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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (23/07 a 29/07/2022)

Já se passaram mais de 50 anos desde o primeiro pouso tripulado na Lua, feito histórico da missão Apollo 11. Claro que o marco não "passaria em branco", e você pode relembrá-lo no compilado de fotos astronômicas desta semana, que traz um panorama da paisagem lunar com fotos feitas pelo astronauta Neil Armstrong. A Lua também apareceu em outra foto — só que, como ela estava quase na fase nova, está praticamente invisível na imagem. Será que você conseguirá encontrá-la?

Entre outros registros incríveis, está um vídeo do cometa C/2020 F3 (NEOWISE), que nos lembra a beleza do objeto que pôde ser visto a olho nu no céu, há alguns anos. Além disso, temos também uma bela foto do polo norte celestial e até uma aurora austral, ocorrida na Nova Zelândia.

Sábado (23) — Panorama lunar

Panorama do Mar da Tranquilidade, o local de pouso da missão Apollo 11 (Imagem: Reprodução/Neil Armstrong, Apollo 11, NASA)
Panorama do Mar da Tranquilidade, o local de pouso da missão Apollo 11 (Imagem: Reprodução/Neil Armstrong, Apollo 11, NASA)

Após o módulo lunar Eagle pousar na Lua em 20 de julho de 1969, o comandante Neil Armstrong tirou uma sequência de fotos da paisagem cinzenta de nosso satélite natural, observada através da janela do Eagle. Essas fotos foram escaneadas em alta resolução do filme original e unidas neste panorama, que nos mostra um pouco do Mar da Tranquilidade, o local de pouso da missão Apollo 11.

No lado esquerdo do panorama, está a primeira foto já tirada por uma pessoa em outro mundo; já na direção sul, vemos um pouco dos bicos de propulsão, evidentes no primeiro plano. Por fim, no lado direito, está parte da sombra projetada pelo módulo Eagle, na direção oeste. As fotos foram tiradas cerca de uma hora e meia depois do pouso e, inicialmente, tinham o objetivo de documentar o local no caso de a tripulação precisar ir embora antes do planejado.

Além de Armstorng, a missão contou também com Buzz Aldrin, que serviu como piloto do módulo lunar, e Michael Collins, piloto do módulo de comando. Durante a estadia na Lua, eles conduziram explorações científicas, realizaram transmissões para a Terra, coletaram amostras de materiais da superfície lunar para análises e mais.

Domingo (24) — Saturno na luz infravermelha

Os anéis e tempestades se destacam nesta foto de Saturno (Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, SSI/Maksim Kakitsev)
Os anéis e tempestades se destacam nesta foto de Saturno (Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, SSI/Maksim Kakitsev)

Esta foto de Saturno foi feita pela sonda Cassini na luz infravermelha, e destaca algumas características interessantes do nosso vizinho no Sistema Solar. Enquanto os anéis envolvem o planeta e projetam grandes sombras, vemos também faixas amplas se estendendo por Saturno e até algo curioso no polo norte: ali, estão nuvens em um padrão hexagonal que intrigam os cientistas há anos.

Essa formação hexagonal foi descoberta na década de 1980 durante sobrevoos da sonda Voyager. Além de sua existência ser inesperada para os pesquisadores, ainda não se sabe exatamente qual é sua origem. Pode não parecer, mas cada lado deste hexágono misterioso tem quase a largura da Terra!

Considerada uma das iniciativas mais ambiciosas da ciência planetária, a missão Cassini-Huygens foi lançada em 1997 como uma iniciativa conjunta entre a NASA, a Agência Espacial Europeia e a agência espacial da Itália. Ela fez história com o pouso da sonda Huygens, na lua Titã, em 2005, completou sua missão inicial de quatro anos de exploração do sistema de Saturno em 2008, e recebeu sua primeira extensão em 2010. Já em 2017, após 13 anos de operação, a sonda Cassini fez seu mergulho final na atmosfera saturniana.

Segunda-feira (25) — Tente encontrar a Lua

Foto da Lua quase na fase nova, feita em maio (Imagem: Reprodução/Mohamad Soltanolkotabi)
Foto da Lua quase na fase nova, feita em maio (Imagem: Reprodução/Mohamad Soltanolkotabi)

No fim de maio, o astrofotógrafo Mohamad Soltano aproveitou o início da manhã para fotografar a Lua no céu de Sant Martí d'Empúries, na Espanha. Se você não conseguir vê-la na imagem, não se preocupe: ela realmente está nessa foto, mas talvez não seja fácil encontrá-la porque ela foi registrada quando estava quase na fase nova, a qual marca o início de um novo ciclo lunar.

Nesta fase, o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, com nosso planeta e o astro em lados opostos em relação ao satélite natural. Devido ao alinhamento, o lado lunar voltado para a Terra não recebe luz solar diretamente e fica escuro, de modo que não pode ser observado — mas, se pudéssemos viajar para o outro lado, veríamos este totalmente iluminado.

Outro fator aqui é que a Lua estava próxima do horizonte, ou seja, a pouca luz refletida por ela teve que atravessar a atmosfera e acabou filtrada. As noites de Lua nova são ótimas para a observação de outros objetos no céu, como planetas, chuvas de meteoros e até objetos mais distantes, como nebulosas e galáxias.

Terça-feira (26) — A beleza do cometa NEOWISE

Há cerca de dois anos, o cometa C/2020 F3 (NEOWISE) brilhou no céu em julho. Quem quisesse vê-lo teria que sair da cama bem cedinho, já que o cometa era visível apenas antes de o Sol nascer. Este vídeo, criado com fotos tiradas por um fotógrafo no dia 8 de julho, mostra que valeu a pena programar o despertador para conferir a visita do C/2020 F3.

