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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (21/08 a 27/08/2021)

·8 minuto de leitura

Mais um sábado chegou. Então, que tal começar o fim de semana conferindo a seleção mais recente que a NASA fez de belas imagens astronômicas?

Nas fotos desta semana, você encontrará alguns fenômenos interessantes e curiosos, que vão desde o trânsito das luas Europa, Ganimedes e Calisto fazendo uma rápida passagem à frente de Júpiter, até a algumas simulações que mostram o que muda na gravidade de diferentes objetos do Sistema Solar de forma bem prática. Você confere também uma foto da chamada "Lua azul", que, apesar do nome, não mostra nosso satélite natural em tons azulados.

Sábado (21) — Trânsito triplo em Júpiter

(Imagem: Reprodução/Christopher Go)
(Imagem: Reprodução/Christopher Go)

Aqui, temos uma composição de imagens de Júpiter feitas no dia 15 de agosto, observado na cidade de Cebu, nas Filipinas. Naquele dia, a astrofotógrafa conseguiu registrar não somente um único trânsito de uma só lua, mas sim um trânsito triplo de alguns dos satélites naturais do gigante gasoso. O maior planeta do Sistema Solar é orbitado por 80 luas; as quatro maiores delas — que também são algumas das maiores de toda a nossa vizinhança — são Io, Europa, Ganimedes e Calisto, também conhecidas como "luas galileanas" em homenagem a Galileu Galilei, que as viu pela primeira vez em 1610.

As fotos acima mostram uma sequência de passagens dessas luas. Na imagem superior do painel, a lua Io desaparece na sombra do planeta no lado direito, enquanto Europa, Ganimedes e Calisto se movem pelo lado iluminado de Júpiter. Europa e Ganimedes aparecem do lado esquerdo, projetando suas sombras nas nuvens superiores do gigante gasoso, e Calisto está no lado direito inferior da foto. Depois, nos painéis centrais, vemos as três luas realizando um trânsito triplo pela face de Júpiter. As sombras de Europa e Ganimedes ainda estão visíveis, mas Ganimedes parece ter passado à frente de Europa. Já no painel inferior, as luas jovianas podem ser vistas em um eclipse, enquanto a sombra de Ganimedes continua cobrindo a lua Europa.

Domingo (22) — A explosão de uma estrela binária

(Imagem: Reprodução/David A. Hardy & PPARC)
(Imagem: Reprodução/David A. Hardy & PPARC)

A cerca de 5.000 anos-luz da Terra, na constelação de Ophiuchus, o Serpentário, fica a estrela binária RS Ophiuchi, formada por uma estrela gigante vermelha e uma anã branca. Em intervalos de aproximadamente 20 anos, a gigante vermelha do sistema transfere tanto hidrogênio para a anã branca vizinha que esta acaba explodindo em nova, uma explosão poderosa que pode expelir matéria para o espaço à velocidade de 2.600 km/s. A ilustração acima representa exatamente esse processo, com a gigante vermelha à direita e a anã branca bem no centro do disco de acreção, formado pela matéria indo em direção a ela.

A explosão mais recente do sistema aconteceu durante o início do mês de agosto. Ela pôde ser observada em diferentes lugares pelo mundo e foi identificada inicialmente pelo astrônomo amador Alexandre Amorim. Como esse processo de explosão em nova se repete de tempos em tempos, o sistema é considerado uma “nova recorrente”, mas esse comportamento não irá durar para sempre. Os astrônomos especulam que, dentro dos próximos 100.000 anos, a anã branca terá “roubado” tanta matéria de sua vizinha que irá ultrapassar o chamado Limite de Chandrasekhar. Então, quando isso acontecer, ela ficará tão instável que irá explodir em supernova, dando fim ao sistema binário.

Segunda-feira (23) — Lente gravitacional e um aglomerado de galáxias

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble & NASA, R. Massey)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble & NASA, R. Massey)

Esta imagem do aglomerado de galáxias Abell 3827 foi feita com o telescópio Hubble e mostra uma formação tão distante de nós, que a luz o deixou há 1,3 bilhão de anos, quando não havia nem mesmo dinossauros na Terra. O telescópio observou essa formação para estudar um dos maiores mistérios para os cosmólogos de hoje: a matéria escura, a qual representa cerca de 27% do universo e não pode ser vista.

Além disso, esse aglomerado chama a atenção também devido a um fenômeno interessante — observe o centro da imagem e você encontrará algo que parece com uma galáxia azul curvada, que aparenta ter três centros. Na verdade, o que acontece é que ali existe somente uma galáxia; contudo, a luz emitida por ela segue por caminhos múltiplos em função da gravidade do aglomerado. Como resultado, ocorre uma lente gravitacional. Hoje, é provável que as galáxias centrais do aglomerado já tenham integrado um grande “banquete cósmico” e se fundido, criando uma grande galáxia única.

