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Destaque da NASA: protoestrela cercada por poeira é a foto astronômica do dia

Nesta sexta-feira (18), a foto destacada pela NASA no site Astronomy Picture of the Day revela uma protoestrela com apenas 100 mil anos, escondida no interior da nuvem escura L1527. A imagem foi capturada pelo telescópio James Webb, que observou uma região de formação estelar visível somente na luz infravermelha.

A estrela observada é bastante jovem e ainda está em desenvolvimento, envolta por uma nuvem de gás e poeira que alimenta seu processo evolutivo. Mesmo assim, ela já emite luz, que escapa do disco protoplanetário que a cerca e ilumina as cavidades de gás e poeira nos arredores.

Veja abaixo:

A protoestrela no interior da nuvem escura L1527 tem apenas 100 mil anos (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and STScI, J. DePasquale (STScI))
A protoestrela no interior da nuvem escura L1527 tem apenas 100 mil anos (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and STScI, J. DePasquale (STScI))

Ela aparece “escondida” pelo disco protoplanetário, a área escura que parece dividir esta nebulosa com formato que lembra o de uma ampulheta. As nuvens em azul e laranja contém cavidades formadas pelo material ejetado pela protoestrela, que colide com a matéria ali.

Já as cores são o resultado das camadas de poeira entre o telescópio e as nuvens: quanto mais espessa for a camada de poeira, menos luz azulada escapa, formando as áreas alaranjadas que se destacam na imagem.

O telescópio James Webb

Lançado em dezembro de 2021, o James Webb é um telescópio “especialista” na luz infravermelha. O Webb conta com um espelho primário de aproximadamente 6,5 m formado por 18 segmentos que, juntos, conseguem coletar quase seis vezes mais luz que o telescópio Hubble.

Ele é considerado o maior observatório da década e ajudará os cientistas a responder grandes perguntas sobre o universo, que vão desde o nascimento das primeiras galáxias após o Big Bang até a formação de estrelas e planetas.

É por isso que os instrumentos do Webb foram projetados para capturar imagens e espectro principalmente na luz infravermelha: quanto mais distantes os objetos estudados (como as primeiras galáxias que se formaram), mais a luz deles foi "estendida" para comprimentos de onda mais longos do infravermelho.

Além disso, ao contrário da luz visível, a infravermelha pode atravessar nuvens de poeira com estrelas e planetas em formação, revelando os objetos e processos ali.

Fonte: Canaltech

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