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Destaque da NASA: beleza da Nebulosa da Lagosta é a foto astronômica do dia

Nesta terça-feira (1º), a foto destacada no site Astronomy Picture of the Day revela a beleza da nebulosa NGC 6357. Mais conhecida como “Nebulosa da Lagosta”, é nesta nebulosa que algumas das estrelas mais massivas são formadas.

Além das estrelas em formação, este “crustáceo cósmico” é também o lar de Pismis 24, um aglomerado estelar aberto próximo de seu centro. Uma das estrelas ali tem mais de 200 massas solares, o que a torna uma das estrelas mais massivas conhecidas.

Veja a imagem:

A beleza da Nebulosa da Lagosta (Imagem: Reprodução/CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA/T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF’s NOIRLab), J. Miller (Gemini Observatory/NSF’s NOIRLab), M. Zamani & D. de Martin)
A beleza da Nebulosa da Lagosta (Imagem: Reprodução/CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA/T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF’s NOIRLab), J. Miller (Gemini Observatory/NSF’s NOIRLab), M. Zamani & D. de Martin)

O brilho vermelho que chama a atenção na foto, perto de uma região interna de formação estelar, vem da emissão de hidrogênio gasoso ionizado. Já a nebulosa ao redor ali é formada por gás, poeira escura, estrelas em processo de evolução e outras recém-nascidas.

Por fim, os padrões no interior dela, que lembram um belo emaranhado de de fios, são formados pelas interações complexas entre os ventos interestelares, pressão da radiação, campos magnéticos, e, claro, pela ação da gravidade.

O que é a Nebulosa da Lagosta?

Esta nebulosa se estende por aproximadamente 400 anos-luz e fica a cerca de 8 mil anos-luz de nós em direção à constelação Scorpius, o Escorpião. Ela é considerada uma nebulosa difusa, ou seja, é bastante ampla e não tem estrutura ou “limites” bem definidos, como acontece com outras nebulosas.

O aglomerado estelar Pismis 24 em seu interior é do tipo aberto, o que significa que é formado por alguns milhares de estrelas nascidas de uma mesma nuvem molecular. Normalmente, estes aglomerados são bem menores e têm mais estrelas do que os aglomerados globulares.

A imagem que você viu no início desta publicação foi capturada pela Dark Energy Camera, instalada no telescópio Victor M. Blanco, do Observatório Interamericano de Cerro Tololo. O registro é resultado de uma combinação de várias exposições com diferentes filtros, que mostram como a nebulosa seria se fosse bem mais brilhante e observada a olho nu.

Fonte: Canaltech

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