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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (27/11 a 03/12/2021)

·8 min de leitura

Que tal dar início ao fim de semana conferindo as mais recentes fotos astronômicas destacadas pela NASA? Neste compilado, você encontra imagens de galáxias de tipos diversos: uma tem estrutura espiral, e a outra, irregular — e é certo que todas são incríveis. Além disso, você vê também um registro do cometa Leonard acompanhado por galáxias de formas curiosas.

Você encontra ainda um vídeo de Urano acompanhado por algumas de suas luas. E, falando em satélites naturais, aproveite também uma belíssima imagem da Lua, feita durante o eclipse lunar parcial.

Vamos lá?

Sábado (27) — A Galáxia do Cata-Vento

Galáxia do Cata-Vento, formada por pelo menos um trilhão de estrelas (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CFHT, NOAO;K.Kuntz (GSFC), F.Bresolin (U.Hawaii), J.Trauger (JPL), J.Mould (NOAO), Y.-H.Chu (U. Illinois)
Galáxia do Cata-Vento, formada por pelo menos um trilhão de estrelas (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CFHT, NOAO;K.Kuntz (GSFC), F.Bresolin (U.Hawaii), J.Trauger (JPL), J.Mould (NOAO), Y.-H.Chu (U. Illinois)

A galáxia M101, também conhecida como “Galáxia do Cata-Vento”, aparece aqui em uma das maiores imagens que o telescópio espacial Hubble já fez de uma galáxia espiral. É que o objeto registrado aqui mede 170 mil anos-luz de extensão — considere que isso representa quase o dobro do diâmetro da Via Láctea.

Os astrônomos acreditam que a M101 contém pelo menos um trilhão de estrelas, junto de inúmeras nebulosas espalhadas por seus braços. Essas nebulosas contêm nuvens moleculares gigantescas de hidrogênio, sendo regiões de intensa formação estelar. Já as áreas em azul indicam aglomerados jovens, formados por estrelas quentes, azuladas e recém-nascidas.

A Galáxia do Cata-Vento fica a aproximadamente 25 milhões de anos-luz da Terra em direção à constelação da Ursa Maior, e geralmente pode ser observada através de pequenos telescópios. Esta imagem é o resultado da junção de 51 exposições feitas ao longo de vários estudos conduzidos durante quase uma década, e reúne informações da luz infravermelha e visível.

Domingo (28) — Cometa Churyumov-Gerasimenko

Cometa Churyumov-Gerasimenko em registro feito pela sonda Rosetta (Imagem: Reprodução/ESA, Rosetta, NAVCAM; Stuart Atkinson)
Cometa Churyumov-Gerasimenko em registro feito pela sonda Rosetta (Imagem: Reprodução/ESA, Rosetta, NAVCAM; Stuart Atkinson)

Será que essa paisagem faz parte de algum planeta ou lua distantes? Bem, na verdade, ela é um dos vários detalhes do cometa Churyumov-Gerasimenko (CG) registrados pela missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA). A nave chegou a ele em 2014 e passou algum tempo orbitando-o para coletar dados, até que fez um pouso controlado em sua superfície em 2016.

O penhasco que aparece aqui mede aproximadamente 1 km e se você pudesse se aventurar por lá, talvez até conseguisse escalá-lo com facilidade, já que o cometa tem baixa gravidade de superfície. Na parte inferior do penhasco, há um terreno relativamente macio com rochas que chegam a 20 m de extensão

Os dados obtidos pela missão indicam que o gelo do CG tem uma quantidade de deutério diferente daquela presente na água dos oceanos da Terra. O cometa Churyumov-Gerasimenko é formado por 26 regiões distintas, cada uma com nome inspirado em alguma divindade egípcia. As regiões do lobo maior do cometa receberam nomes de deuses, e as do menor, de deusas.

Segunda-feira (29) — Mistério cósmico

Formação de uma nebulosa pré-planetária ao redor da estrela binária LL Pegasi (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Jonathan Lodge)
Formação de uma nebulosa pré-planetária ao redor da estrela binária LL Pegasi (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Jonathan Lodge)

A imagem acima mostra um objeto misterioso e intrigante, já que não se sabe ao certo o que formou essa estrutura espiral no canto superior esquerdo.

Uma possibilidade é que ela seja uma nebulosa pré-planetária rara, se formando ao redor da estrela binária LL Pegasi; nesses sistemas, as duas estrelas orbitam um centro de massa comum. Geralmente, a mais brilhante é classificada como a estrela primária nestes sistemas, enquanto a mais escura é a secundária.

A espiral pode ter sido formada por um processo em andamento no sistema LL Pegasi, em que uma das estrelas está perdendo material para sua vizinha. Além disso, é possível que o sistema binário esteja se tornando uma nebulosa planetária; trata-se de uma etapa do fim da vida de estrelas gigantes vermelhas, em que elas expandem camadas de gás ionizado.

Na que aparece aqui, a taxa de expansão do gás parece indicar que uma nova camada deverá aparecer em cerca de 800 anos, período que corresponde àquele necessário para as duas estrelas orbitarem uma à outra. Outro mistério está relacionado ao brilho da espiral, talvez causado pela luz refletida por estrelas próximas.

Terça-feira (30) — Urano e algumas luas

Este vídeo mostra um pouco do brilho de Urano e suas luas, registrados pelo Observatório de Bayfordbury em Hertfordshire, no Reino Unido.

Apesar de durar apenas alguns segundos, a sequência mostra quatro horas de observação deste sistema distante, formado por um planeta cujas dimensões o tornam quatro vezes maior que a Terra.

Você dificilmente gostaria de viajar para Urano, já que as temperaturas, pressões e materiais deste mundo distante são extremos e voláteis demais para a vida como conhecemos. Para ter uma ideia, considere que os anos por lá duram cerca de 84 anos terrestres, enquanto os invernos ocorrem por longos 21 anos.

Hoje, os astrônomos identificaram 27 luas na órbita do planeta — e, ao contrário do que ocorre em grande parte dos nossos vizinhos do Sistema Solar, elas receberam nomes inspirados nas obras dos poetas William Shakespeare e Alexander Pope. Neste vídeo, vimos as luas Titânia, Oberon, Umbriel e Ariel.

Quarta-feira (01) — Cores na Lua

Lua com três diferentes cores (Imagem: Reprodução/Angel Yu)
Lua com três diferentes cores (Imagem: Reprodução/Angel Yu)

Estamos acostumados a ver a Lua com tons acinzentados, mas a foto acima traz algumas outras cores. A imagem foi feita durante o eclipse lunar parcial ocorrido recentemente e reúne alguns efeitos interessantes: os tons cinzentos da parte inferior do disco lunar são a cor típica do nosso satélite natural, originados dos compostos presentes na superfície da Lua como oxigênio, silício, magnésio, ferro, entre outros.

As regiões mais escuras foram formadas por antigas erupções vulcânicas e refletem menos luz — por isso, parecem ser mais escuras. Já a parte avermelhada é o resultado de um processo parecido com aquele que causa as cores vermelhas do pôr e nascer do Sol. Conforme a luz solar atravessa a atmosfera durante o eclipse, parte das cores do espectro são “filtradas”.

Como os comprimentos de onda da luz vermelha são os menos afetados, eles alcançam a Lua e a deixam com os tons avermelhados. Por fim, ficamos com esta pequena faixa azul no meio do disco lunar, que é simplesmente o resultado da luz solar que conseguiu passar pela parte superior da atmosfera terrestre.

Quinta-feira (02) — Galáxia de Barnard

A Galáxia de Barnard, do tipo irregular, fica a 1,5 milhão de anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/Dietmar Hager, Eric Benson)
A Galáxia de Barnard, do tipo irregular, fica a 1,5 milhão de anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/Dietmar Hager, Eric Benson)

Aqui, temos a galáxia NGC 6822. Também conhecida como “Galáxia de Barnard”, ela fica a apenas 1,5 milhão de anos-luz de nós na direção da constelação de Sagitário e mede aproximadamente 7.000 anos-luz.

Trata-se uma galáxia anã irregular que tende a apresentar baixo nível de metalicidade e níveis relativamente altos de gás. Isso a torna uma boa ferramenta para ajudar os astrônomos a entender melhor a evolução das galáxias.

Algumas das galáxias irregulares já podem ter tido formas espirais, mas foram distorcidas pela gravidade de algum objeto vizinho, que acabou afetando a estrutura delas. Na imagem, encontramos algumas estrelas azuis e jovens na Galáxia de Barnard, acompanhadas também por um brilho rosado.

Essa cor, presente em somente algumas regiões, vem das emissões do hidrogênio de áreas onde ocorrem processos de formação estelar. A NGC 6822 também faz parte do Grupo Local, formado por mais de 50 galáxias — entre os maiores membros, estão Andrômeda, Triângulo e a própria Via Láctea.

Sexta-feira (03) — Cometa Leonard e galáxias

O cometa Leonard aparece no centro da foto, com as galáxias NGC 4631 e NGC 4656 na parte superior e inferior, respectivamente (Imagem: Reprodução/Gregg Ruppel)
O cometa Leonard aparece no centro da foto, com as galáxias NGC 4631 e NGC 4656 na parte superior e inferior, respectivamente (Imagem: Reprodução/Gregg Ruppel)

Já pensou em ver um cometa parecendo estar entre duas diferentes galáxias? Pois é exatamente isso que aparece nesta foto do cometa Leonard (C/2021 A1), que parece atravessar o espaço entre duas galáxias.

Ele está ficando cada vez mais próximo da Terra e do Sol, mas há 35 milênios, o Leonard estava a 525 bilhões de quilômetros da nossa estrela; já no dia 12 de dezembro, o Leonard fará sua maior aproximação da Terra. Após o Natal, o cometa deverá sair do nosso campo de visão, alcançando o ponto mais próximo do Sol no dia 3 de janeiro. Depois que orbitar o astro, ele será lançado para fora do Sistema Solar e não será mais visto.

Além do cometa, a imagem traz também algumas galáxias interessantes: a da parte superior é a NGC 4631, popularmente conhecida como “Galáxia da Baleia”. Esta é uma galáxia do tipo espiral, observada lateralmente da Terra; por isso, a leve distorção do disco dela parece formar algo parecido com uma baleia.

Já a outra é a NGC 4656, chamada “Galáxia do Taco de Hóquei", cuja forma curiosa pode ter sido o resultado de interações com outras galáxias. Claro que a aparente proximidade do cometa com as galáxias é somente uma impressão, já que elas estão a mais de 25 milhões de anos-luz de distância.

Fonte: Canaltech

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