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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (14/05 a 20/05/2022)

Se você perdeu o eclipse lunar total ocorrido no início desta semana, não se preocupe, pois este compilado de fotos astronômicas selecionadas pela NASA trouxe registros belíssimos do eclipse; portanto, você poderá conferir a chamada "Lua de sangue" fotografada a partir de diferentes lugares do mundo.

A beleza da Lua durante o fenômeno impressiona, mas nosso satélite natural não está sozinho aqui: o compilado inclui também fotos de halos lunares, da Via Láctea brilhando no céu noturno e até de uma galáxia que "devorou" outra no passado.

Veja abaixo:

Sábado (14) — Halos lunares

Halos brilhando no céu de Alberta, no Canadá (Imagem: Reprodução/Alan Dyer, Amazingsky.com, TWAN)
Halos brilhando no céu de Alberta, no Canadá (Imagem: Reprodução/Alan Dyer, Amazingsky.com, TWAN)

Quem viu o céu noturno em Alberta, no Canadá, na noite de 15 de abril, pode ter percebido que nele havia formas brilhantes e arredondadas. É que, naquela noite, a Lua estava quase na fase cheia, e sua luz era refratada e refletida por cristais de gelo, presentes em nuvens a grandes altitudes. O resultado disso são os vários halos e arcos lunares.

Existam halos que aparecem posicionados próximos do Sol ou da Lua, mas também é possível ver outros na região oposta do céu. Também é possível que eles se formem ao redor de luzes artificiais; neste caso, o tempo precisa estar frio o suficiente para a chamada “poeira de diamantes”, formada por cristais de gelo, flutuar no ar próximo.

As cores destes halos foram registradas graças a uma sequência de exposições, com durações que variaram de 1/20 segundo a 30 segundos. Se você observar bem, encontrará a constelação da Ursa Maior na parte superior da imagem, enquanto as estrelas Arcturus e Regulus aparecem à esquerda e à direita da Lua, respectivamente.

Domingo (15) — Cores da Lua

Composição que mostra variações na cor da Lua, registradas ao longo de 10 anos (Imagem: Reprodução/Marcella Giulia Pace)
Composição que mostra variações na cor da Lua, registradas ao longo de 10 anos (Imagem: Reprodução/Marcella Giulia Pace)

Você deve estar acostumado a ver a Lua com os bons e velhos tons acinzentados ou, quem sabe, amarelados. Mas, dependendo das condições, nosso satélite natural pode mostrar cores ainda mais fascinantes, como as que aparecem nesta composição. A coleção de "cores lunares" é o resultado do longo trabalho de um astrofotógrafo, que passou mais de dez anos fotografando as cores aparentes da Lua em diferentes lugares na Itália.

Dito isso, vamos às cores e às explicações por trás delas. Tons avermelhados e amarelados podem ser observados na Lua quando ela aparece próxima do horizonte, ou durante eclipses lunares totais — inclusive, a última foto vem de um eclipse deste tipo, ocorrido em julho de 2018. Naquela noite, o disco lunar mergulhou na umbra da Terra e ficou com cor vermelha, causada pela refração da luz através da atmosfera.

Quando a atmosfera terrestre está com grande quantidade de partículas de poeira, a Lua pode ficar com cor azulada. Já a cor lilás ainda não é bem compreendida, mas pode ser o resultado de diferentes processos. Por fim, vale destacar as mudanças na forma aparente da Lua, que aparecem principalmente no meio da espiral; ali, vemos como a refração da luz no horizonte é capaz causar um efeito de "achatamento" do disco lunar nos polos.

Segunda-feira (16) — Via Láctea e os alpes franceses

Rochas formadas há milhões de anos emolduram a Via Láctea brilhando ao fundo (Imagem: Reprodução/Benjamin Barakat)
Rochas formadas há milhões de anos emolduram a Via Láctea brilhando ao fundo (Imagem: Reprodução/Benjamin Barakat)

Pode até parecer que estas formações são ruínas de algum castelo antigo, mas não se engane. Fotografadas nos Alpes Franceses, estas estruturas rochosas são chamadas Demoiselles Coiffées e são exemplos das chamadas "Chaminés de Fada". Elas provavelmente têm alguns milhões de anos, e são estruturas em formato de cone; no topo, geralmente há um bloco rochoso grande, que protege o restante da chaminé dos efeitos da erosão.

As chaminés estão emolduradas por parte do disco central da Via Láctea, que aparece brilhando no céu; não se sabe exatamente a quantidade de estrelas presentes em nossa galáxia, mas as melhores estimativas colocam algo próximo de 100 bilhões delas por aqui. Caso você esteja se perguntando onde entramos em meio a tantas estrelas, imagine o seguinte: se a Via Láctea fosse uma cidade, o Sistema Solar estaria no subúrbio dela, a cerca de 30 mil anos-luz do centro.

Já a região de Cygnus chama a atenção pelas nebulosas, grandes nuvens de gás e poeira no espaço — é ali que você encontrará algumas bastante populares, como a da América do Norte, a nebulosa da Tulipa, do Pelicano, entre outras. O registro do céu foi capturado separadamente daquele do primeiro plano da foto, composto pelas formações rochosas.

Terça-feira (17) — Vestígios de uma colisão

A galáxia NGC 1316 devorou uma espiral vizinha (Imagem: Reprodução/Greg Turgeon/Kiko Fairbairn)
A galáxia NGC 1316 devorou uma espiral vizinha (Imagem: Reprodução/Greg Turgeon/Kiko Fairbairn)

Esta é a NGC 1316, uma galáxia elíptica membro do aglomerado Fornax, que guarda uma história interessante: estudos do passado mostram que, há cerca de 100 milhões de ano, ela começou a devorar a NGC 1317, uma galáxia espiral vizinha menor (aqui, ela aparece na área superior direita da imagem).

Imagens do observatório Cerro Tololo Interamerican, no Chile, mostraram que a galáxia tem várias ondulações, estruturas que dão voltas e até plumas, todas imersas no envelope externo dela. Estas formações vêm das forças de maré gravitacionais e estão acompanhadas de outras mais estreitas, que podem ser restos das estrelas de outras galáxias espirais que serviram de "jantar" para a NGC 1316 em algum momento, talvez nos últimos bilhões de anos.

Outro mistério desta galáxia envolve os aglomerados estelares globulares, que aparecem na imagem como pontinhos difusos. A questão aqui é que a maioria das galáxias elípticas tem aglomerados globulares mais brilhantes e numerosos que o observado na NGC 1316, mas curiosamente, os dela são antigos demais para terem sido formados pela colisão mais recente. É possível que eles tenham vindo de outra galáxia mais antiga consumida pela NGC 1316, e talvez tenham sobrevivido ao processo.

Quarta-feira (18) — Eclipse lunar total

Registro do eclipse lunar total no céu do deserto do Atacama, no Chile (Imagem: Reprodução/Tomas Slovinsky)
Registro do eclipse lunar total no céu do deserto do Atacama, no Chile (Imagem: Reprodução/Tomas Slovinsky)

Este registro incrível foi capturado no deserto do Atacama, no Chile, durante o eclipse lunar total ocorrido durante a madrugada desta segunda-feira (16). Neste tipo de eclipse a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sombra sobre o disco lunar. Naquela noite, o eclipse lunar foi total, o que significa que nosso satélite natural ficou completamente coberto pela umbra (a parte mais escura da sombra terrestre).

Talvez esta seja a etapa mais fascinante dos eclipses lunares totais, porque é nela que o disco lunar fica com uma cor avermelhada, responsável pelo apelido "Lua de Sangue". A mudança na cor é causada pela atmosfera terrestre, que dispersa e filtra diferentes comprimentos de luz enquanto nosso planeta bloqueia parcialmente a luz do Sol. Assim, a atmosfera dispersa a luz azul (com comprimento de onda mais curto), enquanto a luz vermelha e laranja (com comprimento de onda mais longo) seguem, incidindo sobre a superfície lunar.

Repare que, na parte superior do disco lunar, há uma região bem brilhante. Aquela era a última região que estava recebendo luz solar, antes de a Lua entrar totalmente na sombra da Terra. O registro foi produzido um pouco antes da fase total do eclipse, quando nuvens cirrus (nome dado a nuvens curtas e finas, encontradas a altas altitudes) estavam no céu.

Quinta-feira (19) — Eclipse em sequência

Exposições capturadas em intervalos de cinco minutos durante o eclipse lunar de maio (Imagem: Reprodução/Michael Cain)
Exposições capturadas em intervalos de cinco minutos durante o eclipse lunar de maio (Imagem: Reprodução/Michael Cain)

Os eclipses lunares totais podem ser fotografados de diferentes formas: alguns preferem aproveitar a Lua na umbra da Terra, com cor avermelhada, para registrá-la em cliques únicos; já outros fotografam o fenômeno através de uma série de fotos, como a que você viu aqui. Esta sequência composta por 37 exposições foi produzida durante o eclipse do início desta semana, com fotos feitas em intervalos de cinco minutos.

A série de fotos nos mostra o escurecimento gradual do disco lunar, que foi ficando avermelhado conforme mergulhou na sombra projetada pela Terra —se você contar os registros no centro considerando o intervalo de tempo utilizado pelo fotógrafo, chegará a um resultado próximo de 90 minutos, que foi a duração da fase total do eclipse.

Um novo eclipse lunar acontecerá em novembro, visível somente em algumas regiões da Ásia, Austrália e América do Norte, entre outros locais; no caso do Brasil, será possível observar parte da fase penumbral do fenômeno, ou seja, o momento em que a Lua fica parcialmente coberta pela penumbra do nosso planeta.

Sexta-feira (20) — Lua de Sangue e dunas

Além do eclipse, o fotógrafo registrou também a Estação Espacial Internacional (Imagem: Reprodução/Maxime Oudoux)
Além do eclipse, o fotógrafo registrou também a Estação Espacial Internacional (Imagem: Reprodução/Maxime Oudoux)

Quem procura um destino tranquilo poderia muito bem visitar esta região, localizada no litoral da França. Ele já tem beleza por si só, mas na noite em que o registro foi feito, havia algo mais: na parte superior da foto, vemos a "Lua de sangue" com a típica cor avermelhada, durante a fase total do eclipse lunar que aconteceu recentemente. Aliás, nosso satélite natural foi clicado acompanhado da Estação Espacial Internacional (ISS), responsável pelo rastro claro no céu.

A ISS orbita a Terra a aproximadamente 400 km de altitude e viaja ao redor do nosso planeta a 28.800 km/h; portanto, são necessários apenas 92 minutos para o laboratório orbital completar uma volta ao redor da Terra. Por isso, os astronautas a bordo da estação experienciam o Sol nascendo e se pondo 16 vezes a cada dia.

Considerada a maior estrutura única já levada ao espaço pela humanidade, a ISS é continuamente ocupada por humanos desde 2000 e já recebeu mais de 240 tripulantes vindos de 19 países. O complexo orbital deverá ser aposentado em 2030, dando fim à sua história através de um mergulho no ponto mais afastado da Terra, localizado no oceano Pacífico.

Fonte: Canaltech

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