Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.575,47
    +348,38 (+0,32%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.674,30
    -738,17 (-1,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,53
    -0,18 (-0,39%)
     
  • OURO

    1.788,10
    -23,10 (-1,28%)
     
  • BTC-USD

    18.162,96
    +394,90 (+2,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    333,27
    -4,23 (-1,25%)
     
  • S&P500

    3.638,35
    +8,70 (+0,24%)
     
  • DOW JONES

    29.910,37
    +37,90 (+0,13%)
     
  • FTSE

    6.367,58
    +4,65 (+0,07%)
     
  • HANG SENG

    26.894,68
    +75,23 (+0,28%)
     
  • NIKKEI

    26.644,71
    +107,40 (+0,40%)
     
  • NASDAQ

    12.257,50
    +105,25 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3746
    +0,0347 (+0,55%)
     

Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (24/10 a 30/10/2020)

Daniele Cavalcante
·6 minuto de leitura

Hoje, 31 de outubro, é dia de Halloween, também conhecido como o Dia das Bruxas, no qual se celebra todo tipo de magia, assombração e elementos sobrenaturais. Embora a ciência não mantenha relações com o inexplicável, às vezes astrônomos pegam emprestado alguns temas para batizar objetos cósmicos. Este é o caso da Nebulosa Fantasma e da Nebulosa Cabeça de Bruxa, que ganharam esses nomes por causa de seus formatos fantasmagóricos, e nada mais justo que trazê-las aqui hoje.

Além das nebulosas assombrosas, há também um belo exemplo de aglomerado globular de estrelas, uma composição que mostra as luas de Marte e um mapa da matéria escura, um elemento invisível de natureza ainda desconhecida, mas cuja existência os astrofísicos podem inferir devido à força gravitacional que as galáxias sofrem.

Essas e muitas outras curiosidades estão logo abaixo. Confira!

Sábado (24/10) — Bolota de estrelas

(Imagem: Reprodução/Jose Mtanous)
(Imagem: Reprodução/Jose Mtanous)

Este grupo de estrelas em forma de círculo é um aglomerado globular, um tipo de estrutura que pode reunir até um milhão de estrelas através da gravidade. No caso dessa imagem, trata-se do aglomerado chamado 47 Tucanae, também conhecido como NGC 104. Ele percorre o halo da nossa galáxia, a Via Láctea, com cerca de 200 outros aglomerados globulares de estrelas.

Dentre os aglomerados que podem ser vistos da Terra, este é o segundo mais brilhante, perdendo apenas para o Omega Centauri. Localizado a cerca de 13.000 anos-luz de distância, o NGC 104 tem “apenas” cerca de 120 anos-luz de diâmetro para comportar centenas de milhares de estrelas. Pode ser encontrado a olho nu no céu noturno, ou seja, sem a ajuda de equipamentos.

Domingo (25/10) — Mapa para algo invisível

(Imagem: Reprodução/Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC)/AMNH)
(Imagem: Reprodução/Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC)/AMNH)

A matéria escura não pode ser vista ou detectada por nenhum instrumento humano, já que é composta por um tipo de partícula que não interage com nenhuma outra dentre todas as matérias conhecidas do universo — exceto pela gravidade. É justamente graças à sua influência gravitacional que os cientistas podem dizer que a matéria escura, de fato, existe, mesmo sem saber sequer do que ela é feita ou como se formou.

Essa gravidade é a principal explicação encontrada para o fato de que as galáxias giram tão rápido, por exemplo. Sem inferir a existência da matéria escura, os cientistas não poderiam explicar nem mesmo o porquê da matéria visível estar distribuída no universo da forma que a vemos.

Nesta imagem, gerada por uma simulação de computador, vemos um mapa da matéria escura, exemplificando como ela parece estar em toda parte no universo, atravessando as regiões interestelares como assombrações. Aqui, filamentos complexos de matéria escura, mostrados em preto, estão espalhados pelo cosmos como teias de aranha, enquanto os aglomerados de matéria bariônica (qualquer coisa composta principalmente de prótons, nêutrons e elétrons) estão representados na cor laranja.

Segunda-feira (26/10) — Fantasmas cósmicos

(Imagem: Reprodução/Bogdan Jarzyna)
(Imagem: Reprodução/Bogdan Jarzyna)

Este complexo de nuvem molecular com formato de fantasminhas se tornou conhecido justamente por essa aparência. Localizado a cerca de 1.200 anos-luz de distância, o Cepheus Flare. Com mais de dois anos-luz de diâmetro, a nebulosa fica perto do aglomerado NGC 7023 e recebeu o apelido de Nebulosa Fantasma (embora esteja catalogada como Sh2-136 e VdB 141).

