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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (25/09 a 01/10/2021)

·9 minuto de leitura

Além de reunir imagens astronômicas fascinantes, o compilado desta semana irá te proporcionar também uma visão diferente sobre alguns objetos e fenômenos. Por exemplo: a seleção de hoje inclui um vídeo de apenas alguns segundos, mas que mostra uma descarga elétrica gigantesca que é bastante rara e que, quando ocorre, é tão breve que dificilmente conseguiríamos ver seus detalhes.

Já em outra imagem, um artista visual usou sua experiência e conhecimentos de edição de imagens para editar uma das fotos mais famosas da missão Apollo 11, que te ajudará a ter uma ideia do que Buzz Aldrin viu através de seu capacete enquanto estava na Lua. Por fim, você encontrará também registros de alguns objetos cósmicos de aparência intrigante — um deles é uma nebulosa que parece ter uma bolha em seu interior, enquanto outro mostra a Nebulosa do Quadrado Vermelho, considerada um dos objetos mais simétricos já observados pelos cientistas. Aliás, aproveite também para conferir um vídeo do show de luzes que aconteceu no céu durante a chuva de meteoros Perseidas.

Sábado (25) — Nebulosa e aglomerado

(Imagem: Reprodução/Lorand Fenyes)
(Imagem: Reprodução/Lorand Fenyes)

Essa composição nos traz dois objetos cósmicos. À direita, você encontra a nebulosa NGC 7635, que também é conhecida como "Nebulosa da Bolha" devido a sua forma. Trata-se de uma nebulosa que tem cerca de 7 anos-luz de extensão e, em seu interior, há uma estrela 45 vezes mais massiva que o Sol. O gás dessa estrela fica tão quente que ele escapa para o espaço na forma de vento estelar, viajando a milhões de quilômetros por hora. Depois, esse fluxoa quecido encontra gases interestelares que, como são mais frios, se acumulam e formam a parte mais externa da bolha. Conforme essas camadas se expandem para o exterior, elas encontram regiões densas de gás frio em um lado da "bolha", resultando em uma forma assimétrica que faz com que a estrela não pareça estar no centro da nebulosa.

Já do lado esquerdo, está o aglomerado M52, um aglomerado estelar que contém estrelas formadas a partir de uma única nuvem moleccular. Essa formação foi descoberta pelo astrônomo francês Charles Messier e tem cerca de 19 anos-luz de extensão. Esse aglomerado conta com aproximadamente mil estrelas em seu interior, sendo que a mais brilhante delas é uma gigante de magnitude 7,7. Aliás, esse é um aglomerado que pode ser observado não somente com telescópios, mas também com bons binóculos ou lunetas.

Domingo (26) — A Nebulosa do Quadrado Vermelho

(Imagem: Reprodução/Peter Tuthill (Sydney U.) & James Lloyd (Cornell U.)
(Imagem: Reprodução/Peter Tuthill (Sydney U.) & James Lloyd (Cornell U.)

A estrela MWC 922 fica na constelação de Serpens, a Serpente. Ela está morrendo e, quando terminar de ejetar seu material ao espaço, irá se contrair em uma anã branca, um objeto de alta densidade. Enquanto isso não acontece, ela oferece um espetáculo diferente enquanto expele suas camadas mais internas em polos opostos: ao observá-la na luz infravermelha, vemos uma nebulosa (ou seja, uma nuvem interestelar de gás e poeira), cuja forma lembra a de uma grande caixa vermelha com um ponto luminoso em seu centro — essa forma inspirou o apelido "Nebulosa do Quadrado Vermelho".

