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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (22/05/2021 a 28/05/2021)

·6 minuto de leitura

Esta semana foi marcada por um eclipse lunar total, que ocorre quando a Lua fica totalmente coberta pela sombra da Terra. Ao passar pela atmosfera terrestre, a luz é filtrada e nosso satélite natural fica com coloração avermelhada por alguns momentos. O fenômeno pôde ser observado em alguns lugares do mundo e, no caso do Brasil, tivemos um eclipse lunar parcial.

Para rever o fenômeno, a seleção de imagens astronômicas desta semana traz fotos de eclipses lunares anteriores e um vídeo que mostra os detalhes da Lua enquanto esteve na sombra da Terra. Além disso, como de costume, você também faz uma visita a objetos cósmicos impressionantes, como uma “corrente” de galáxias e até uma das estrelas mais brilhantes que conhecemos — e, claro, tudo isso junto de curiosidades sobre estes objetos.

Sábado (22/05) — Uma corrente de galáxias

(Imagem: Reprodução/Ginge Anvik)
(Imagem: Reprodução/Ginge Anvik)

A cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra, fica o Aglomerado de Virgem, que agrupa cerca de 2 mil galáxias. Localizado na constelação de Virgem, este é o aglomerado mais próximo de nós, tanto que exerce influência gravitacional considerável no nosso próprio Grupo Local de galáxias. Esta imagem mostra o que há perto do coração dele: é ali que ficam as galáxias que formam a chamada “Cadeia de Markarian”, um nome bastante apropriado — perceba que, quando são observadas da Terra, elas parecem formar os elos de uma corrente.

Na cadeia, sete dos “elos” formados pelas galáxias parecem seguir um movimento coerente, enquanto outras aparentam estar lá por pura coincidência. Na parte inferior da imagem e seguindo o olhar para a direção do centro, você encontra as galáxias lenticulares M84 e M86. Depois, ao percorrer o olhar pela corrente e “subir” até o centro dela, você irá encontrar a dupla de galáxias NGC 4438 e NGC 4435. Elas são conhecidas como “Olhos”, e ficam a cerca de 50 milhões de anos-luz de nós.

Domingo (23/05) — A Via Láctea e carvalhos

(Imagem: Reprodução/César Vega Toledano)
(Imagem: Reprodução/César Vega Toledano)

A silhueta destes carvalhos após uma poda chamou a atenção do fotógrafo César Toledano. Ele fez um registro impressionante das árvores que, embora estejam sem seus grandes galhos característicos, ficaram acompanhadas pela Via Láctea ao fundo — tanto que alguns dos galhos parecem até se misturar às partes mais escuras da nossa galáxia. A foto foi tirada durante a madrugada com 30 segundos de exposição, para que nenhum detalhe do céu ficasse de fora.

Repare também no brilho que vem de trás do carvalho mais ao meio da imagem: este feixe de luz vem de uma lanterna que foi posicionada pelo fotógrafo atrás do tronco, para criar outro efeito de silhueta. Além deste detalhe, perceba que as árvores ao fundo parecem mostrar um efeito semelhante enquanto o horizonte brilha discretamente.

Segunda (24/05) — O eclipse durante a tempestade

(Imagem: Reprodução/Chris Kotsiopoulos (GreekSky)
(Imagem: Reprodução/Chris Kotsiopoulos (GreekSky)

Em julho de 2011, moradores da Europa, África, Ásia e Austrália puderam se maravilhar com um eclipse lunar total. Esta imagem foi feita na ilha de Icaria, na Grécia. Curiosamente, o lugar é conhecido como “Planeta das Cabras” devido às rochas e terrenos irregulares existentes por lá, que foram bem aproveitados por cabras e ovelhas no passado.

Apesar da forte tempestade quase escondendo o espetáculo que aconteceu durante a ocultação da Lua, as nuvens se separam por cerca de 10 minutos — bem a tempo de o fotógrafo registrar o momento do eclipse total, com direito aos raios iluminando a paisagem e complementando a foto.

