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Destaque no 'The voice +', Ronaldo Barcellos perdeu um filho antes de gravar o programa

Regiane Jesus
·3 minuto de leitura

RIO — Impossível esquecer a presença emocionada e emocionante de Ronaldo Barcellos no palco do “The voice +”. Ao soltar a voz em “Cada um cada um (A namoradeira)”, canção de sua autoria eternizada por Claudio Zoli, este morador da Tijuca fez virar as quatro cadeiras dos técnicos do programa, carimbando assim o seu passaporte para seguir nesta viagem musical rumo à retomada da sua carreira de cantor. O que Claudia Leitte, Daniel, Ludmilla e Mumuzinho não faziam a menor ideia, nem o público, era o tamanho do esforço que o artista fez para estar ali diante deles e de milhões de telespectadores.

Um dia antes da gravação de sua estreia na atração da Globo, o ex-líder do grupo Ronaldo e os Barcellos — aquele do hit “Feliz aniversário”, sucesso na década de 1990 — perdeu o filho Ricardo, aos 46 anos, vítima de uma doença cardíaca. O luto, nem por um segundo, o fez pensar em desistir. Pelo contrário. Fortaleceu-o, ainda que, durante os ensaios, tenha enfrentado o desafio de conseguir segurar as lágrimas que insistiam em cair, sobretudo quando repetia os versos “impossível te esquecer...”. Se vencer o reality show, o troféu será erguido em direção ao céu. Afinal tem alguém por lá na maior torcida pelo pai famoso.

— Eu me apresentei com o coração em pedaços. Ao mesmo tempo, eu lembrava do Ricardo falando para mim que tinha certeza que eu ia ganhar, que eu mereço muito. Agradeço demais a Nina Pancevski (preparadora vocal do programa), que me ensinou a não chorar, apesar do sentimento que estava apertando o meu peito. Ela me passou exercícios para controlar o cérebro e me deu outra dica ótima, a de me beliscar enquanto estivesse cantando, para desviar o pensamento — diz, deixando escapar as lágrimas. — Adoraria ganhar esse prêmio para o meu filho, mas sei que tenho concorrentes muito fortes, maravilhosos. Aconteça o que acontecer, sei que Ricardo já está orgulhoso de mim.

A exemplo do saudoso Ricardo, Ronaldo, Rodrigo e Roseli têm motivos de sobra para se orgulhar do pai. Ronaldo contabiliza uma extensa lista de sucessos no currículo, como “Desliga e vem”, “Marrom bombom”, “Eu e ela”, “Paparico” e “Cilada”, entre tantos outros que tocavam a todo instante nas rádios durante a década de 1990. Foi ainda menino, numa igreja evangélica, em Imbariê, Duque de Caxias, que tudo começou.

— A igreja tem grande participação na minha formação porque lá comecei a estudar os fundamentos da música. Um tempo depois me tornei aluno da Escola Nacional de Música. Nesta época, era tão pobre que pensava que uma tia era rica só porque ela tinha panela de pressão em casa. Na verdade, ela lavava roupas para fora para pagar as minhas passagens e assim eu pudesse estudar — recorda.

A música garantiu a Ronaldo ascensão social e o privilégio de fazer o que ama. Mas cantar acabou perdendo espaço para as suas facetas de compositor e músico. O “The voice +” representa o resgate do intérprete que por muito tempo ficou em segundo plano.

— Quando eu me inscrevi no programa, pensei: “Se nada der certo, pelo menos eu ressuscito esse cantor que estava apagado dentro de mim”. Era difícil me conformar em não voltar a estar à frente de um palco. No exterior, tem tanto cantor fazendo show com 80 anos. Então, eu também posso — frisa o artista, de 67.

Uma das maiores incentivadoras e fãs de Ronaldo é Andrea Lee Turnillon, com quem é casado há mais de 23 anos.

— Passamos 24 horas por dia juntos, mas ela torce por mim de casa porque, neste momento de pandemia, não dá para me acompanhar nas gravações. É bom que bate uma saudade (risos). No nosso cantinho, no meio da floresta (o casal vive na subida do Alto da Boa Vista), canto só para ela — declara-se.

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