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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (13/06 a 19/06/2020)

Daniele Cavalcante

Nesta semana, a NASA comemora 25 anos de Astronomy Picture of the Day, site que começou em 16 de junho de 1995. Por isso, na terça-feira (16), dia do aniversário do APOD, a agência espacial publicou um vídeo no qual 31 colaboradores de diversos países parabenizam o projeto - entre eles, há um grupo de brasileiros que também deixa seu recado.

Além do vídeo comemorativo, a NASA selecionou um vídeo que se tornou famoso há alguns anos por mostrar o viajante Matt Harding dançando com habitantes de diversos lugares do mundo. O vídeo contagiante mostra a dança como um ato que une povos de todo o planeta, independente da situação, o que é algo inspirador nos tempos atuais.

Também há imagens de nebulosas e fenômenos astronômicos registrados por lentes fotográficas na Terra.

Domingo (14/06) - Pessoas dançando no planeta Terra

Este vídeo mostra exatamente o que seu título sugere: pessoas felizes de vários países dançando! A dança é algo encontrado em praticamente qualquer cultura humana, e geralmente está ligada à diversão e momentos de alegria.

Quem idealizou o compilado de vídeos foi o desenvolvedor de jogos e viajante Matt Harding, também conhecido como Dancing Matt. O americano se tornou uma celebridade na internet graças aos seus vídeos dançando em frente a diferentes locais da planeta.

A dança é algo que pode ser contagiante, assim como a felicidade que pode emanar dela. É uma característica que mostra de maneira simples e forte como os humanos estão conectados, como uma única espécie.

Segunda-feira (15/06) - Círculo de Fogo em Eclipse Solar

No dia 10 de maio de 2013 ocorreu um eclipse solar. Até aí, nada muito excepcional. Porém, no norte da Austrália e boa parte do sul do Oceano Pacífico, o fenômeno visível foi o chamado de eclipse solar anular.

É possível observar no vídeo o nascer do Sol como se fosse um círculo de fogo. O efeito é causado pela localização da Lua entra a Terra e Sol. Entretanto, para este efeito específico, é necessário que a Lua esteja bem afastada do planeta – com isso, a Lua bloqueia parcialmente a luz solar e, em determinados ângulos, pode-se ver perfeitamente as extremidades do astro brilhando, como um contorno em torno da Lua.

Em outras regiões do planeta também foi possível observar o eclipse, porém sem o efeito do círculo de fogo, então as pessoas testemunharam um eclipse parcial. Neste domingo (21), quem estiver nas regiões centrais de África e Ásia poderá contemplar um novo eclipse solar anular. Boa parte do Hemisfério Leste do planeta também poderá contemplar o eclipse – mas sem o círculo de fogo.

Terça-feira (16/06) - 25 anos de APOD

A NASA orgulhosamente comemora nesta semana 25 anos da iniciativa Astronomy Picture of the Day! Para celebrar a data, um vídeo foi produzido em conjunto por 31 colaboradores do projeto que dão os parabéns à iniciativa. Eles são de diversos países, e dentre estes 4 são brasileiros.

O APOD foi criado no dia 16 de junho de 1995, e é atualmente o maior repositório de imagens astronômicas documentadas da internet. Sua primeira publicação foi a imagem computadorizada de como seria o planeta Terra se ele possuísse a mesma densidade de uma estrela de nêutrons – a luz em torno seria distorcida pela altíssima gravidade.

O site também conta, até o presente momento, com 26 sites “espelho”, em mais de 22 idiomas, além de mais de 9000 imagens documentadas.

Quarta-feira (17/06) - Linhas magnéticas da Via Láctea

Imagem: ESA/Planck

Parece uma pintura de Van Gogh, mas é a nossa galáxia, vista pelo satélite Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA). Ele analisou pequenos grãos de poeira magneticamente alinhados ao longo da Via Láctea, e as observações revelam campos magnéticos antes desconhecidos ao longo galáxia.

Embora os minúsculos grãos de poeira - matéria prima da formação de estrelas - sejam muito frios, eles emitem luz de comprimentos de onda muito longos. Esses grãos de poeira cósmica quase sempre estão girando rapidamente, dezenas de milhões de vezes por segundo, devido a colisões com fótons e átomos em movimento rápido.

Na imagem, o vermelho escuro mostra o plano da Via Láctea, onde a concentração de poeira é a mais alta. Os enormes arcos acima do plano são provavelmente remanescentes de eventos explosivos que ocorreram no núcleo da nossa galáxia. As linhas curvas se alinham com os filamentos interestelares de gás hidrogênio neutro e fornecem evidências de que os campos magnéticos podem complementar a gravidade não apenas no formato do meio interestelar, mas também na formação de estrelas.

Quinta-feira (18/06) - Nebulosa dos Girinos

Imagem: Trevor Jones

Este cenário cósmico mostra as regiões centrais da nebulosa IC 410, também conhecida como Nebulosa dos Girinos por causa das duas estruturas de gás e poeira bastante peculiares no lado direito - elas se parecem dois girinos atravessando uma lagoa azul.

A imagem também registra como a nebulosa circunda o NGC 1893, um jovem aglomerado galáctico de estrelas descoberto por John Herschel em 1827. Formadas na nuvem há apenas 4 milhões de anos, as estrelas de calor intenso aglomeradas energizam o gás brilhante.

Os dois girinos são compostos por gás e poeira mais densos e frios e têm cerca de 10 anos-luz de comprimento. Eles são provavelmente locais de formação estelar em andamento. Esculpidas por ventos estelares e radiação, suas “cabeças” são delineadas por cumes brilhantes de gás ionizado, enquanto suas caudas se afastam das jovens estrelas centrais do aglomerado. A nebulosa IC 410 fica a cerca de 10.000 anos-luz de distância, em direção à constelação de Auriga.

Sexta-feira (19/06) - Nuvens que brilham à noite

Foto:  Ruslan Merzlyakov

Esse registro de nuvens noctilucentes foi capturado no início desta semana, mostrando também o reflexo do fenômeno nas águas calmas de Nykobing Mors, na Dinamarca. Nuvens noctilucentes, ou nuvens que brilham à noite, consistem, na verdade, de cristais de gelo que aparecem em forma de nuvem na alta atmosfera da Terra, visíveis apenas durante o crepúsculo astronômico - ou seja, quando o centro geométrico do disco do Sol fica entre 12 e 18 graus abaixo do horizonte.

A cerca de 80 quilômetros acima da superfície da Terra, as próprias nuvens geladas ainda refletem a luz do Sol, mesmo que ele esteja abaixo do horizonte. O fenômeno também é conhecido como nuvens mesosféricas polares. A missão AIM da NASA fornece projeções diárias de nuvens noctilucentes, vistas do espaço.


Fonte: Canaltech