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Destaque da NASA: Nebulosa da Gaivota é a foto astronômica do dia

A Nebulosa da Gaivota, formada por gás e poeira, é o objeto destacado no site Astronomy Picture of the Day nesta quinta-feira (19). Localizado na direção de Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, este “pássaro cósmico” aparece em um mosaico formado por três imagens.

Catalogada como “Sh2-296” e “IC 2177”, a Nebulosa da Gaivota parece fazer parte de uma estrutura maior, afetada por uma série de explosões de supernova. Ela fica na “fronteira” entre as constelações Monoceros e Canis Major, o Unicórnio e Cão Maior, respectivamente.

Confira:

O formato inspirou o apelido “Nebulosa da Gaivota” (Imagem: Reprodução/Carlos Taylor)
O formato inspirou o apelido “Nebulosa da Gaivota” (Imagem: Reprodução/Carlos Taylor)

Esta nebulosa fica a cerca de 3.800 anos-luz de nós e foi descoberta por Isaac Roberts, astrônomo amador que a descreveu como “muito brilhante, extremamente grande, irregularmente redonda e muito difusa”.

A foto traz ainda um complexo de nuvens de gás e poeira ali, como o arco gasoso de tons azulados formado pela estrela FN Canis Majoris. O grupo de objetos inclui outras estrelas da associação Canis Majoris OB1, e se estende por mais de 200 anos-luz.

Saiba mais sobre a Nebulosa da Gaivota

Apesar de serem bastante diferentes umas das outras, as nebulosas têm uma característica comum: quando são observadas pela primeira vez, seus formatos dão asas à criatividade dos astrônomos, que acabam dando nomes curiosos elas, como aconteceu com esta nebulosa.

A nuvem de gás catalogada como Sharpless 2-292 parece ser a responsável por formar a “cabeça” da gaivota, e brilha devido à radiação da estrela jovem, quente e extremamente energética que existe em seu interior.

A radiação das estrelas jovens faz com que o hidrogênio gasoso brilhe em tons avermelhados, formando ali uma das chamadas “regiões HII”. Elas têm este nome porque são formadas por hidrogênio ionizado, onde os prótons e elétrons se recombinam e emitem luz em comprimentos de onda específicos.

Fonte: Canaltech

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