizonte de eventos” será consumido, incluindo a luz; por isso, eles são invisíveis para nós. Pois bem, o que observamos na imagem é a sombra do buraco negro supermassivo da galáxia, com 6,5 bilhões de massas solares. Devido à intensa gravidade dele, a trajetória da luz na imagem (correspondente à radiação do disco) é deformada, e fica parecida com um anel.

Já as diferenças de luminosidade se devem ao giro do disco de acreção (um disco de gás e matéria aquecidos, girando ao redor do buraco negro). Devido a um efeito relativístico parecido com o efeito doppler (a distorção nas ondas sonoras emitidas por uma origem em movimento), a parte do disco girando em direção à Terra aparenta ser mais brilhante; enquanto isso, a parte se movendo em direção oposta à nossa parece ser mais escura.

Segunda-feira (2) — Eclipse solar parcial

Eclipse solar parcial registrado na Argentina (Imagem: Reprodução/Aixa Andrada)
Eclipse solar parcial registrado na Argentina (Imagem: Reprodução/Aixa Andrada)

No último fim de semana, algumas regiões da América do Sul puderam observar um eclipse solar parcial acontecendo. Infelizmente, o Brasil não fazia parte da lista de lugares em que seria possível observar a Lua ocultar temporariamente parte do Sol, mas a boa notícia é que esta foto feita na Patagônia, localizada na Argentina, nos mostra um pouco do que aconteceu durante o fenômeno.

Os eclipses solares acontecem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre nosso planeta. Desta vez, o que aconteceu foi um eclipse solar parcial, o nome que damos quando parte do disco solar fica visível durante a passagem da Lua. A visão é impressionante por si só e causou um breve escurecimento local, que acabou não sendo tão perceptível em função das nuvens espessas no céu naquele momento.

Já no dia 16 de maio, acontecerá o primeiro eclipse lunar total do ano. Durante este fenômeno, a sombra da Terra vai cobrir completamente a Lua, deixando nosso satélite natural na escuridão por cerca de uma hora. O fenômeno poderá ser observado em todo o território do Brasil, e quem acompanhá-lo irá conferir a Lua com aspecto avermelhado, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”.

Terça-feira (3) — A “cauda” de Mercúrio

Mercúrio e sua "cauda", junto do aglomerado das Plêiades (Imagem: Reprodução/Sebastian Voltmer)
Mercúrio e sua "cauda", junto do aglomerado das Plêiades (Imagem: Reprodução/Sebastian Voltmer)

Este pode até parecer o rastro de um meteoro ou a cauda de um cometa, mas não se engane: ali está Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol no Sistema Solar. Se você fotografá-lo com uma longa exposição (técnica em que o obturador da câmera fica aberto por mais tempo para que o sensor do equipamento receba mais luz), pode conseguir registrar a cauda que viu aqui, que nos mostra alguns dos processos que ocorrem por lá.

Para entender, considere que Mercúrio tem uma fina atmosfera composta por pequenas quantidades de sódio, composto que brilha quando interage com a luz solar. Como a luz do Sol arranca os átomos de sódio da superfície do planeta e os empurra para longe, ela forma um brilho amarelado como o que vimos aqui. Esta cauda foi prevista pela primeira vez durante a década de 1980, mas foi somente em 2001 que ela foi descoberta.

Além de curiosa, a cauda de Mercúrio é especial. Ao estudá-la durante diferentes períodos ao longo da órbita do planeta, os astrônomos podem aprender mais sobre as variações sazonais que ocorrem por lá e até os efeitos das explosões solares e ejeções de massa coronal, liberadas pelo Sol.

Quarta-feira (4) — Alinhamento planetário no Egito

Vênus, Marte, Júpiter e Saturno alinhados no céu de Saqqara, no Egito (Imagem: Reprodução/Osama Fatehi)
Vênus, Marte, Júpiter e Saturno alinhados no céu de Saqqara, no Egito (Imagem: Reprodução/Osama Fatehi)

Desde a metade de abril, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno podem ser vistos juntos no céu durante o fim da madrugada, antes de o Sol nascer. Pois é, o alinhamento planetário continua e foi registrado nesta foto incrível, que mostra nossos vizinhos brilhando no céu de Saqqara, sítio arqueológico que abrigou a necrópole mais importante da cidade de Mênfis, no Egito.

