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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (14/08 a 20/08/2021)

·7 minuto de leitura

Os dias 11 a 13 de agosto foram marcados por um espetáculo no céu noturno, proporcionado pela passagem da Terra através de uma nuvem de detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle. Por isso, as imagens astronômicas selecionadas pela NASA na última semana incluem diversos registros do fenômeno, feitos em vários lugares diferentes pelo mundo — um deles, aliás, capturou os meteoros, a Via Láctea e mais alguns objetos raros em uma imagem incrível! Já em outra foto, o fotógrafo conseguiu registrar não só os brilho dos meteoros, como também dois grandes planetas do Sistema Solar.

Aliás, a seleção de imagens desta semana inclui também alguns belos registros da Nebulosa do Anel, uma nebulosa planetária formada pelas camadas externas liberadas de uma estrela parecida com o Sol, que resultam em uma formação de detalhes e cores impressionantes. E, como de costume, você confere as fotos acompanhadas de curiosidades sobre elas.

Sábado (14) — Meteoro Perseidas e a Galáxia de Andrômeda

(Imagem: Reprodução/Marzena Rogozinska)
(Imagem: Reprodução/Marzena Rogozinska)

Essa foto foi feita logo no início da madrugada do dia 13 de agosto em Busko-Zdroj, na Polônia. Em meio às várias estrelas registradas, há o rastro colorido e luminoso, vindo de um dos meteoros da chuva Perseidas. Essa “cauda” brilhante mostra o que acontece quando um pequeno grão de areia cósmica, liberado do cometa Swift-Tuttle, é vaporizado conforme atravessa a atmosfera terrestre à velocidade de quase 60 km/s. O rastro esverdeado surgiu a cerca de 100 km acima da superfície da Terra, e segue em direção à constelação de Perseu, a qual inspira o nome da chuva.

Já no lado direito da imagem, está a galáxia M31, também chamada de Andrômeda. Localizada a 2,5 milhões de anos-luz de nós, essa galáxia é o objeto mais distante que pode ser observado a olho nu — mas não se preocupe, isso vai mudar em alguns bilhões de anos. Em um futuro ainda distante, a galáxia de Andrômeda e a Via Láctea irão colidir, e devem resultar em uma galáxia espiral que poderá apresentar algumas características das galáxias elípticas, como o bojo central repleto de estrelas.

Domingo (15) — A chuva de meteoros Perseidas

(Imagem: Reprodução/Luo Hongyang)
(Imagem: Reprodução/Luo Hongyang)

Pois é, a passagem dos fragmentos do cometa Swift-Tuttle pela atmosfera terrestre, que formam a chuva de meteoros Perseidas, rendeu vários registros incríveis pelo mundo — como o que você viu acima, feito em Jiuquan, na província chinesa de Gansu. Além do espetáculo proporcionado pelos meteoros, a foto incluiu até mesmo Júpiter e Saturno, no lado esquerdo, e o brilho da faixa central da Via Láctea mais ao meio da imagem. Como a foto foi feita com um campo de visão bem longo, foi possível registrar a curvatura do céu, que aparece na trajetória dos meteoros.

Apesar do nome “chuva”, fique tranquilo, porque nem mesmo um guarda-chuvas, como o que está na foto, seria necessário para proteger os observadores dos objetos brilhantes na atmosfera. Isso porque os meteoroides que formam a chuva são bastante frágeis, e sua estrutura tem compostos “macios” que liberam materiais voláteis conforme viajam perto do Sol; esses materiais são vaporizados rapidamente na atmosfera superior. Então, no fim das contas, as chuvas de meteoros não nos colocam em risco, porque estamos protegidos por quilômetros de atmosfera.

Segunda-feira (16) — Uma só foto, vários registros

(Imagem: Reprodução/Daniel Korona)
(Imagem: Reprodução/Daniel Korona)

A foto acima foi feita em Zacatecas, no México, e é um registro impressionante que une vários objetos. Um deles, claro, é a faixa central da Via Láctea, que aparece brilhante no lado esquerdo da foto e que pode ser observada em locais escuros e distantes da poluição luminosa. Já no lado direito, está o rastro bastante brilhante deixado por um dos meteoros da chuva Perseidas, ocorrida recentemente. À esquerda do meteoro, está a indicação de uma nova incomum; trata-se da estrela RS Ophiuchus, considerada uma estrela recorrente porque explode em novas regularmente, em intervalos de 15 a 20 anos.

Já os raios avermelhados na parte inferior da imagem são um tipo de evento luminoso transiente conhecido como “sprite”, descoberto há algumas décadas e ainda não é totalmente compreendido. Os sprites se formam acima das nuvens, e podem chegar a 100 km de altitude. Geralmente, eles não duram mais que alguns milissegundos e, embora sejam bastante breves, são capazes de iluminar grandes regiões do céu.