A sequência foi criada a partir de mais de 200 fotos capturadas durante um intervalo de 30 minutos. No vídeo, vemos o cometa brilhando sobre o Mar Adriático, na Itália, enquanto viaja pelo no céu junto de nuvens noctilucentes e estrelas. Aos poucos, o cometa foi ficando cada vez mais brilhante e proporcionou este espetáculo para quem conseguiu vê-lo.

Na época, houve grande expectativa para observar o cometa a olho nu nos céus brasileiros — as chances de vê-lo eram boas, mas era preciso manter cautela em função do risco de o cometa acabar despedaçado durante a passagem pelos arredores da Terra. No fim, tudo correu bem, e ele foi fotografado por vários entusiastas da astronomia no Brasil.

Quarta-feira (27) — Raios crepusculares

Raios crepusculares brilhando na Dinamarca (Imagem: Reprodução/Ruslan Merzlyakov/astrorms))
Raios crepusculares brilhando na Dinamarca (Imagem: Reprodução/Ruslan Merzlyakov/astrorms))

A Lua nasceu em grande estilo neste fim de tarde na Dinamarca. Normalmente, nosso satélite natural aparece no céu discretamente, levando alguns minutos para subir completamente pelo horizonte. Mas, em Limfjord, este processo foi diferente: a Lua surgiu no céu enquanto nuvens dispersas estavam próximas do horizonte, que ajudaram a criar esta cena de tirar o fôlego.

Apesar de parecer um pôr do Sol, o que o fotógrafo registrou foi, na verdade, a luz solar refletida pela Lua. Essa luz atravessou as nuvens e criou os chamados “raios crepusculares”, que costumam aparecer quando o Sol está abaixo do horizonte e se tornam visíveis graças à presença de poeira, gotículas de água e, claro, o ar da atmosfera. Eles ficam mais perceptíveis quando o contraste entre a luz e a escuridão é mais evidente.

Além da Lua, a foto mostra também as estrelas da Via Láctea e até a galáxia de Andrômeda. Catalogada como "M31", Andrômeda é a maior vizinha galáctica da Via Láctea e fica a mais de dois bilhões de anos-luz de nós; por isso, ela é considerada o objeto mais distante observável a olho nu. Andrômeda aparece no canto superior esquerdo da foto, com brilho bem fraco.

Quinta-feira (28) — O polo norte celeste

Rastros estelares fotografados no deserto de Yiwu, na China (Imagem: Reprodução/Jeff Dai/TWAN)
Rastros estelares fotografados no deserto de Yiwu, na China (Imagem: Reprodução/Jeff Dai/TWAN)

Ao unir exposições consecutivas a uma composição com a técnica do timelapse, o astrofotógrafo responsável por esta foto chegou a este registro incrível, feito no deserto de Yiwu, na China. Os arcos esbranquiçados vêm dos rastros das estrelas (ou "star trails", no termo em inglês), que refletem o movimento da Terra em seu próprio eixo. Agora, façamos um exercício: imagine que você alongou este eixo e marcou dois pontos, um de cada lado.

Estes pontos são os chamados "polos celestes". O norte coincide com a estrela Polaris, da constelação da Ursa Maior — ela também é conhecida como "Estrela do Norte" e aparece aqui, tão alinhada com a árvore que é quase como se o galho estivesse apontando para a estrela. Devido à sua posição, a estrela é uma velha amiga dos astrofotógrafos do hemisfério norte e dos navegadores.

Já no hemisfério sul, a estrela que marca o polo sul celeste é Sigma, da constelação do Oitante. Entretanto, ela tem brilho bastante fraco e não pode ser observada sem a ajuda de instrumentos. Então, outra opção para encontrar o polo é usar a constelação Cruzeiro do Sul, que pode ajudar na orientação: o braço maior dela (considerando o sentido da parte superior, descendo à inferior) indica o polo sul celeste.

Sexta-feira (29) — As cores da aurora austral

Luzes de uma aurora austral registradas ao sul da Nova Zelândia (Imagem: Reprodução/Ian Griffin/Otago Museum)
Luzes de uma aurora austral registradas ao sul da Nova Zelândia (Imagem: Reprodução/Ian Griffin/Otago Museum)

Em julho, o astrônomo Ian Griffin usou o observatório SOFIA (sigla para "Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy") para uma missão científica. O SOFIA é um avião Boeing 747SP modificado, que leva um grande telescópio refletor em seu interior. A aeronave consegue voar a até 13 km de altitude na estratosfera, o que a leva para cima de 99% da camada atmosférica terrestre que bloqueia a luz infravermelha.

A vantagem disso é que os astrônomos conseguem estudar o Sistema Solar e outros objetos de formas que não seriam possíveis com observatórios em solo. Além disso, o observatório pode acabar capturando fenômenos interessantes, como aconteceu neste caso: Griffin fotografou uma bela aurora austral brilhando sobre o sul da Nova Zelândia. A estrela que se destaca no lado esquerdo da foto é Canopus, a segunda mais brilhante do céu noturno.

A NASA comunicou que, infelizmente, o SOFIA foi exposto a condições climáticas severas no dia 18 de julho, e acabou com sua estrutura danificada após um ótimo mês de voos científicos na Nova Zelândia. A equipe do observatório estima que serão necessárias pelo menos três semanas de manutenção.

Fonte: Canaltech

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