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Destaque da NASA: nebulosa cercando estrela é a foto astronômica do dia

A imagem destacada no site Astronomy Picture of the Day nesta quarta-feira (9) revela a estrela WR-18 cercada por uma nebulosa brilhante. Também conhecida como NGC 1399, a nebulosa e sua estrela ficam a cerca de 12 mil anos-luz, em direção à constelação Carina.

A foto em questão foi processada digitalmente, para destacar os filamentos do gás brilhante na nebulosa em formato de bolha. Esta estrutura se estende por aproximadamente 75 anos-luz, e em seu interior, está a estrela WR-18, do tipo Wolf-Rayet.

Confira:

Estrela WR-18, cercada pela nebulosa NGC 3199 (Imagem: Reprodução/Alex Woronow)
Estrela WR-18, cercada pela nebulosa NGC 3199 (Imagem: Reprodução/Alex Woronow)

Estas estrelas são conhecidas por criar nebulosas com formatos curiosos graças à ação de seus ventos, que empurram o material interestelar ao redor delas e esculpem estes "envelopes" ao redor delas. No caso deste objeto, a parte mais brilhante dela parecia indicar uma onda de choque, produzida conforme a estrela se movia em um meio uniforme (como um barco navegando sobre a água).

Por outro lado, estudos recentes apontam que talvez a estrela não esteja se movendo em direção à área brilhante. Uma explicação sugere que, provavelmente, o material cercando-a não é distribuído uniformemente, e por isso ele é mais aglomerado e denso perto da área brilhante.

O que são estrelas de Wolf Rayet?

As estrelas Wolf-Rayet têm altas temperaturas e são bastante massivas. Elas são conhecidas por estarem em etapas avançadas da evolução estelar, perdendo massa rapidamente e vivendo por períodos curtos, quando comparadas a outras estrelas.

Mais de 200 estrelas do tipo são conhecidas na Via Láctea, mas os astrônomos estimam que nossa galáxia possa conter entre mil e duas mil delas, sendo que a maioria estaria escondida por poeira.

Em média, a temperatura das estrelas Wolf-Rayet chega a 25 mil K, e a luminosidade delas pode chegar a um milhão de vezes àquela do Sol. Os astrônomos consideram que, quando chegam ao fim de suas vidas, elas explodem em supernovas dos tipos Ib ou Ic.

Fonte: Canaltech

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