Pois é, tudo isso foi registrado em uma só foto, feita em uma só noite!

Terça-feira (17) — A Nebulosa do Anel

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble Legacy Archive/Judy Schmidt)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble Legacy Archive/Judy Schmidt)

Quando o assunto são objetos espaciais que lembram o formato de um anel, é comum que os anéis de Saturno venham em mente. Aliás, dividem a popularidade e a admiração com a Nebulosa do Anel, localizada a cerca de 2.500 anos-luz de nós. Acima, você percebe a estrutura anelar dela, mas saiba que muito disso se deve a nossa perspectiva de observação — tanto que um mapeamento recente produziu um modelo tridimensional da nebulosa, e o resultado é uma forma que lembra muito mais um "donut" envolvendo uma nuvem gasosa e brilhante.

Esta é uma das nebulosas planetárias mais estudadas e, apesar do que o nome parece indicar, ela não tem relação com planetas. Essa confusão vem da origem histórica do termo usado, porque quando esses objetos foram descobertos, a estrutura em forma de disco e as semelhanças com Urano e Netuno levaram a uma associação incorreta a planetas. No caso da Nebulosa do Anel, o brilho dela vem das camadas mais externas liberadas da estrela em seu centro, que está chegando ao fim de sua vida. Para encontrá-la, procure o pontinho luminoso no meio da nebulosa.

Quarta-feira (18) — Uma nebulosa planetária em detalhes

Caption
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Aqui, temos outra imagem da nebulosa M57 — a mesma Nebulosa do Anel —, que aparece aqui em uma composição dos dados coletados pelos telescópios Hubble, Subaru e Large Binocular Telescope. O resultado é uma imagem detalhada, que mostra a complexidade dessa formação e os vários filamentos coloridos dela se expandindo para longe do centro; a luz vermelha vem de átomos de hidrogênio, e o anel colorido no centro da nebulosa aparece com grande nitidez.

Essa imagem inclui a luz visível e, claro, a infravermelha, que é uma grande aliada nas observações de objetos distantes, principalmente no caso daqueles que têm luminosidade fraca demais na luz visível. Como a luz infravermelha tem comprimentos de onda maior, que consegue atravessar regiões onde há gás e poeira, os cientistas conseguem investigar os mistérios de planetas, estrelas frias, nebulosas e vários outros objetos que não seriam revelados com a luz visível, captada por telescópios ópticos.

Quinta-feira (19) — O brilho do meteoro e das estrelas

(Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva)
(Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva)

Esse é mais um registro dos meteoros da chuva Perseidas, fotografado em Portugal no dia 12 de agosto. Se você ficou surpreso com o brilho, não está sozinho: o objeto era tão luminoso que o fotógrafo acredita que este foi um dos meteoros mais brilhantes que já registrou em vários anos. Este meteoro é formado por grãos de areia cósmica que foram liberados do cometa Swift-Tuttle, viajando tão rapidamente que emite um brilho esverdeado. Essa é uma emissão luminosa típica de átomos de oxigênio a altitudes de pelo menos 100 km.

O rastro brilhante e colorido do meteoro começa próximo da estrela Daneb, a mais brilhante da constelação de Cygnus, o Cisne, sendo também a 19º mais brilhante do céu noturno. O brilho termina próximo da estrela Altair, considerada a mais brilhante da constelação de Aquila, a Águia, e a 12º mais brilhante do céu noturno — aliás, o meteoro brilhava tanto que ofuscou brevemente o brilho das estrelas!

Sexta-feira (20) — Chuva de meteoros em três noites

(Imagem: Reprodução/ Balint Lengyel)
(Imagem: Reprodução/ Balint Lengyel)

A imagem acima impressiona com o brilho dos meteoros e tantas estrelas no céu, não é? Pois bem, para chegar a este resultado, o fotógrafo manteve sua câmera sob o céu estrelado durante três noites seguidas para fazer uma série de exposições — no fim, ele conseguiu mais de 1.500 fotos feitas durante as noites dos dias 11 a 13 de agosto, para tentar capturar a maior quantidade de meteoros possível. Assim, ele formou a foto acima, que é uma composição das diferentes exposições feitas nesse período.

Além disso, perceba que os meteoros parecem seguir em uma trajetória que converge, apontando para a constelação de Perseu. Na verdade, esse efeito interessante é mais uma questão de perspectiva: os meteoros estão viajando em trajetórias paralelas entre si, mas aparentam seguir em trajetórias convergentes devido à distância no céu estrelado. Algumas fotos foram feitas no vilarejo de Magyaregres, na Hungria.

Fonte: Canaltech

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