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Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (09/04 a 14/04/2022)

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Após aproveitar o descanso do feriado, que tal conferir as imagens astronômicas compiladas pela NASA no site Astronomy Picture of the Day? Uma das fotos mostra um espetáculo proporcionado por Saturno e Marte, planetas que brilharam juntos no céu durante uma conjunção ocorrida no início de abril. Já outro clique traz o brilho da Via Láctea no céu, acompanhado de uma formação geológica bastante famosa nos Estados Unidos.

Como de costume, as galáxias e nebulosas também apareceram por aqui. A galáxia em questão é a Messier 96, que chama a atenção por ter estrutura assimétrica; já a nebulosa faz parte da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia-satélite da Via Láctea.

Confira:

Sábado (09) — Encontro de Saturno e Marte

O brilho amarelado é de Saturno, e o avermelhado, de Marte (Imagem: Reprodução/Damian Peach)
O brilho amarelado é de Saturno, e o avermelhado, de Marte (Imagem: Reprodução/Damian Peach)

Logo no início do dia 4 de abril, antes mesmo de o Sol nascer, Marte e Saturno se uniram em uma belíssima conjunção no céu. Claro que o fotógrafo não iria perder a oportunidade de registrar os dois planetas juntos, e capturou o momento na foto acima. No topo, com brilho amarelado, está Saturno e sua lua Titã, no lado esquerdo. Já Marte aparece abaixo, com seu típico brilho avermelhado.

De forma geral, podemos dizer que as conjunções ocorrem quando dois ou mais objetos parecem estar juntos no céu, como se um estivesse ao lado do outro. O mais comum é observar conjunções entre a Lua e algum dos planetas mais brilhantes do Sistema Solar, como Vênus, Mercúrio e Marte, ou até os gigantes gasosos Júpiter e Saturno.

Contudo, isso não é uma regra, já que as conjunções também podem ocorrer quando determinadas estrelas aparecem próximas da Lua e até com planetas aparentemente próximos, como aconteceu nesta foto. Quando um planeta aparece no lado oposto do Sol em relação à Terra, com os três quase perfeitamente alinhados, dizemos que há uma conjunção superior; já no cenário oposto, em que um planeta do Sistema Solar fica entre o Sol e a Terra, ocorreu uma conjunção inferior.

Domingo (10) — Sombras na Lua

Mapa da Lua produzido com imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (Imagem: Reprodução/NASA, Arizona State U., Lunar Reconnaissance Orbiter)
Mapa da Lua produzido com imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (Imagem: Reprodução/NASA, Arizona State U., Lunar Reconnaissance Orbiter)

A imagem acima pode até lembrar algum microrganismo observado através de um microscópio, mas não se engane: na verdade, este é um mapa de iluminação multitemporal da Lua, composto por 1.700 imagens do nosso satélite natural capturadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Os registros foram produzidos ao longo de seis dias lunares, ou seja, em um período equivalente a 6 meses na Terra.

A sonda fez os registros do polo sul lunar em diferentes ângulos; depois, o material foi projetado e convertido em imagens binárias. O resultado é a composição acima, com contrastes que nos ajudam a diferenciar as regiões iluminadas pela luz do Sol daquelas que estão nas sombras. Em direção ao centro, por exemplo, você encontra a cratera Shackleton, uma formação com 19 km de diâmetro sempre oculta da luz solar.

Estudar o interior das crateras lunares nas sombras é uma tarefa de grande importância para as agências espaciais que querem lançar missões espaciais tripuladas para lá. É que estas formações podem guardar reservas de água congelada, necessárias para a estadia dos astronautas na superfície lunar. Já os cumes iluminados podem servir como bons locais para a coleta de energia solar.

Segunda-feira (11) — Trânsito da Estação Espacial Internacional pelo Sol

Sequência de fotos da Estação Espacial Internacional passando pelo Sol (Imagem: Reprodução/Wang Letian (Eyes at Night)
Sequência de fotos da Estação Espacial Internacional passando pelo Sol (Imagem: Reprodução/Wang Letian (Eyes at Night)

A Estação Espacial Internacional (ISS) só pode ser vista durante o dia quando passa bem em frente ao Sol, em nossa perspectiva. Só que, como a velocidade do laboratório espacial é altíssima (lembre-se que a ISS orbita a Terra a uma altitude de aproximadamente 400 km, deslocando-se a uma velocidade de 7,6 km/s), é necessário usar uma câmera capaz de capturar exposições bem breves, congelando a silhueta do laboratório orbital em relação à nossa estrela.

Foi o que aconteceu nesta foto, capturada em Pequim, na China. Após registrar esta sequência, o astrofotógrafo combinou os registros com fotos separadas, feitas quase ao mesmo tempo das outras; contudo, a diferença é que este conjunto de fotos destacava a textura e a atividade do Sol. Por isso, conseguimos observar algumas proeminências gasosas se projetando perto da borda de nossa estrela e uma mancha solar escura, entre outros detalhes.

Normalmente, a ISS é visível somente durante à noite. Conforme orbita nosso planeta, o complexo orbital pode ser visto como um ponto brilhante no céu, visível algumas vezes anualmente em diferentes lugares do mundo. Outro momento que permite observar a estação é logo após o pôr do Sol ou um pouco antes do nosso astro nascer; neste períodos, a estação brilha com o reflexo da luz solar.

Terça-feira (12) — Uma nebulosa de emissão

Detalhe de uma nebulosa de emissão na Grande Nuvem de Magalhães (Imagem: Reprodução/NASA, ESA; Josh Lake)
Detalhe de uma nebulosa de emissão na Grande Nuvem de Magalhães (Imagem: Reprodução/NASA, ESA; Josh Lake)

A Grande Nuvem de Magalhães, galáxia-satélite da Via Láctea, está repleta de regiões de formação estelar, e parte de uma delas aparece na imagem acima. Aqui, vemos NGC 1763, parte da nebulosa de emissão N11. As nebulosas de emissão são formadas por gases ionizados que emitem luz em diferentes comprimentos de onda; geralmente, a fonte de ionização mais comum é alguma estrela quente por perto, emitindo fótons de luz ultravioleta.

A NGC 1763 é uma nebulosa de grandes dimensões e estrutura irregular, que abriga um aglomerado estelar em direção à constelação Dorado, na Grande Nuvem de Magalhães. Já a N11 tem forma elíptica, que lembra uma grande bolha, cercada por outras grandes nebulosas. Entre algumas de suas características interessantes estão uma grande cavidade e um antigo aglomerado estelar central, com 5 milhões de anos.

A imagem original foi capturada pelo telescópio espacial Hubble; depois, foi processada digitalmente, adquirindo um toque artístico que proporcionou belas cores e destacou as formas presentes ali. Neste registro, é possível observar também alguns pequenos glóbulos de poeira escura, de onde estrelas jovens vão emergir.

Quarta-feira (13) — A Torre e a Via Láctea

Via Láctea acompanhada da Torre do Diabo (Imagem: Reprodução/MaryBeth Kiczenski)
Via Láctea acompanhada da Torre do Diabo (Imagem: Reprodução/MaryBeth Kiczenski)

Esta foto foi feita em Wyoming, nos Estados Unidos, e o grande destaque dela é a faixa central da Via Láctea. Se você estiver em um lugar distante das luzes artificiais e tiver a sorte de ter uma noite de céu limpo, provavelmente conseguirá observar esta faixa brilhante no céu, formada pelo centro da nossa galáxia.

A Via Láctea tem a forma de uma espiral, cujos braços giram ao redor de um centro. O interior da nossa galáxia guarda entre 200 e 400 bilhões de estrelas, orbitando um objeto invisível para os olhos humanos. No centro da Via Láctea fica Sagittarius A*, um buraco negro supermassivo localizado a aproximadamente 25 mil anos-luz de nós.

Já a formação montanhosa ao fundo é a chamada Torre do Diabo (ou "Devils Tower", como é conhecida em inglês). A origem desta rocha ainda é motivo de debate, mas a hipótese mais aceita atualmente propõe que ela é uma pluma de lava solidificada, que nunca conseguiu chegar à superfície para se tornar um vulcão. A rocha é densa, e conta com colunas hexagonais que passam dos 180 m de altura.

Quinta-feira (14) — Galáxia Messier 96

Galáxia Messier 96, do tipo espiral, junto de outras galáxias ao fundo (Imagem: Reprodução/Mark Hanson and Mike Selby)
Galáxia Messier 96, do tipo espiral, junto de outras galáxias ao fundo (Imagem: Reprodução/Mark Hanson and Mike Selby)

Esta é a galáxia Messier 96, uma galáxia do tipo espiral a quase 38 milhões de anos-luz de nós descoberta em 1781 por Pierre Méchai, astrônomo e cartógrafo francês; ainda naquele ano, o astrônomo Charles Messier a incluiu em seu famoso catálogo. Além de seus braços em espiral, que chamam a atenção pela sua estrutura, esta é uma galáxia curiosa: seu centro não fica exatamente em seu centro galáctico.

A posição do núcleo indica uma característica interessante da Messier 96: apesar de ter quase o mesmo tamanho e massa da Via Láctea, esta é uma galáxia bastante assimétrica, formada por poeira e gases distribuídos de forma desigual ao longo de seus braços — estes mostram estrutura também desigual, que pode ter sido o resultado da ação gravitacional de outras galáxias do grupo da qual a Messier 96 faz parte.

A Messier 96 é a principal galáxia do grupo Leão I, cujos membros menores e mais distantes aparecem no fundo da imagem. Logo atrás de um dos braços espirais da M96, na parte superior dela, há uma galáxia espiral observada quase lateralmente, com centro brilhante cortado por nuvens de poeira. Se tiver tamanho parecido com o da Messier 96, é possível que esta galáxia esteja cinco vezes mais distante que sua grande vizinha.

Fonte: Canaltech

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