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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (16/10 a 22/10/2021)

·8 min de leitura

No último fim de semana, a NASA lançou a missão Lucy, que passará quase uma década estudando asteroides considerados "cápsulas do tempo" do Sistema Solar. Por isso, é claro que a Lucy não poderia ficar de fora da seleção de imagens astronômicas desta semana, não é?

Já a Lua é outro destaque da seleção desta semana: em uma imagem, ela aparece em várias cores e, em outra, mostra um brilho que intrigou Leonardo da Vinci há 500 anos, a ponto de o pintor tentar explicá-lo e quase acertar a resposta. Para não perder o costume, confira também registros de belos objetos universo afora, como uma nebulosa cuja forma lembra a cabeça de um golfinho e até um cometa que, em breve, fará uma rápida passagem pela Terra.

Veja abaixo as fotos astronômicas que a NASA destacou nesta semana:

Sábado (16) — As cores da Lua

(Imagem: Reprodução/Gianni Sarcone e Marcella Giulia Pace)
(Imagem: Reprodução/Gianni Sarcone e Marcella Giulia Pace)

Pode não parecer, mas esses quadros virtuais mostram somente com imagens do disco lunar em diferentes cores, todas naturais. Essas variações das cores dependem de algumas condições. Por exemplo, a Lua pode parecer avermelhada ou amarelada quando está próxima do horizonte, porque parte da luz azul é dispersada pela atmosfera; a Lua azulada, por outro lado, pode ocorrer quando observamos nosso satélite natural através da atmosfera com grande concentração de partículas de poeira.

Se você observar a parte inferior, encontrará discos lunares mais escuros, que se devem à luminosidade solar refletida pelos oceanos da Terra. Esse brilho é conhecido como “brilho da Terra” e foi descrito há mais de 500 anos por Leonardo da Vinci — que, aliás, é também quem criou a obra Mona Lisa, que aparece representada pelas várias luas aqui. Para observá-la, afaste-se do seu monitor ou veja os quadros menores, na parte direita da imagem.

Domingo (17) — Cruz de Einstein

(Imagem: Reprodução/J. Rhoads (Arizona State U.) et al., WIYN, AURA, NOIRLab, NSF)
(Imagem: Reprodução/J. Rhoads (Arizona State U.) et al., WIYN, AURA, NOIRLab, NSF)

As galáxias costumam ter somente um núcleo, certo? Pois é, este não parece ser o caso da imagem acima, que levou astrônomos a investigarem qual era o processo responsável por fazer parecer que há quatro deles. Como resultado, eles concluíram que, na realidade, o núcleo da galáxia nem está visível nesta imagem — o que vemos brilhando no centro é a luz de um quasar, ou seja, um núcleo galáctico formado por um buraco negro supermassivo ativo. O quasar em questão está mais distante e, como a galáxia está à frente, ela distorce a luz emitida pelo objeto, formando as quatro imagens que vemos.

Este é o efeito conhecido como “lente gravitacional” — e este, especificamente, é chamado de "Cruz de Einstein" por mostrar quatro imagens dispostas ao redor de um núcleo galáctico. As Cruzes de Einstein podem variar em relação ao brilho, que pode aumentar devido à lente formada por estrelas da galáxia à frente. Esse aumento é de grande ajuda para os astrônomos, que podem detectar objetos com massa equivalente àquela de planetas e até de estrelas independentemente da luz que emitem, graças à distorção.

Segunda-feira (18) — Brilho da Terra na Lua

(Imagem: Reprodução/Dario Giannobile)
(Imagem: Reprodução/Dario Giannobile)

Quando a Lua está na fase crescente, somente uma pequena parte dela recebe luz direta do Sol — mas, mesmo assim, conseguimos ver a face inteira do nosso satélite natural graças ao “brilho da Terra”, vindo dos oceanos do nosso planeta. Embora pareça uma resposta óbvia hoje, a humanidade passou milhares de anos maravilhada pelo brilho acinzentado da Lua, mas também intrigada pela sua causa, que permaneceu um mistério por um longo tempo. Foi somente no século 16 que Leonardo da Vinci solucionou o enigma.

Enquanto artista, ele sempre teve grande interesse nas luzes e sombras, e enquanto engenheiro e matemático, compreendia bem a geometria, e Da Vinci considerava que a superfície da Lua era coberta por oceanos, que brilhavam com a luz refletida pela água da Terra. Ele passou perto da explicação correta: hoje, sabemos que nosso satélite natural não tem oceanos de água líquida, somente de lava solidificada. Ainda, os oceanos terrestres não são a origem principal do brilho, mas sim as nuvens, que refletem a luz solar. Além de mostrar este brilho na Lua, a foto conta ainda com a luminosidade de Vênus e as estrelas Delta Scorpii e Antares.