Dentro desta nebulosa que reflete o brilho das estrelas, estão alguns sinais de núcleos densos em colapso nos estágios iniciais da formação estelar. Ela não é a mesma coisa que a Pequena Nebulosa Fantasma (NGC 6369), a Nebulosa Cabeça de Fantasma (NGC 2080) ou com a Fantasma de Cassiopeia (IC 63). São muitas assombrações cósmicas e elas não devem ser confundidas.

Terça-feira (27/10) — Vulcão em Vênus

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Peter Rubin)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Peter Rubin)

No início do ano, um estudo publicado na revista Science Advances indicou que ainda existem vulcões em erupção no planeta Vênus, contrariando as deduções científicas de que todos já estavam adormecidos. Isso faz com que o "planeta infernal" seja o terceiro mundo do Sistema Solar onde existem vulcões ativos — caso o estudo seja de fato confirmado, claro.

Cerca de seis meses depois, uma nova pesquisa identificou 37 estruturas vulcânicas em Vênus aparentemente ativas. Isso pode trazer grandes implicações na busca por vida venusiana, já que os vulcões podem desempenhar um papel importante para sustentar seres microscópicos na atmosfera do planeta.

Caso exista vida na atmosfera de Vênus, os vulcões podem empurrar alimentos químicos para a atmosfera superior mais fria, onde micróbios podem flutuar. Na imagem que ilustra a atividade vulcânica no planeta, a nuvem da erupção ondula para cima, enquanto um vasto campo de lava cobre parte da superfície. A possibilidade de micróbios venusianos se tornou um dos grandes temas da biologia planetária quando um estudo sugeriu a descoberta de fosfina na atmosfera venusiana, mas o assunto ainda é controverso.

Quarta-feira (28/10) — Nebulosa da Lagosta

(Imagem: Reprodução/Steven Mohr)
(Imagem: Reprodução/Steven Mohr)

Mais uma para os amates das nebulosas: esta é a Nebulosa da Lagosta, uma região repleta de enormes nuvens de gás e filamentos de poeira escura, no meio da qual nascem estrelas massivas e quentes, que brilham em tons azuis. Isso sempre significa que são estrelas de calor superior às demais, mas de vida mais breve.

Uma das estrelas nesta nebulosa é a Pismis 24-1, que já foi considerada a maior estrela conhecida, mas acabou sendo constatado que se trata de um sistema composto por pelo menos três estrelas muito brilhantes, cada uma com uma massa inferior a 100 massas solares. Ainda assim, continuam sendo estrelas entre as de maior massa na Via Láctea. A nebulosa da Lagosta, catalogada como NGC 6357, se estende por cerca de 400 anos-luz e fica a cerca de 8.000 anos-luz de distância em direção à constelação do Escorpião.

Quinta-feira (29/10) — Bruxa interestelar

(Imagem: Reprodução/Casey Good/Steve Timmons)
(Imagem: Reprodução/Casey Good/Steve Timmons)

Aqui está mais uma nebulosa fantasmagórica para o Dia das Bruxas: a Cabeça da Bruxa, catalogada como IC 2118. Ela fica na constelação de Órion, o Caçador, e está localizada a cerca de mil anos-luz de distância da Terra, perto da estrela brilhante Rigel. Com estrelas altamente brilhantes e pontiagudas representando os olhos da aparição, as partículas de poeira refletem a luz azul melhor do que a vermelho. A emissão de monóxido de carbono é um indicador da presença de nuvens moleculares e de formação de estrelas na nebulosa.

Sexta-feira (30/10) — Medo e Terror na noite de Halloween

(Imagem: Reprodução/Dennis Simmons)
(Imagem: Reprodução/Dennis Simmons)

Medo e Terror também fazem parte do Halloween, e é exatamente isso o que os deuses gregos, Fobos e Deimos, representam, respectivamente.

Embora Marte esteja bastante visível nas últimas semanas, suas luas Fobos e Deimos são pequenas demais para serem vistas, mesmo que você tenha um telescópio simples — apenas equipamentos mais sensíveis são capazes de capturar a luz refletida desses objetos. e ampliá-los o suficiente para serem notados na lente.

Marte estará perto da Lua Azul neste Halloween, o que significa que Fobos e Deimos também estarão lá, mesmo que imperceptíveis. Nesta imagem composta por várias exposições, entretanto, o brilho do planeta foi reduzido para que possamos ver as luas marcianas. Os caminhos orbitais de Fobos (lua mais interna) e Deimos (lua externa) foram desenhados para entendermos o percurso de cada uma. As fotos que compõe essa combinação foram capturadas no dia 6 de outubro.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: