Mercado abrirá em 5 h 7 min
  • BOVESPA

    120.705,91
    +995,88 (+0,83%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.829,31
    +80,90 (+0,17%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,90
    +0,08 (+0,13%)
     
  • OURO

    1.832,80
    +8,80 (+0,48%)
     
  • BTC-USD

    50.045,66
    -804,79 (-1,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.380,74
    -7,17 (-0,52%)
     
  • S&P500

    4.112,50
    +49,46 (+1,22%)
     
  • DOW JONES

    34.021,45
    +433,79 (+1,29%)
     
  • FTSE

    6.997,58
    +34,25 (+0,49%)
     
  • HANG SENG

    28.015,56
    +296,89 (+1,07%)
     
  • NIKKEI

    28.084,47
    +636,46 (+2,32%)
     
  • NASDAQ

    13.188,00
    +87,75 (+0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4254
    +0,0129 (+0,20%)
     

Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (03/04 a 09/04/2021)

Daniele Cavalcante
·6 minuto de leitura

A grande estrela astronômica da semana, talvez de todo o mês de abril, é o pequeno helicóptero Ingenuity, que está prestes a fazer sua primeira demonstração de voo em Marte. Será a primeira vez que um veículo humano voará na atmosfera de um planeta alienígena, por isso a expectativa é grande e o momento é histórico. Nas imagens astronômicas da semana, a NASA compartilhou dois momentos do Ingenuity, incluindo uma imagem 3D.

Além disso, há imagens de galáxias incríveis e uma nebulosa espetacular. Confira!

Sábado (3/04) — Ingenuity

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

O pequeno helicóptero Ingenuity, uma demonstração de tecnologia que viajou a Marte preso ao rover Perseverance, começou a se “soltar” da parte inferior do rover Perseverance, que é onde ele ficou para se manter protegido. Aqui, ele já está com as pernas suspensas apenas a alguns centímetros acima da superfície marciana, preparando-se para realizar seu primeiro voo. O processo para abri-lo levou quase uma semana.

Uma vez que o helicóptero apenas fará uma demonstração de tecnologia, não irá realizar estudos científicos por lá. A NASA pretende apenas realizar os primeiros voos autônomos em outro planeta e coletar todos os dados possíveis para saber se o Ingenuity tem o necessário para explorar o Planeta Vermelho ou se haverá necessidade de fazer melhorias para um eventual helicóptero científico.

Domingo (04/04) — onde está Pan?

(Imagem: Reprodução/Cassini Imaging Team/ISS/JPL/ESA/NASA)
(Imagem: Reprodução/Cassini Imaging Team/ISS/JPL/ESA/NASA)

Nessa imagem é possível ver quatro luas de Saturno, embora nem todas sejam facilmente encontradas à primeira vista. Em primeiro plano está a mais óbvia: Dione, tão iluminada que parece deslocada do restante do cenário. Em segundo plano está um mundo tão grande que talvez alguém confunda com um planeta distante; no entanto, é Titã, a maior lua de Saturno e uma das maiores do Sistema Solar.

Agora vamos às menores, começando por Pandora, que tem apenas 80 km de largura, bem alinhada aos anéis do lado de fora. Encontrou a quarta lua? Ela está entre as faixas de anéis do planeta, mais precisamente no espaço vazio chamado Fenda de Encke. O nome deste pequenino satélite é Pan; apensar do tamanho diminuto de apenas 35 km de diâmetro, ele é massivo o suficiente para ajudar a manter a fenda de Encke relativamente livre de partículas.

Segunda-feira (05/04) — Nebulosa do Véu

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/Z. Levay)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/Z. Levay)

Este enorme “tobogã” cósmico de gás é o remanescente de uma supernova cuja luz da explosão provavelmente chegou à Terra há mais de 5.000, permanecendo brilhante por semanas para o deleite dos seres que aqui viviam. Catalogada como NGC 6960 e também conhecido como Cygnus Loop, a nebulosa tem 90 anos-luz de diâmetro e suas partes mais brilhantes são independentes, formando o véu ocidental e o oriental, além de uma terceira parte conhecida como Triângulo de Pickering.

A super estrutura está a cerca de 1.400 anos-luz de distância e cobre mais de cinco vezes o tamanho da Lua cheia no céu. A imagem acima é um mosaico do Telescópio Espacial Hubble de seis imagens juntas cobrindo um espaço de “apenas” cerca de dois anos-luz, ou seja, estamos olhando para uma pequena parte do remanescente da supernova. Em imagens da Nebulosa do Véu completa, é quase impossível identificar os filamentos que são exibidos nesta composição.

Terça-feira (06/04) — Plêiades e Marte

(Imagem: Reprodução/Kristine Richer)
(Imagem: Reprodução/Kristine Richer)

Às vezes a astrofotografia é mais sobre a capacidade de criar composições quase poéticas do céu noturno confundindo-se com paisagens inusitadas da Terra. Neste caso, uma simples árvore solitária se tornou o elemento de contraste entre o solo terrestre e os faróis celestes luminosos, emprestando à composição um toque todo especial.

Acima das árvores, podemos identificar rapidamente as Plêiades, um aglomerado de estrelas azuis, provavelmente o mais famoso do céu por ser facilmente encontrado, perto da ainda mais famosa constelação de Órion. As Plêiades ficam a cerca de 450 anos-luz de distância da Terra.

Mais abaixo, Marte apresenta um brilho estupendo — isso ocorre por causa das longas exposições fotográficas e sobreposições das imagens para que o céu possa aparecer do jeitinho que ele é: repleto de estrelas que não podemos ver a olho nu. Se você estiver curioso sobre o local onde a árvore peculiar se ergue, trata-se de uma colina em Vinegar Hill, Canadá.

Quarta-feira (07/04) — Uma galáxia diferente

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/D. Rosario)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble/NASA/D. Rosario)

Normalmente vemos as galáxias em posições que revelam seus braços espirais ou sua elipse, mas algumas delas estão posicionadas em relação a nós de modo bem diferente. Este é o caso da NGC 1947. Ela não é exatamente diferente por causa de sua morfologia — trata-se de uma galáxia espiral relativamente comum. Contudo, sua inclinação dá beleza a esta imagem.

Localizada a 40 milhões de anos-luz de distância, a galáxia tem faixas de poeira que cruzam as regiões centrais da estrutura, obscurecendo a luz da multidão de estrelas. Essas faixas não seguem os movimentos estelares da NGC 1947, mas possui um movimento desconectado da galáxia, sugerindo que os filamentos podem ter vindo de outra galáxia engolida pela NGC 1947 nos últimos 3 bilhões de anos ou mais.

Quinta-feira (08/04) — Ingenuity em 3D

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS/ASU)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS/ASU)

Esta é uma imagem estéreo do pequeno helicóptero Ingenuity, já livre, leve e solto para começar a mostrar do que é capaz de fazer na fina atmosfera marciana. A foto foi capturada pela Mastcam-Z do rover Perseverance e é ser melhor apreciada com um par de óculos 3D (aqueles que têm uma lente azul e outra vermelha).

A previsão para a demonstração de tecnologia do Ingenuity é para amanhã, 11 de abril, e se tudo der certo ele fará o primeiro voo motorizado já realizado em outro planeta. A imagem revela que ele está em repouso no solo marciano, bem ao lado dos rastros do Perseverance. Acima de suas hélices está o painel solar que fornece energia para suas baterias. A expectativa para o momento histórico é grande, mas os dados do voo só chegarão na segunda-feira, às 04:30, de acordo com a NASA.

Sexta-feira (09/04) — M106

(Imagem: NASA/Hubble Legacy Archive/Kitt Peak National Observatory/Robert Gendler)
(Imagem: NASA/Hubble Legacy Archive/Kitt Peak National Observatory/Robert Gendler)

Essa exuberante galáxia espiral é a Messier 106 como NGC 4258, localizada na constelação Cães de Caça, a cerca de 21 milhões de anos-luz da Terra. Ela é uma galáxia do tipo Seyfert II, ou seja, trata-se de uma galáxia ativa. Isso significa que possui um centro bem pequeno que emite uma emissão de raios X incomum responsável por metade de sua luminosidade total. Astrônomos consideram que núcleos galácticos ativos indicam a presença de um buraco negro supermassivo alimentando-se de material circuncidante.

No caso do centro da Via Láctea, por exemplo, não há esse tipo de luminosidade, portanto o “nosso” buraco negro supermassivo está relativamente tranquilo, sem se alimentar de matéria, então ele não é considerado um núcleo ativo. Se a Via Láctea tivesse um núcleo ativo, ele poderia emitir até 5 mil vezes mais luz que todos os 200 bilhões de estrelas da galáxia, tamanha é a energia liberada quando um buraco negro supermassivo banqueteia.

Voltando à M106, ela mede cerca de 30 mil anos-luz de diâmetro e exibe estrelas azuis jovens e quentes, além de jatos avermelhados de gás hidrogênio brilhante. No canto inferior direito, há uma pequena galáxia que faz lhe companhia, enquanto as galáxias ao fundo estão mais distantes. O brilho do centro ativo pode ser visto em todo o espectro eletromagnético desde o rádio até os raios-X. Seu buraco negro supermassivo tem massa estimada em 36 milhões de massas solares.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: