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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (19/06 a 25/06/2021)

·6 minuto de leitura

As estações mudaram recentemente nos hemisférios Sul e Norte do nosso planeta. Assim, o compilado de imagens astronômicas desta semana inclui registros de uma tarde de verão no Canadá e de um solstício, o momento em que um hemisfério da Terra recebe o máximo de luz solar, enquanto o outro recebe menos, e tudo por "culpa" da inclinação do nosso planeta.

Já as outras imagens te levam a uma viagem com destino a galáxias distantes e de aparência intrigante — uma delas tem forma curiosa, que lembra a de um girino —, e até para um jovem sistema estelar jovem e ativo, com uma estrela em processo de formação. Aproveite também para ver uma animação que mostra o nascimento uma estrela em sua nuvem molecular.

Sábado (19) — Nuvens noctilucentes

(Imagem: Reprodução/Justin Anderson)
(Imagem: Reprodução/Justin Anderson)

Esta foto foi feita já no fim da tarde deste dia de verão na cidade de Forrest, no Canadá. Há um brilho alaranjado causado pelo Sol, que já estava abaixo do horizonte, enquanto nuvens noctilucentes aparecem no céu. Estas nuvens brilhantes são formadas por cristais de gelo, e ocorrem a 80 km acima da superfície da Terra. Como elas são fracas demais para serem observadas durante o dia, ficam visíveis quando o Sol já está abaixo do horizonte, de modo que as ilumina.

As nuvens noctilucentes costumam ser vistas durante os meses de verão — que, aliás, já chegaram ao hemisfério norte. A mudança das estações é marcada pelo solstício de verão, o momento em que um dos hemisférios da Terra recebe iluminação máxima; por isso, os dias ficam mais longos, e as noites, mais curtas.

Domingo (20) — O Sol em Stonehenge

(Imagem: Reprodução/Max Alexander, STFC, SPL)
(Imagem: Reprodução/Max Alexander, STFC, SPL)

Em 2008, a semana da chegada do solstício de verão rendeu este registro do monumento de Stonehenge, no Reino Unido. Aquele foi um dia de céu encoberto, com o Sol nascendo em meio a nuvens espalhadas pelo céu, enquanto a neblina cobria parte das pedras e árvores em solo. Stonehenge foi formado há cerca de 4.500 anos e, por todo esse tempo, veio recebendo a iluminação de uma estrela que já chega aos seus 4,5 bilhões de anos.

Aliás, o solstício de verão proporciona um espetáculo em Stonehenge, com o Sol nascendo com alinhamento impecável em relação à pedra principal do monumento. Agora, estamos em um momento em que o hemisfério norte já está iniciando o verão, enquanto o sul passa pelo início do inverno. Em várias culturas, essa mudança das estações é marcada pela chegada do solstício.

Segunda-feira (21) — Um “girino” cósmico

(Imagem: Reprodução/Hubble Legacy Archive, ESA, NASA/Amal Biju)
(Imagem: Reprodução/Hubble Legacy Archive, ESA, NASA/Amal Biju)

Pois é, não é sem motivo que a galáxia Arp 188 também é conhecida como "Galáxia do Girino". Esta é uma galáxia do tipo espiral, que fica a 420 milhões de anos-luz de nós na direção da constelação de Draco, o Dragão. Ela tem esta "cauda" longa, que se estende por 280 mil anos-luz e abriga aglomerados estelares brilhantes e massivos, cuja origem rende várias discussões. É possível que uma galáxia menor tenha passado pela Arp 188 — que, aqui, aparece da direita para a esquerda —, e acabou distorcida pela atração gravitacional da galáxia.

Esse encontro fez com que as forças de maré arrancassem as estrelas, gás e poeira desta outra galáxia, formando esta grande cauda cósmica. A "intrusa" ficou por lá e, para encontrá-la, procure na direção dos braços espirais frontais, no canto superior direito. É provável que a Galáxia do Girino perca sua cauda com o tempo, e os aglomerados estelares devem formar pequenos satélites da galáxia maior. Ao fundo, temos algumas galáxias distantes.

Terça-feira (22) — Nasce uma estrela

(Imagem: Reprodução/VLT/MUSE (ESO)/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(Imagem: Reprodução/VLT/MUSE (ESO)/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Esta é uma imagem do jovem sistema estelar HD 163296, feita a partir de dados das ondas de rádio, coletados pelo observatório Atacama Large Millimeter Array (ALMA), e pelas informações da luz visível, obtidas pelo telescópio Very Large Telescope (VLT). Aqui, temos uma estrela que ainda está em formação, mas que já é cercada por disco de acreção em movimento rotativo, enquanto jatos são expelidos da estrela.

Estes jatos estão liberando material gasoso, composto principalmente por hidrogênio, e podem ter sido criados pelos campos magnéticos presentes no disco de acreção. Este sistema fica a algumas boas centenas de unidades astronômicas de nós (cada unidade equivale à distância média entre a Terra e o Sol), de modo que observações futuras deverão ajudar os astrônomos a entender melhor o que está acontecendo por lá.

Quarta-feira (23) — Fábrica estelar

O interior das galáxias abriga grandes nuvens moleculares, responsáveis por formar estrelas, mas, para isso, as nuvens precisam de interações de ventos estelares, jatos de matéria, emissões altamente energéticas e explosões de supernovas. A animação acima revela um pouco da complexidade dessas interações: o vídeo mostra uma nuvem com 20 mil vezes a massa do Sol que se estende por quase 50 anos-luz, até que ela começa a condensar sobre si própria devido à gravidade.

As regiões mais claras indicam gases mais densos: em roxo, o gás se move mais lentamente, e em laranja, com maior velocidade. Passados 2 milhões de anos, as primeiras estrelas começam a se formar, indicadas por pontos luminosos — repare que as mais massivas parecem liberar jatos de matéria. Já aos 4,3 milhões de anos, a animação é suspensa; depois, a nuvem inicia um movimento rotativo, que nos proporciona uma visão tridimensional do resultado dos processos.

Quinta-feira (24) — A galáxia Messier 99

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, Janice Lee/Leo Shatz)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, Janice Lee/Leo Shatz)

A cerca de 60 milhões de anos-luz de nós, fica o Aglomerado de Virgem, conhecido por abrigar milhares de galáxias. Entre elas, está a Messier 99, que, pela primeira vez, teve sua estrutura completa registrada. Graças a observações da luz visível, infravermelha e ultravioleta feitas pelo telescópio espacial Hubble, temos este retrato que mostra toda a galáxia e seus grandes e longos braços espirais, que até lembram um pouco da forma da Via Láctea.

Aliás, a espiral frontal faz parte do aglomerado de Virgem — e, talvez, um membro do aglomerado tenha ajudado a deixar os membros da Messier 99 desta forma, devido a um encontro próximo entre este vizinho e a outra galáxia.

Sexta-feira (25) — Galáxia de Andrômeda

(Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva)
(Imagem: Reprodução/Miguel Claro (TWAN, Dark Sky Alqueva)

Em uma só exposição, o fotógrafo conseguiu registrar uma antiga chaminé de uma mina, localizada na região sudeste de Portugal, enquanto a galáxia de Andrômeda aparece alinhada com a estrutura. Localizada a 2,5 milhões de anos-luz de nós, essa é a galáxia mais distante que pode ser facilmente vista mesmo a olho nu — tanto que a parte central dela é a mais fácil de ser observada sem o auxílio de instrumentos.

O centro da galáxia aparece cercado por seus braços espirais, que podem se estender a uma área equivalente àquela de 4 Luas cheias no céu. Futuramente, vai ficar muito mais fácil de observar as estrelas de Andrômeda: a Via Láctea e esta nossa vizinha estão a caminho de se fundir, o que deverá proporcionar uma visão impressionante no céu — mas, calma, isso deverá acontecer somente daqui a 5 bilhões de anos.

Fonte: Canaltech

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