Saqqara é também o lar da Pirâmide Escalonada de Djoser, a primeira pirâmide do mundo e a estrutura de pedra mais antiga. Construída no séc. 27 a.C. A pirâmide mede 140 m de comprimento e 60 de altura, e foi construída com pequenos blocos calcários. Aqui, ela aparece em uma imagem composta: a da frente foi capturada durante a chamada “hora azul”, aquela em que o Sol está baixo no horizonte durante o crepúsculo.

Já a imagem de fundo foi registrada no mesmo local durante a manhã seguinte. Nos próximos dias, haverá algumas mudanças no desfile de planetas no céu: no fim de abril, Júpiter e Vênus trocaram suas posições em nossa perspectiva. Depois, no fim de maio, o gigante gasoso e Marte vão inverter novamente suas posições aparentes.

Quinta-feira (5) — A galáxia NGC 3521

Os “flocos” nos braços da galáxia NGC 3521 (Imagem: Reprodução/ark Hanson e Mike Selby)
Os “flocos” nos braços da galáxia NGC 3521 (Imagem: Reprodução/ark Hanson e Mike Selby)

A 35 milhões de anos-luz da Terra, em direção à constelação Leo, o Leão, fica esta galáxia impressionante. A NGC 3521 chama a atenção por seus braços em espiral, acompanhados de poeira, regiões de formação estelar (as áreas em rosa) e aglomerados de estrelas jovens e azuis. Além disso, a imagem mostra também que a NGC 3521 está envolvida por grandes estruturas parecidas com bolhas; elas podem ser detritos de maré, deixados por fusões com outras galáxias no passado.

Com aproximadamente 50 mil anos-luz de extensão, esta é uma galáxia do tipo espiral floculada. Este nome é dado às galáxias com braços espirais com aspecto de “flocos”, formados por grupos de poeira e estrelas. Por isso, as galáxias floculadas têm braços com aspecto menos nítido e definido quando comparados com aqueles das espirais tradicionais, como a galáxia do Redemoinho.

Como está relativamente próxima de nós, a NGC 3521 pode ser observada facilmente com telescópios pequenos. Se procurá-la no céu, você deverá encontrar uma galáxia com formato arredondado e brilhante — é daí que vem o apelido “Galáxia da Bolha”. A NGC 3521 foi descoberta em 1874 pelo astrônomo britânico William Herschel.

Sexta-feira (6) — Nebulosa de emissão NGC 3572

A nebulosa de emissão NGC 3572, acompanhada de um aglomerado estelar (Imagem: Reprodução/Carlos Taylor)
A nebulosa de emissão NGC 3572, acompanhada de um aglomerado estelar (Imagem: Reprodução/Carlos Taylor)

O gás brilhante e as nuvens escuras desta foto nos mostram um pouco dos arredores de NGC 3572, região formada uma nebulosa de emissão na constelação Carina e aglomerados estelares. Estas nebulosas são formadas por gases ionizados, que emitem luz em diferentes comprimentos de onda; entre alguns dos tipos mais comuns das nebulosas de emissão estão as nuvens de gases interestelares dominadas por átomos de hidrogênio.

Estas nuvens podem ser ionizadas por estrelas do tipo O e B por perto. Elas são extremamente quentes e luminosas, liberando grande quantidade de fótons de luz ultravioleta altamente energéticos, capazes de separar o núcleo e os elétrons dos átomos de hidrogênio. Depois, eles se recombinam para formar hidrogênio novamente, com a diferença de que, desta vez, estarão em estado de excitação. Assim, conforme retornam ao estado menos energético, eles emitem fótons.

As estrelas da NGC 3572 aparecem em direção ao topo da imagem, enquanto densos fluxos de material no interior da nebulosa, desgastado pela ação dos ventos estelares e radiação, aparecem como se estivessem se afastando delas; é possível que, ali, esteja ocorrendo formação estelar. Ao longo das próximas centenas de milhões de anos, o gás e as estrelas do aglomerado devem ser dispersados pela força das marés gravitacionais e por explosões de supernovas.

Fonte: Canaltech

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