O que mais intriga os pesquisadores é a simetria dessa nebulosa, que a torna um dos objetos mais simétricos já observados pelos cientistas. Ainda não se sabe bem o que aconteceu para resultar nesta forma quadrada, e a hipótese mais aceita atualmente sugere que a estrela liberou cones de gás durante uma etapa tardia de desenvolvimento. Assim, esses cones teriam ângulos quase retos e seriam visíveis de ambos os lados — há pesquisadores que especulam que, se fossem observados de outro ângulo, esses cones teriam aparência similar àquela dos anéis da supernova 1987A, a primeira que os astrônomos modernos conseguiram estudar detalhadamente.

Segunda-feira (27) — Um olhar diferente da Apollo 11

(Imagem: Reprodução/NASA, Apollo 11, Neil Armstrong; Processamento: Michael Ranger)
(Imagem: Reprodução/NASA, Apollo 11, Neil Armstrong; Processamento: Michael Ranger)

Em 16 de julho de 1969, a NASA lançou a missão que entrou para a história como aquela que levou os primeiros astronautas para a superfície lunar. Já no dia 21, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície da Lua, enquanto Michael Collins se manteve no módulo de comando e serviços Columbia. O momento histórico rendeu inúmeros registros, incluindo uma das fotos mais icônicas da missão, que foi feita por Armstrong e, além de mostrar Aldrin na paisagem lunar, incluiu também o reflexo de Armstrong no visor do capacete do outro astronauta. Pois bem: esta foto aparece acima com uma perspectiva diferente, que mostra um pouco do que Aldrin via através de seu capacete.

Esse é o resultado da edição feita por Michael Ranger, artista de efeitos visuais que percebeu que poderia aplicar a experiência que tem na área para "desembrulhar" o reflexo. Como o capacete de Aldrin é praticamente uma bola espelhada, ele editou a imagem para produzir um panorama em 360º, aplicou um pouco de espaço nos cantos e corrigiu as cores. Como resultado, vemos Armstrong de pé, ao lado do lander lunar Eagle, e o nosso "pálido ponto azul" aparecendo no canto superior da imagem. Nada mal, né?

Terça-feira (28) — Meteoros das Perseidas

Todos os anos, a Terra passa por uma nuvem de detritos deixada pelo cometa Swift-Tuttle. Esses fragmentos atravessam a atmosfera e brilham como os belos meteoros da chuva Perseidas, que podem ser vistos a partir de meados de julho, sendo que o pico do fenômeno ocorre em agosto. Caso você não tenha conseguido observar os meteoros neste ano, não se preocupe, pois o vídeo acima reúne alguns registros que mostram diversas imagens dos meteoros aparecendo no céu, sobre o Observatório Astronômico Indiano em Hanle, no topo das montanhas do Himalaia.

Logo no início do vídeo, vemos a noite começando e algumas imagens do plano central da Via Láctea, que se aproxima pelo lado esquerdo. Depois, alguns satélites cruzam o céu e deixam rastros luminosos e, em seguida, os meteoros começam a aparecer rapidamente. Normalmente, eles brilham por pouquíssimos segundos, mas o vídeo foi editado para aparecerem por mais tempo. O brilho esverdeado se deve às altas temperaturas a que são aquecidos durante a passagem pela atmosfera, que é suficiente para aquecê-los a ponto de vaporizar a camada mais externa deles. Assim, o verde vem do níquel presente nos meteoros, que é evaporado durante a passagem. Por fim, o vídeo acaba com o brilho da luz zodiacal, vinda da luz solar refletida em uma nuvem de poeira.

Quarta-feira (29) — Jato gigante no céu

O breve vídeo acima mostra um fenômeno extremamente raro e igualmente poderoso: essa grande forma que apareceu brevemente no céu é um jato gigante, que ocorreu na cidade de Puerto Rico. Trata-se de uma forte descarga elétrica que pode ocorrer entre algumas tempestades de raios e a ionosfera terrestre, a camada que marca a divisão entre a atmosfera inferior da Terra (aquela em que vivemos e que respiramos) e o vácuo do espaço. Contudo, os jatos gigantes têm algumas características que os tornam bem diferentes de outras descargas elétricas, como aquelas que ocorrem através de interações entre nuvens ou entre as nuvens e o solo.

