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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (31/10 a 06/11/2020)

Daniele Cavalcante
·6 minuto de leitura

Nos destaques da NASA desta semana, tivemos duas datas comemorativas — o Halloween e os 20 anos de inauguração da Estação Espacial Internacional —, e ambas ganharam imagens incríveis. No Dia das Bruxas, a NASA acertou em cheio ao publicar pôsteres que trazem apresentam fatos científicos reais em cartazes típicos de filmes antigos de terror. O resultado foi uma estética muito bacana (dá até vontade de imprimir e pendurar na parede!)

Já no aniversário do sucesso da Expedição 1, a primeira a habitar a ISS, a NASA publicou uma foto incrível da estação orbital atravessando a Lua. Outros destaques incluem as tradicionais nebulosas e um vídeo da espaçonave OSIRIS-REx coletando, com sucesso, amostras do asteroide Bennu.

Sábado (31/10) — Galáxia dos Horrores

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/The Galaxy of Horrors)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/The Galaxy of Horrors)

Esta imagem comemorativa do Halloween foi, na verdade, para divulgar um projeto da NASA chamado Galáxia dos Horrores (tradução livre para "Galaxy of Horrors"), uma coleção de pôsteres temáticos para o Dia das Bruxas, fazendo alusão a algumas das coisas mais bizarras sobre o nosso universo.

Todos no emblemático estilo dos cartazes antigos de filmes de terror, os três pôsteres da série apresentam uma galáxia "morta", uma explosão de raios gama causada pela colisão de corpos estelares e a matéria escura invisível. “Tudo baseado em ciência real, até mesmo nas partes assustadoras”, lembra a NASA. Mesmo que o Halloween já tenha ficado para trás, vale a pena conferir a Galáxia dos Horres em maiores detalhes.

Domingo (01/11) — Uma nebulosa muito jovem

(Imagem: Reprodução/Subaru Telescope/Hubble Space Telescope/Martin Pugh/Robert Gendler)
(Imagem: Reprodução/Subaru Telescope/Hubble Space Telescope/Martin Pugh/Robert Gendler)

Nebulosa Trífida é uma região composta de gás estelar e poeira onde recentemente novas estrelas começaram a se formar. As três seções de poeira que inspiraram o nome da Trífida (que significa "algo dividido em três") estão bem distinguíveis nesta imagem, graças aos filamentos escuros de poeira longo da nebulosa.

A maior parte do brilho desta nebulosa é resultado da luz de uma única estrela massiva localizada ali no centro. A Trífida é uma das nebulosas de emissão mais jovens já observadas pelos astrônomos — tem apenas cerca de 300 mil anos, o que é pouco tempo em escala cósmica. Ela está localizada a cerca de 9.000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Sagitário.

Segunda-feira (02/11) — Gás levitando na superfície solar

(Imagem: Reprodução/Rainee Colacurcio)
(Imagem: Reprodução/Rainee Colacurcio)

Não, não é a Lua, e sim o Sol em preto e branco. A metade inferior da nossa estrela está atrás de uma nuvem espessa e no canto superior direito há algo que parece uma chama. Na verdade, é uma proeminência de gás quente levitando magneticamente.

Embora pareça pequena, a proeminência poderia facilmente engolir a Terra. A imagem parece ter sido obtida por algum telescópio poderoso, mas é fruto de uma composição fotográfica com duas exposições — uma para otimizar a nuvem e a proeminência e outra para a textura do Sol. A uniformidade dessa textura mostra que a superfície solar está relativamente calma, e isso só acontece porque o Sol acabou de passar do mínimo solar (período de seu ciclo de 11 anos no qual ele fica em seu momento mais tranquilo).

Terça-feira (03/11) — Coletando poeira cósmica

No dia 20 de outubro, a NASA conseguiu coletar amostras de um asteroide com sua nave robótica OSIRIS-REx em uma manobra delicada e complexa. Ela esticou seu braço mecânico e tocou a superfície do Bennu por apenas alguns segundos, liberou o gás de nitrogênio comprimido em uma garrafa, e capturou pedrinhas e poeira que se espalharam para dentro do cabeçote coletor de amostras de 30 cm de largura.