Terça-feira (24) — Um disco circumplanetário distante

(Imagem: Reprodução/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); M. Benisty et al.)
(Imagem: Reprodução/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); M. Benisty et al.)

Este registro foi feito pelo observatório Atacama Large Millimeter Array (ALMA), formado por 66 radiotelescópios dispostos pelo deserto do Atacama, no Chile, e mostra a estrela PDS 70 em detalhes. Localizada na direção da constelação Centaurus, o Centauro, ela fica a cerca de 400-anos luz de nós e é cercada por esse grande disco circumplanetário, que aparece na imagem acima. Contudo, o que mais surpreendeu os astrônomos nesta foto não foi o grande disco, mas sim o menor e mais difuso, presente mais à direita da parte interna do disco maior.

A estrela em questão é orbitada por pelo menos outros dois planetas. Um deles é o PDS 70c, um exoplaneta gigante gasoso que tem massa equivalente a duas vezes a de Júpiter. O mais curioso é que esse planeta é cercado por esse disco circumplanetário, cujo tamanho chega à distância média entre a Terra e o Sol (ou seja, cerca de 149 milhões de quilômetros) e tem massa suficiente para formar três novas luas do tamanho aproximado do da nossa, que chega aos 3.400 km de diâmetro.

Quarta-feira (25) — Como é a gravidade no Sistema Solar

Imagine que você pudesse jogar uma bolinha à altitude de 1 km em diferentes mundos do Sistema Solar. Onde a bolinha cairia mais rápido: na Terra, em Júpiter ou em Urano? Se a resposta estiver difícil, a animação acima ilustra exatamente esse experimento, sem considerar a resistência do ar. Você perceberá que, como resultado, velocidade de queda da bolinha muda de acordo com a gravidade, a força com a qual um corpo atrai objetos em direção ao seu centro. Tudo que tem massa tem gravidade; portanto, objetos mais massivos exercem maior gravidade.

Como a força gravitacional depende também da distância até o centro de gravidade do objeto em questão, distâncias mais curtas fariam com que a bolinha imaginária caísse mais rápido. É por isso que o vídeo mostra alguns resultados curiosos. Por exemplo, embora Urano seja 14 vezes mais massivo que o nosso planeta, esse planeta gelado atrai a bolinha mais devagar do que a Terra porque é bem menos denso. Já Júpiter, o maior gigante gasoso do Sistema Solar, atrairia a bolinha bem mais rapidamente que a Terra e Urano.

Quinta-feira (26) — Lua cheia durante a “hora azul”

(Imagem: Reprodução/Giorgia Hofer)
(Imagem: Reprodução/Giorgia Hofer)

Um pouco antes de o Sol nascer ou se pôr, o ambiente fica envolvido por tons azulados durante por cerca de 20 minutos. O horário exato dessa iluminação pode variar de acordo com a localização, da época do ano e da qualidade do ar, e este momento é chamado de "hora azul". Pois bem, a hora azul é um dos momentos favoritos de fotógrafos que costumam fotografar a Lua, já que o brilho dela não fica com tanto contraste em relação ao céu — e foi também a escolha do fotógrafo responsável por esta foto, que registrou a Lua quase cheia sobre os Alpeas Italianos da comuna de Cortina d'Ampezzo.

A foto mostra a Lua enquanto subia no céu acima da pirâmide rochosa de Monte Antelao, o pico que se destaca nos alpes. Como ainda estava baixa no horizonte, a Lua mostrava um brilho amarelado — mas, como esta foi a terceira Lua cheia de uma só estação com quatro delas, ela recebe o apelido de "Lua azul sazonal". Este fenômeno acontece uma vez a cada dois anos e meio, ou no máximo três anos.

Sexta-feira (27) — Nebulosa da Tromba do Elefante

(Imagem: Reprodução/Robert Eder)
(Imagem: Reprodução/Robert Eder)

A nebulosa da imagem acima, formada por uma grande concentração de gás interestelar e poeira, é conhecida como “Tromba do Elefante” — e, se analisarmos algumas formas dela, este é um apelido bastante adequado, não é mesmo? Essa “tromba cósmica” mede cerca de 20 anos-luz de extensão e está presente em meio ao aglomerado estelar IC 1396, na direção da constelação de Cepheus, o Cefeu, a cerca 2.400 anos-luz de nós. Parte da nebulosa é bastante brilhante devido a uma estrela luminosa e massiva, que fica a oeste do aglomerado.

Caso você esteja estranhando a falta de estrelas nessa imagem, saiba que a ausência delas se deve ao processamento digital, que removeu as estrelas visíveis que estariam nela. Por outro lado, isso não significa que não haja outras formações interessantes por lá: por exemplo, as áreas escuras, formadas por poeiras interestelar e gás, ficaram ainda mais evidentes. Além disso, vemos também algumas nuvens ramificadas, cujas formas podem lembrar até a de tentáculos, que guardam em seu interior material para formar novas estrelas.

Fonte: Canaltech

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