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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (24/07 a 30/07/2021)

·8 minuto de leitura

Quem é apaixonado pelas diferentes cores e formas que os objetos cósmicos podem ter vai adorar as imagens astronômicas compiladas pela NASA ao longo desta semana. É que a seleção de fotos desta vez conta com fotos de cores e formas impressionantes, que incluem a Nebulosa do Véu e os "filamentos" gasosos dela, uma galáxia que parece ser formada por um anel azulado e até uma nebulosa cuja forma lembra a de uma flor.

Antes de embarcar nessa viagem rumo a objetos cósmicos tão distantes de nós, aproveite para conferir um registro feito por um piloto, que voava dos Estados Unidos com destino à Suíça. Durante a viagem, ele fez uma foto que parece até mostrar uma "fronteira" que dividiria a atmosfera e o espaço — embora não exista fisicamente, essa divisão é alvo de várias discussões sobre qual, afinal, seria a altitude que indica que o espaço começa.

Sábado (24) — A “fronteira” do espaço

(Imagem: Reprodução/Ralf Rohner)
(Imagem: Reprodução/Ralf Rohner)

Essa foto foi feita por um piloto, que estava guiando um voo de Los Angeles para Zurique. Pouco após voar pela cidade de Winnipeg, no Canadá, ele notou um brilho no horizonte e logo instalou uma câmera no painel da cabine. Ele ficou surpreso com o que viu: uma aurora boreal brilhava em tons de verde e roxo como resultado das partículas energéticas, emitidas pelo Sol, entrando em contato com átomos na atmosfera e agitando-os. Além delas, há também o brilho das nuvens noctilucentes, formadas por cristais de gelo na alta atmosfera. Para observar essas nuvens, é preciso esperar o pôr do sol, que é quando a luz solar incide abaixo da linha do horizonte.

O piloto fez a foto à altitude de 10 km, e a imagem parece até mostrar uma “fronteira” entre a atmosfera terrestre e o espaço, mas saiba que essa “divisão” — que não existe fisicamente — é alvo de várias discussões: embora pareça estar bem acima da superfície terrestre, esta altitude ainda é baixa perto do limite adotado pela NASA e FAA, que estabelece que o espaço começa a 80 km acima do nível do mar. Já no caso dos voos espaciais, é comum considerar a Linha de Kármán, que estabelece que o espaço começa aos 100 km de altitude.

Domingo (25) — Visita a Netuno e Tritão

(Imagem: Reprodução/NASA, Voyager 2)
(Imagem: Reprodução/NASA, Voyager 2)

As sondas gêmeas Voyager 1 e 2 foram lançadas em 1977 para explorar onde nenhuma outra sonda jamais havia chegado — tanto que, atualmente, elas já estão tão longe da Terra que superam até a distância de Plutão. A Voyager 1 chegou ao espaço interestelar (a região entre estrelas) em 2012; já a Voyager 2 alcançou o local durante sua missão estendida, iniciada após visitar Urano e Netuno. Aliás, a foto acima é um registro do momento em que a sonda passou por Netuno e sua lua Tritão que, aqui, aparecem na fase crescente.

A foto foi feita em 1989, no momento de maior proximidade entre a sonda e os planetas, e nos proporcionou uma visão rara deles. É que essa é uma visão que não poderíamos ter da Terra, já que o planeta nunca fica com a face crescente voltada para nós. A visão privilegiada tem também outra característica interessante: perceba que Netuno aparece com seus tons azuis característicos, causados pela luz solar sendo dispersada. Embora seja menor que Urano, Netuno é mais massivo e conta também com anéis escuros.

Segunda-feira (26) — Uma “garra” cósmica

(Imagem: Reprodução/Nicolas Rolland & Martin Pugh)
(Imagem: Reprodução/Nicolas Rolland & Martin Pugh)

A imagem acima parece mostrar uma “garra”, mas, na verdade, trata-se da CG4, um tipo de nuvem conhecida como “glóbulo cometário”. Apesar do que o nome parece indicar, os glóbulos cometários são nuvens de gás e poeira relativamente pequenas, que geralmente têm “cabeças” formadas por poeira e “caudas” alongadas, que lhes deixa com forma parecida com a de cometas — e as semelhanças acabam aí, já que os glóbulos dão origem a novas estrelas, enquanto os cometas são rochas espaciais que viajam em órbitas alongadas.

O CG4 também é conhecido como “Mão de Deus”, e fica a cerca de 1.300 anos-luz da Terra. A “cabeça” dele está parcialmente visível nessa imagem graças à luz de estrelas próximas, e se estende por 1,5 anos-luz. Já a “cauda”, que segue para baixo e não aparece na foto, tem cerca de oito anos-luz de extensão, o que torna este um glóbulo cometário relativamente pequeno. A nuvem de poeira do CG4 ainda deve ter gás suficiente para criar algumas estrelas do tamanho do Sol, e não sabemos o que causou a ruptura na cabeça desse objeto. Por fim, à esquerda, há uma galáxia que está bastante distante, mas que pareceu estar próxima por causa da sobreposição na foto.