Essa cena foi gravada pela câmera SamCam a bordo da OSIRIS-REx, a cerca de 321 milhões de km da Terra, durante a missão. Depois da coleta, a nave acendeu o combustível de seus motores e voltou à órbita segura. A agência espacial ainda está no clima de vitória após essa conquista — é a primeira vez que os EUA conseguem coletar amostras de um asteroide.

O retorno da OSIRIS-REx está programado para começar em março de 2021 e sua chegada na Terra deve ocorrer apenas em setembro de 2023. Se tudo der certo na viagem de volta para casa, a sonda deverá entregar material rico em informações que poderão ajudar a desvendar segredos sobre a origem da vida na Terra, ou pelo menos fornecer pistas sobre a história inicial de nosso Sistema Solar.

Quarta-feira (04/11) — Ondas gravitacionais

(Imagem: Reprodução/LIGO/Frank Elavsky/Aaron Geller/Northwestern U.)
(Imagem: Reprodução/LIGO/Frank Elavsky/Aaron Geller/Northwestern U.)

Este gráfico mostra as primeiras 50 detecções de ondas gravitacionais, que se espalham pelo cosmos após colisões violentas entre dois buracos negros, um buraco negro e uma estrela de nêutrons, ou duas estrelas de nêutrons. A maioria delas foi encontrada em 2019 pelos detectores de ondas gravitacionais LIGO nos EUA e pelo detector VIRGO na Europa.

Os pontos azuis na imagem indicam buracos negros de maior massa, enquanto os pontos laranja indicam estrelas de nêutrons de menor massa. Entretanto, ainda há incerteza sobre o que causou as ondas gravitacionais marcadas em branco neste gráfico. Elas parecem estar em algum lugar intermediário, entre os objetos massivos e os de pouca massa, e pode ser que sejam algo de massa intermediária. Encontrar buracos negros de massa intermediária tem sido um dos grandes desafios dos astrofísicos, e já existe um candidato que pode ser o primeiro dessa categoria já descoberto.

Quinta-feira (5/11) — Cinturão de Orion

(Imagem: Reprodução/Terry Hancock/Grand Mesa Observatory)
(Imagem: Reprodução/Terry Hancock/Grand Mesa Observatory)

Uma das constelações mais fáceis de se identificar no céu são as Três Marias. Muitos de nós aprendemos desde cedo a encontrá-las, mas o que talvez nem todos saibam é que este trio se trata das estrelas Mintaka, Alnilam e Alnitak, que significam o cinto, a pérola e a corda, ou seja, os elementos do cinturão do caçador Órion. Nesta imagem, vemos o cenário que fica ao norte das três icônicas estrelas. Ali, há nuvens de poeira interestelar e nebulosas brilhantes preenchendo a cena cósmica, uma paisagem que jamais poderíamos ver a olho nu, mas está lá, sempre que olhamos para o cinturão de Órion.

No canto inferior direito está a azulada M78, uma nebulosa de reflexão, cujas cores sao resultado da poeira refletindo a luz azul de estrelas jovens e quentes. Já a faixa vermelha no centro, é formada por gás hidrogênio brilhante, e faz parte da nebulosa de emissão Loop de Barnard. Essas duas nebulosas estão a cerca de 1.500 anos-luz de distância. No canto superior esquerdo, há uma nuvem de poeira escura catalogada como LDN 1622. Ela fica a apenas cerca de 500 anos-luz de distância do nosso planeta Terra.

Sexta-feira (06/11) — ISS sobre a Lua

(Imagem: Reprodução/Derek Demeter)
(Imagem: Reprodução/Derek Demeter)

Nesta segunda-feira (2), completaram-se 20 anos desde que a Expedição 1 se tornou a primeira a entrar na Estação Espacial Internacional para fazer dela um lar temporário. Os astronautas ficaram por lá durante quatro meses, instalando equipamentos e ativando o suporte de vida e os sistemas de comunicação, além de outros trabalhos relacionados às futuras atividades do laboratório orbital.

Hoje, a ISS é uma estação completa, que orbita nosso planeta uma vez a cada 90 minutos. Não é difícil vê-la, mesmo a olho nu, quando eventualmente ela passa sobre a sua região. Mas se você tiver um telescópio, talvez consiga capturar imagens incríveis como esta, que revela detalhes fascinantes da Lua enquanto a estação orbital passa por ela. A foto foi capturada no dia 3, um dia após a celebração de 20 anos da presença ininterrupta da humanidade no espaço.

Fonte: Canaltech

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