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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (30/10 a 05/11/2021)

·8 min de leitura

Os admiradores de nebulosas vão adorar as imagens que a NASA selecionou como os destaques desta semana! Em uma delas, você encontra a Nebulosa Cabeça de Cavalo acompanhada por algumas outras nebulosas coloridas e brilhantes. Outro registro mostra uma nebulosa formada por poeira escura, com formato que lembra a de um cavalo marinho, enquanto várias estrelas brilham ao fundo. Já quem se interessa por galáxias, encontrará imagens de galáxias anãs e difusas — e, claro, também da nossa Via Láctea.

O compilado desta semana traz também um registro de uma aurora boreal ocorrida na Suécia, que foi editada digitalmente para criar um panorama em 180º. Aproveite, por fim, para conferir um mapa da misteriosa matéria escura, feito a partir de simulações computacionais desta matéria invisível e intrigante para os cientistas.

Sábado (30) — Uma aurora diferente

(Imagem: Reprodção/Göran Strand)
(Imagem: Reprodção/Göran Strand)

As auroras boreais e austrais são fenômenos que impressionam com as cores e formas que criam no céu, e ficam ainda mais interessantes quando são vistas em um panorama como este acima, que tem uma imagem editada digitalmente para criar uma visualização em 180º de uma aurora boreal ocorrida em Jamtland, na Suécia. Se você achar que a forma da aurora lembra algo familiar — como um animal ou um monstro, por exemplo —, saiba que isso se deve simplesmente à pareidolia, a tendência humana de identificar rostos em padrões de luz e sombra.

Como as auroras ocorrem a partir das interações entre as partículas liberadas pelo Sol e o campo magnético da Terra, é provável que as tempestades geomagnéticas recentes, causadas pela atividade solar, causem auroras ainda mais ativas nas altas latitudes da Terra. As cores delas variam de acordo com os átomos com os quais as partículas interagem, causando agitação liberada em luz. Por exemplo, a cor verde vem das interações das partículas com átomos de oxigênio em altitudes de até 300 km, enquanto o lilás e rosa escuro vêm dos átomos de nitrogênio.

Domingo (31) — Matéria escura

(Imagem: Reprodução/Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC), AMNH)
(Imagem: Reprodução/Tom Abel & Ralf Kaehler (KIPAC, SLAC), AMNH)

Vários milhões de anos após o Big Bang, as primeiras estrelas se formaram e deram origem a galáxias, que começaram a se agrupar em aglomerados. Essas estruturas, feitas de galáxias e do material entre elas, deram origem também a planetas orbitando estrelas, como ocorre no Sistema Solar. Tantas galáxias e aglomerados se mantêm unidos graças à gravidade, que atua como uma “cola”. Entretanto, ao medir os gases presentes no meio entre alguns aglomerados, os cientistas descobriram que deve haver pelo menos cinco vezes mais matéria por lá do que é possível detectar atualmente. Pois esta matéria invisível é a “matéria escura”, que aparece representada no mapa acima.

O mapa foi produzido a partir de simulações computacionais detalhadas, resultando em uma representação de filamentos complexos de matéria escura (em preto), se estendendo pelo universo como se fossem teias de aranha, acompanhados por aglomerados de matéria bariônica (em laranja), aquela formada por prótons, nêutrons e elétrons. Simulações assim funcionam como bons correspondentes estatísticos às observações astronômicas, mas a questão pode ser ainda mais complexa: enquanto a matéria escura segue um mistério para os cientistas, a energia escura é considerada a força principal que parece dominar a expansão do universo.

Segunda-feira (1º) — Via Láctea e cachoeira

(Imagem: Reprodução/Xie Jie)
(Imagem: Reprodução/Xie Jie)

A foto acima foi feita nas montanhas de Luoxiao, na província chinesa de Hunan, e não foi nada fácil conseguir tantos detalhes em um só registro. O fotógrafo queria capturar a Via Láctea e a cachoeira de Zhulian, uma atração que atrai vários turistas interessados em visitar a queda d’água de quase 50 m. Assim, além da dificuldade de encontrar um bom lugar para posicionar a câmera, o fotógrafo precisou ainda encontrar uma forma de capturar a iluminação artificial, o vale ao redor, manter os equipamentos secos e, claro, fazer o possível para não pisar em alguma cobra venenosa.

Felizmente, deu tudo certo. O resultado é esta bela imagem, que mostra a cachoeira acompanhada pela parte central da Via Láctea cruzando o céu, enquanto vários filamentos de poeira escura e nebulosas coloridas complementam o registro. Entre as várias estrelas que aparecem, uma que se destaca por seu brilho é Vega, presente acima do arco da Via Láctea. Ela é a estrela mais brilhante da constelação da Lira, sendo também a quinta que mais brilha no céu noturno.

Terça-feira (2) — Supernova “tripla”

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble/S. A. Rodney (U. South Carolina) et al./ J. DePasquale (STScI)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble/S. A. Rodney (U. South Carolina) et al./ J. DePasquale (STScI)

Já pensou em ver a mesma supernova explodindo não somente uma, mas três vezes? Pois é, isso aparece nas duas imagens acima, representando comparações de dados das explosões da supernova AT 2016jka (ou “SN Requiem”) obtidos pelo telescópio Hubble. No painel do lado esquerdo, há pequenos círculos que destacam explosões ocorridas em 2016; já no lado direito, vemos registros de 2019 que estão vazios porque já não era mais possível observar o brilho da explosão. Foi possível observar a supernova mais de uma vez porque a estrela que a causou estava alinhada bem atrás do centro de um aglomerado de galáxias.

Como esses aglomerados abrigam milhares de galáxias de diferentes tamanhos, essas estruturas podem ter massa equivalente a bilhões de vezes à do Sol, o que causa um efeito de lente gravitacional. Essas “lentes” distorcem a luz, ampliando ou dividindo a luminosidade — e, neste caso, nos proporcionou imagens múltiplas da supernova. Segundo modelos computacionais do fenômeno, uma quarta imagem deverá aparecer no círculo do canto superior da imagem à direita em 2037, mas esta não é uma data exata em função de ambiguidades na distribuição de massa do aglomerado e do histórico do brilho da explosão estelar.

Quarta-feira (3) — Nebulosa Cabeça de Cavalo

(Imagem: Reprodução/Wissam Ayoub)
(Imagem: Reprodução/Wissam Ayoub)

A imagem acima mostra um objeto que, sem dúvidas, é um dos mais famosos que conhecemos no céu noturno. Para encontrá-lo, é só observar o lado direito da imagem. Ali, você verá a Nebulosa Cabeça de Cavalo, que aparece com cor escura porque ela é uma grande nuvem de poeira à frente de uma nebulosa de emissão, conhecida por ter gases brilhantes ionizados e capazes de emitir luz em comprimentos de onda variados. Assim como acontece com as nuvens que vemos no céu, a relação do formato da nebulosa com a aparência do animal é outro exemplo da pareidolia.

Com o tempo, os movimentos internos da nuvem vão desmanchar a “cabeça do cavalo”, mas pode ficar tranquilo porque ainda há vários milhares de anos pela frente até isso acontecer. No lado esquerdo da imagem, está a Nebulosa da Chama, uma nebulosa de emissão localizada na constelação de Orion que também tem seus filamentos de poeira escura. Por fim, há ainda outras nebulosas que se destacam: uma é a IC 432, que pode ser vista no canto inferior esquerdo da foto, enquanto a outra é a NGC 2023, que aparece abaixo da Cabeça de Cavalo. Cada uma delas brilha graças à luz refletida pela estrela central que têm.

Quinta-feira (4) — Dupla de galáxias anãs

(Imagem: Reprodução/Dan Bartlett)
(Imagem: Reprodução/Dan Bartlett)

Aqui, temos um retrato das galáxias NGC 147 e NGC 185, duas galáxias anãs que aparecem lado a lado nesta imagem. A primeira, que aparece do lado esquerdo, fica a aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra e faz parte do Grupo Local de galáxias, dominado pela Via Láctea e Andrômeda — tanto que a NGC 147 (ou “Caldwell 17”) é uma galáxia satélite distante de Andrômeda. Isso ocorre porque, assim como os planetas do Sistema Solar estão gravitacionalmente ligados ao Sol, as galáxias menores acabam ligadas às maiores e mais massivas, algo bastante frequente com as galáxias anãs esferoidais, como é o caso da NGC 147.

Já a NGC 185 (Caldwell 18) aparece ao lado da NGC 147, sendo também uma galáxia satélite de Andrômeda. Apesar de ser classificada como anã, é possível encontrar astrônomos que consideram a Caldwell 18 uma galáxia de Seyfert de tipo II, ou seja, uma que aparenta ser imensamente brilhante quando é observada na luz infravermelha, apesar do brilho que mostra na luz visível. Essas galáxias têm centros em atividade intensa vinda, provavelmente, de um buraco negro em seu centro se alimentando de matéria — contudo, essa atividade fica escondida na luz visível por gás e poeira.

Sexta-feira (5) — Nebulosa do Cavalo Marinho

Caption
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Essa estrutura escura, aparecendo em contraste a um fundo repleto de estrelas brilhantes, é a Nebulosa do Cavalo Marinho. As nuvens escuras fazem parte de uma nuvem molecular, estrutura formada por poeira interestelar que se acumula junto de gases e, assim, cria regiões de maior densidade. Se houver forças gravitacionais suficientes para causar colapso nesses aglomerados de poeira e gás, eles podem se tornar “berçários estelares”, dando origem a novas estrelas.

No caso do Cavalo Marinho, há estrelas de baixa massa em formação, cujos núcleos podem ser observados somente na luz infravermelha, com maiores comprimentos de onda. A nebulosa fica na direção da constelação Cepheus, o Cefeu, lar de alguns objetos interessantes, como a Nebulosa da Íris e a Nebulosa da Bruxa. A estrela mais brilhante desta constelação é Alpha Cephei, uma estrela de classe A localizada a aproximadamente 48 anos-luz de nós, cujo brilho é de magnitude 2,5.

Fonte: Canaltech

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