Terça (25/05) — Eclipse lunar total em detalhes

O eclipse lunar desta semana nos proporcionou uma visão incrível do nosso satélite natural, que ficou com cor avermelhada — daí o apelido “lua de sangue” — no momento do eclipse total. O mesmo aconteceu em 2018, neste vídeo que você vê acima, que mostra todos os detalhes do eclipse lunar total ocorrido naquele ano, com cinco horas de duração.

Inicialmente, a Lua aparece na fase cheia e, se você observar o fundo da imagem, vai ver as estrelas parecendo se mover devido ao movimento da órbita lunar. Depois, a sombra circular da Terra envolve a Lua acompanhada de um tom avermelhado e levemente azul na borda. Isso acontece devido à dispersão da luz na atmosfera, o mesmo processo responsável pelo azul do céu e o avermelhado que surge durante o pôr-do-sol.

Quarta (26/05) — O brilho de AG Carinae

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, STScI/Judy Schmidt)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, STScI/Judy Schmidt)

O telescópio Hubble comemorou os 31 anos de seu lançamento com estilo: esta imagem mostra AG Carinae, uma estrela supergigante que fica a cerca de 20 mil anos-luz de nós, na constelação de Carina. Ela integra a curta classe de estrelas conhecidas como "variáveis azuis luminosas" (LBV), composta por estrelas massivas que, às vezes, têm comportamentos imprevisíveis — que incluem erupções raras, mas que podem ser bastante violentas.

Este grupo representa uma etapa curta do fim da vida de algumas estrelas supergigantes, e elas podem nos ajudar a entender como as estrelas massivas funcionam. Na imagem, AG Carinae parece ser envolvida por uma nebulosa de 5 anos-luz de extensão, cujo gás pode chegar a 10 massas solares. Os astrônomos estimam que esta névoa cósmica tem pelo menos 10 mil anos, e ela pode muito bem ser um remanescente de alguma erupção que ocorreu na estrela.

Quinta (27/05) — Eclipse em Sierra Nevada

(Imagem: Reprodução/John Kraus)
(Imagem: Reprodução/John Kraus)

Aqui, temos mais um registro do eclipse lunar total ocorrido nesta quarta-feira (26): a imagem foi feita em Sierra Nevada, nos Estados Unidos, e mostra a sequência pela qual a Lua passou durante o fenômeno. Como ela viaja em torno da Terra seguindo uma órbita elíptica, há momentos em que nosso satélite natural fica pertinho ao passar pelo perigeu, o ponto mais próximo da Terra. Quando isso acontece, ela aparenta ser maior e mais brilhante, e eis que temos a chamada “superlua”.

A sequência desta foto foi feita com cliques a cada cinco minutos, que mostram como a Lua ficou nas diferentes fases do eclipse. Inicialmente, na fase do eclipse parcial, a vemos com apenas parte de sua face coberta pela sombra da Terra. Depois, nas fotos mais ao centro, vemos a Lua com a cor avermelhada característica do fenômeno, enquanto a Via Láctea brilha com diversas estrelas no céu. O primeiro plano da imagem mostra uma antena do radiotelescópio do Owens Valley Radio Observatory.

Sexta (28/05) — O eclipse lunar total em Sidney

(Imagem: Reprodução/Peter Ward (Barden Ridge Observatory)
(Imagem: Reprodução/Peter Ward (Barden Ridge Observatory)

A cidade de Sidney, na Austrália, foi uma daquelas em que o eclipse lunar total pôde ser observado. Ali, a fase total do fenômeno durou apenas 14 minutos. Esta imagem foi feita a partir de uma composição de seis exposições, e o fotógrafo registrou tanto algumas estrelas ao fundo quanto o tom vermelho intenso que envolveu a Lua enquanto ficou na sombra da Terra. Mas perceba que a sombra causada pelo nosso planeta não ficou completamente escura: ao observar pela perspectiva lunar, notamos um pouco de luz difusa e avermelhada, que vem do nascer e pôr do Sol em diferentes lugares da Terra.

Fonte: Canaltech

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