Terça-feira (27) — As cores da Nebulosa do Véu

(Imagem: Reprodução/Anthony Saab)
(Imagem: Reprodução/Anthony Saab)

Os filamentos coloridos da imagem acima pertencem à Nebulosa do Véu, uma grande nuvem de gás aquecido e ionizado na direção da constelação de Cygnus, o Cisne. Essa nebulosa é, na verdade, parte de um dos remanescentes de supernova mais conhecidos: isso significa que ela é formada por uma nuvem em expansão, nascida ao fim da “vida” de uma estrela massiva — aliás, a luz dessa explosão alcançou a Terra há 8.000 anos, ou seja, nossos ancestrais podem muito bem ter observado-a como uma “nova estrela” brilhando no céu do hemisfério norte.

A nebulosa tem cerca de 110 anos-luz de extensão, tamanho suficiente para ocupar uma área equivalente à de seis Luas cheias. Os "fios" da nebulosa, que parecem formar um grande emaranhado cósmico, nos indicam algumas características interessantes, como os átomos de hidrogênio ionizado brilhando em azul, e os de oxigênio, em vermelho. A Nebulosa do Véu compõe a parte visível de outra formação, conhecida como "Laço do Cisne"

Quarta-feira (28) — A Galáxia do Anel

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Jonathan Lodge)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble, HLA/Jonathan Lodge)

A imagem acima, da Galáxia do Anel, foi feita pelo telescópio Hubble. Como o nome indica, a galáxia é envolvida por um enorme anel que chega aos 150.000 anos-luz de diâmetro, bem acima do tamanho da Via Láctea. Localizada a aproximadamente 300 milhões de anos-luz na direção da constelação de Volans, o Peixe Voador, essa forma curiosa resultou de um evento no passado: o anel azulado vem, provavelmente, da colisão com uma galáxia menor. Quando ambas as galáxias se encontraram, uma disrupção gravitacional foi causada, que fez com que o gás interestelar e a poeira dela ficassem comprimidos.

Essa compressão causou uma “onda” de formação estelar bem no ponto do impacto, quase como as ondulações formadas quando uma pedrinha é jogada em um lago. A cor azul do anel nos indica que a formação de novas estrelas segue a todo vapor, mas essa fábrica estelar não irá durar para sempre: estudos teóricos indicam que o anel deverá continuar se expandindo, mas após 300 milhões de anos, ele alcançará um raio máximo e vai começar a se desintegrar. Já o fundo da imagem mostra outras galáxias que não interagem com a AM 0644-741, enquanto estrelas brilhantes da Via Láctea aparecem no primeiro plano.

Quinta-feira (29) — Uma tulipa cósmica

(Imagem: Reprodução/Carlos Uriarte)
(Imagem: Reprodução/Carlos Uriarte)

A Nebulosa da Tulipa, que você vê na imagem acima, pode ser encontrada na direção da constelação de Cygnus, o Cisne. Essa nebulosa fica a cerca de 8.000 anos-luz de nós, e é formada por gás interestelar e poeira dispostos em uma forma que lembra até a de uma tulipa — e, se você observá-la atentamente, encontrará um brilho colorido na nebulosa, formado por íons de enxofre, hidrogênio e oxigênio ionizados que emitem tons de vermelho, verde e azul, respectivamente. Essa ionização é causada por estrelas jovens e energéticas, que alimentam a emissão da nebulosa.

Essa imagem foi feita pelo Hubble, e mostra também um "vizinho" da nebulosa. Ela é acompanhada pelo Cygnus X-1, que aparece com um leve brilho azulado acima das “pétalas” da tulipa. Este foi o primeiro objeto já reconhecido como um buraco negro, e é uma das fontes mais potentes de raios X que conhecemos. O Cygnus X-1 faz parte de um sistema binário, onde é acompanhado por uma estrela, e ainda temos muito a aprender sobre ele, como sua massa e distância.

Sexta-feira (30) — A lua Mimas

(Imagem: Reprodução/Cassini Imaging Team/ SSI, JPL, ESA, NASA)
(Imagem: Reprodução/Cassini Imaging Team/ SSI, JPL, ESA, NASA)

A sonda Cassini, da NASA, foi lançada em 1997 com destino a Saturno e suas várias luas. Ela alcançou o planeta em 2004 e se manteve na órbita dele até 2017, até que mergulhou para um mergulho final na atmosfera saturniana. Durante a aproximação final da lua Mimas, a apenas 45.000 km de distância dela, a câmera da sonda estava voltada para a face iluminada da lua — e o resultado é a imagem acima, que mostra detalhadamente a superfície tão única deste satélite natural. As observações futuras da lua serão feitas a uma distância que equivale a pelo menos o dobro da que a Cassini conseguiu cobrir.

Mimas é uma lua que tem 400 km de diâmetro, e sua superfície gelada é marcada por inúmeras crateras. A imagem acima é um dos mosaicos de maior resolução já feitos desta lua, e há duas versões dele — essa que você viu recebeu um aprimoramento de brilho, que nos permitir observar detalhes que ficaram escuros na outra versão. Para produzir o mosaico, os cientistas combinaram dez imagens da câmera, que resultou em uma projeção ortográfica, ou seja, ela parece com o que um observador distante enxergaria ao observar a lua através de um telescópio.

Fonte: Canaltech

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