Terça-feira (19) — Aglomerado estelar

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble e NASA, R. Cohen)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble e NASA, R. Cohen)

Esse grande grupo de estrelas faz parte do Palomar 6, um aglomerado globular localizado em direção à constelação de Ophiuchus, o Serpentário. Esses aglomerados são formados por grupos de estrelas, que se mantêm unidas enquanto orbitam as galáxias; assim, as estruturas esféricas presentes no Palomar 6 são mais antigas que o Sol — e, provavelmente, “ganham” também da maioria das estrelas que orbitam o disco da nossa galáxia. Isso porque o Palomar 6 tem, provavelmente, 12,5 bilhões de anos, idade que o torna quase tão antigo quanto o próprio universo conhecido.

Os aglomerados globulares são considerados laboratórios naturais para o estudo da evolução das estrelas e galáxias, e podem ajudar os cientistas a entenderem melhor a história da formação de tipos primordiais delas. Após vários estudos com imagens do telescópio espacial Hubble, a hipótese mais amplamente aceita entre a comunidade científica propõe que o Palomar 6 foi formado no bojo central de estrelas, que cerca o centro da Via Láctea. Nesta imagem, feita pelo Hubble, o aglomerado aparece nítido, em uma área de aproximadamente 15 anos-luz.

Quarta-feira (20) — Lançamento da missão Lucy

(Imagem: Reprodução/John Kraus)
(Imagem: Reprodução/John Kraus)

No último sábado (16), a NASA lançou a missão Lucy, que ajudará os cientistas a descobrir mais informações sobre o passado do Sistema Solar. As pistas para isso podem ser encontradas perto de Júpiter. É que, por ser muito massivo, a gravidade do planeta captura vários asteroides chamados "troianos", que viajam em grupos à frente e por trás de Júpiter. Esses asteroides se formaram em todos os lugares da nossa vizinhança, e alguns deles podem estar presos por aqui há alguns bilhões de anos. Os modelos de formação e evolução planetária sugerem que os troianos são formados pelo menos material primordial que resultou nos planetas externos e, por isso, são como cápsulas do tempo do nascimento do Sistema Solar.

Para descobrir mais sobre esses objetos que têm informações essenciais sobre o passado do nosso sistema e podem até nos dizer mais sobre a origem dos materiais orgânicos, a Lucy irá sobrevoá-los entre os anos 2025 e 2033, período em que a sonda realizará sobrevoos para conseguir assistência gravitacional para visitar oito rochas, a maior quantidade de objetos já estudados de uma só vez.

A missão leva o nome de Lucy, o fóssil de australipiteco que viveu na África há 3,18 bilhões de anos e que, por sua vez, recebeu o nome inspirado na música Lucy In the Sky With Diamonds, da banda britânica The Beatles.

Quinta-feira (21) — Nebulosa Cabeça de Golfinho

(Imagem: Reprodução/Nik Szymanek)
(Imagem: Reprodução/Nik Szymanek)

Esta grande bolha cósmica fica a aproximadamente 5.000 anos-luz de nós, em direção à constelação do Cão Maior, e foi catalogada como Sharpless 2-308 — mas, devido a sua forma, ela acabou ficando mais conhecida como Nebulosa Cabeça de Golfiinho. Sua bela estrutura foi formada há aproximadamente 70 mil anos e se estende por uma área de aproximadamente 60 anos-luz. Em seu centro, está EZ Canis Majoris, uma estrela quente e massiva.

Ela é considerada uma estrela de Wolf-Rayet, o que nos diz que, além de ter grande massa, já perdeu sua camada externa de hidrogênio, de modo que está realizando a fusão nuclear de hélio ou de outros elementos mais pesados. É exatamente isso que está acontecendo aqui: enquanto libera suas camadas externas de hidrogênio, ventos estelares são emitidos à velocidade de aproximadamente 1.700 km/s, que resultam em uma estrutura parecida com uma bolha. A cor azul vem do brilho dos átomos de oxigênio ionizados.

Sexta-feira (22) — Cometa e nebulosa

(Imagem: Reprodução/Jose Mtanous)
(Imagem: Reprodução/Jose Mtanous)

Essa imagem registrou uma área em direção à constelação Touro, com tamanho equivalente àquela que seria ocupada por quatro Luas cheias no céu. Além da beleza das várias estrelas, há alguns objetos interessantes nela, sendo que um deles fica bem ao centro da foto. Trata-se da nebulosa M1, também conhecida como “Nebulosa Caranguejo”, que tem uma estrela de nêutrons em seu centro. Esta estrela é o que restou após a explosão de uma supernova observada por astrônomos chineses no ano de 1054, que viram algo parecido com uma “nova estrela” no céu — que, na verdade, era a supernova explodindo.

Já na parte inferior, encontramos o cometa 67P Churyumov-Gerasimenko (ou somente "67P", se preferir), com seu coma esverdeado e uma bela cauda formada por poeira. Formado por uma estrutura com dois lóbulos, esse cometa recebeu a visita da missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia, que o alcançou em 2014 e liberou uma sonda em sua superfície. Ali, a Rosetta se tornou a primeira missão a pousar uma sonda no núcleo de um cometa. O 67P é um cometa periódico, que está retornando ao Sistema Solar interno e deverá passar perto da Terra no dia 12 de novembro.

Fonte: Canaltech

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