Primeiro, a parte inferior dos jatos gigantes lembram a dos jatos azuis, um tipo de evento luminoso transiente (TLE) que ocorre na parte superior das nuvens eletricamente carregadas e pode se estender por 40 km — em comparação, o jato gigante do vídeo pode ter alcançado 70 km em apenas um segundo. Além disso, a parte superior deles é parecida com os sprites, TLEs que acontecem a várias dezenas de quilômetros acima de tempestades de raios intensas e têm forma ramificada, que lembra os tentáculos das águas-vivas. Como ainda não sabemos exatamente qual é o mecanismo por trás desses jatos, eles seguem rendendo estudos.

Quinta-feira (30) — Galáxia M33

(Imagem: Reprodução/Luca Fornaciari)
(Imagem: Reprodução/Luca Fornaciari)

Essa bela galáxia espiral fica a 3 milhões de anos-luz de nós e, assim como a Via Láctea, também faz parte do Grupo Local — ela é considerada o terceiro maior membro deste grupo, "perdendo" apenas para a galáxia de Andrômeda e para a nossa. Ao longo dos braços dela, ficam alguns dos maiores berçários estelares que conhecemos, que dão origem a estrelas massivas e, portanto, de vida curta. O brilho avermelhado em algumas áreas vem da radiação ultravioleta intensa vinda dessas estrelas com bastante massa, que ioniza o hidrogênio gasoso nos arredores e, assim, produz a luminosidade vermelha.

As áreas em que esse processo ocorre são conhecidas como "regiões HII" podem ser de tamanhos variados, indo de apenas uma a centenas de anos-luz, e estudá-las é uma excelente forma de os astrônomos determinarem a distância e a composição química das galáxias. Como a distribuição de estrelas e gases dentro delas é irregular, as regiões HII podem ter praticamente qualquer forma — por exemplo, perceba os quadrados na lateral da imagem, que mostram detalhes das regiões HII da M33. Para encontrá-las na galáxia, basta usar procurar o número correspondente na imagem.

Sexta-feira (1º) — O centro da Via Láctea

(Imagem: Reprodução/Gabriel Rodrigues Santos)
(Imagem: Reprodução/Gabriel Rodrigues Santos)

Esse registro mostra o centro da Via Láctea com um amplo campo de visão, que se estende uma área equivalente à de 30 Luas cheias. Para identificar todos os objetos presentes nela, vamos analisá-la por partes. No lado direito, há algumas formações que foram catalogadas no início do século 20 pelo astrônomo E. E. Barnard — trata-se de nuvens interestelares de poeira, catalogadas como B59, B72, B77 e B78. Elas fazem parte da nuvem molecular de Ophiuchi, composta por duas grandes regiões de gás e poeira, sendo considerada umas regiões formadoras de estrelas mais próximas do Sistema Solar — ela fica a apenas 450 anos-luz de nós! Como essa estrutura parece lembrar a forma de um cachimbo, ela é apelidada de "Nebulosa do Cachimbo".

Já do lado esquerdo, estão três nebulosas, que, além de brilhantes, são também berçários estelares. A nebulosa M8 é a maior do trio e abriga o aglomerado estelar NGC 6530, cujas as estrelas massivas liberam grandes quantidades de radiação ultravioleta, que ioniza o gás e faz com que brilhe; essa região de emissão está do lado esquerdo da imagem. Por fim, temos a nebulosa M20, também conhecida como nebulosa trífida, e seu nome se deve aos três diferentes tipos de nebulosa que existem nela: há uma nebulosa de emissão (que brilha com a luz dos átomos de hidrogênio, uma de reflexão (que reflete a luz das estrelas) e, por fim, uma nebulosa escura (que tem nuvens de poeira densas o suficiente para escurecer a luz).

Fonte: Canaltech

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