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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (27/03 a 02/04/2021)

Daniele Cavalcante
·5 minuto de leitura

Caso você esteja um pouco deslocado no tempo por causa do feriado de Sexta-feira Santa, hoje é sábado, dia de apreciar as Imagens Astronômicas da Semana. E se você é um fã de galáxias, conhecerá três delas na compilação abaixo. Também há fenômenos atmosféricos terrestres e a imagem icônica de um experimento realizado na Estação Espacial Internacional. Confira!

Sábado (27/03) — Galáxias Antena

(Imagem: Reprodução/Bernard Miller)
(Imagem: Reprodução/Bernard Miller)

À primeira vista, essa imagem pode parecer uma pequena nebulosa, mas trata-se na verdade de duas galáxias em colisão, a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância. Catalogadas como NGC 4038 e NGC 4039, as galáxias estão neste processo provavelmente há alguns milhares de anos, cada uma delas deixando uma cauda de matéria e estrelas, arremessadas pelas forças das marés.

Embora as estrelas de ambas as galáxias dificilmente cheguem a colidir umas com as outras, o gás de formação estelar tem um efeito diferente — as grandes nuvens massivas se chocam, resultando em episódios violentos de formação de estrelas perto dos centros galácticos. A paisagem nesta imagem abrange mais de 500 mil anos-luz e as cores destacam os elementos mais presentes, como o gás hidrogênio, revelado pela cor vermelha. Se você reparar bem, as galáxias formam um coraçãozinho fofo!

Domingo (28/03) — Ivan Ivanovitch flutua no espaço

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Calma, não é um astronauta a esmo no espaço, mas sim um velho traje preenchido com roupas. Este foi um experimento foi realizado no dia 3 de fevereiro de 2006, na Estação Espacial Internacional, conduzido pela Rússia. O traje russo foi apelidado de Ivan Ivanovitch (ou Sr. Smith, ambos nomes muito comuns em seus respectivos países) e empurrado da câmara de descompressão, sem amarras, levando consigo um transmissor de rádio.

A ideia era saber se os trajes espaciais poderiam ser usados ​​como satélites, por isso foi batizado de SuitSat-1. Como os trajes tinham uma determinada vida útil e, depois, tornavam-se inúteis, os russos queriam descobrir se era possível encontrar alguma utilidade para eles no espaço. Embora a NASA tenha dito que o transmissor morreu logo após o lançamento, a Rússia afirma que houve uma transmissão final quinze dias depois. Ivan Ivanovitch continuou em órbita até cair na atmosfera da Terra e queimar em 7 de setembro de 2006.

Segunda-feira (29/03) — Olho do mal

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/PHANGS-HST Team)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/PHANGS-HST Team)

A galáxia Olho Negro ganhou este nome, e os apelidos como Olho do Mal, por seu aspecto um tanto assombroso, mas não há nada de assustador em sua natureza. Ao contrário, a Messier 64 é uma galáxia fabulosa, com todas as suas estrelas girando na mesma direção que o gás interestelar na região central da galáxia, porém no sentido oposto nas regiões mais externas.

Localizada a cerca de 17 milhões de anos-luz de distância, a galáxia provavelmente ganhou esse especto peculiar e suas enormes nuvens de poeira devido a uma fusão ocorrida há bilhões de anos. Por falar nas nuvens fabulosas, elas são visíveis até mesmo através de pequenos telescópios amadores. Não há material em seus braços para a formação de novas estrelas, então as que ali estão presentes são de idade intermediária. Entretanto, o material carregado pelo vento estelar, supernovas e nebulosas planetárias parecem formar uma nova geração de estrelas.

Terça-feira (30/03) — Sprites vermelhos

(Imagem: Reprodução/Yuri Beletsky)
(Imagem: Reprodução/Yuri Beletsky)

Parecem fogos de artifício, mas trata-se de algo conhecido como “sprites vermelhos”, um fenômeno cujos mecanismos ainda foram pouco esmiuçados pela ciência. Os sprites ocorrem durante tempestades e são produzidos por campos elétricos quase-eletrostáticos, gerados por relâmpagos que vão da nuvem para o solo. Para serem fotografados, é preciso uma câmera CCD (charge-coupled device) de alta sensibilidade.

Essas rajadas podem começar como bolas de ar ionizado de 100 metros que caem de cerca de 80 km de altura a 10% da velocidade da luz. Eles são rapidamente seguidos por um grupo de bolas ionizadas com listras ascendentes. A duração do fenômeno é de aproximadamente 17 ms.

Quarta-feira (31/03) — Buraco negro com luz polarizada

(Imagem: Reprodução/EHT Collaboration)
(Imagem: Reprodução/EHT Collaboration)

Para entender melhor o buraco negro supermassivo no centro da galáxia M87, a equipe do EHT, a mesma que fotografou o objeto, usou a luz polarizada para tentar descobrir como os jatos do centro galáctico ativo são criados, ou seja, como partículas de matéria podem se aproximar tanto do buraco negro e serem arremessadas para tão longe através dos jatos.

A maior parte da matéria próxima ao buraco negro irá fatalmente cair no devorador galáctico, mas uma fração escapa momentos antes da captura e se transforma nos jatos relativísticos. Mas como isso é possível? Para responder à pergunta, os pesquisadores mediram a polarização da luz obtida durante a captura da imagem do buraco negro Messier 87*. O resultado foi a imagem acima. Essa foi a primeira vez que astrônomos conseguem observar a polarização e a assinatura de campos magnéticos de pertinho da borda de um buraco negro.

Quinta-feira (01/04) — Foguete visto do espaço

Foguetes são objetos grandes, mas quando vistos do espaço parecem pequenos meteoritos. O vídeo em time lapse acima foi gravado da Estação Espacial Internacional (ISS) e mostra o lançamento do foguete russo Soyuz-FG, em novembro de 2018. Os destaques no vídeo aparecem na marca dos 90 segundos, mas até ali se passaram na realidade cerca de 15 minutos, condensados através do efeito de time lapse.

As imagens também revelam o brilho atmosférico da Terra e as estrelas distantes no canto superior direito, que de certo modo se confundem com o estágio inferior do foguete quando este cai da órbita de volta para a superfície terrestre. Ao mesmo tempo, a nave dispara seus propulsores e começa se dirigir à ISS.

Sexta-feira (02/04) — Galáxia na bolha

(Imagem: Reprodução/Eric Benson/Dietmar Hager)
(Imagem: Reprodução/Eric Benson/Dietmar Hager)

Esta é a NGC 3521, uma galáxia relativamente próxima — apenas a 35 milhões de anos-luz de distância, em direção à constelação de Leão. Ela é visível através de telescópios pequenos, mas para seu azar, fica perto de outras galáxias como M66 e M65, que chamam mais a atenção dos astrônomos.

A imagem fez um ótimo trabalho ao mostrar os braços espirais, entrelaçados em filamentos de poeira e povoados por jovens estrelas azuis e regiões de formação estelar, enquanto mantém a “bolha” gigantesca que se forma ao redor da galáxia. Essa bolha é provavelmente resultado fluxos de estrelas arrancadas de galáxias satélites que foram engolidas pela NGC 3521.

Fonte: Canaltech

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